[Braga] 10 Minutos de barulho: parem de nos matar
Somos as netas, as filhas, as sobrinhas, as irmãs, as vizinhas daquelas que uma sociedade que legitima a violência contra as mulheres ainda não matou. Não nos calamos. Luto é verbo, o nosso grito é sobrevivência e resistência. É por todas elas e por todas nós. No dia atribuído ao amor romântico, Dia dos/as Namorados/as, propomos romper com o ciclo de violência doméstica. A seguir à lua de mel, os pedidos de desculpas, as prendas e as promessas, vem mais violência, mais ameaças, ataques e chantagens.
Falta menos de um mês para uma iniciativa histórica nacional. Nove cidades saem à rua no dia 8 de Março de 2019. A Greve Feminista sai à rua, exatamente porque "Somos as vítimas da justiça machista, quando esta fundamenta as suas decisões em preconceitos, e da cultura da violação, que desacredita a nossa palavra e desvaloriza a nossa experiência, procurando atribuir-nos a responsabilidade das violências que sofremos. Somos as que vivem em alerta permanente, porque o assédio no espaço público e no local de trabalho continua a estar presente. Somos múltiplas e diversas, de todas as cores e lugares, de todas as formas e feitios, com diferentes orientações sexuais e identidades de género, profissões e ocupações. Somos trabalhadoras, estudantes, reformadas, desempregadas e precárias, do litoral e do interior, do continente e das ilhas. Somos as invisíveis, as negras e as ciganas. Somos tu e eu, somos nós, somos tantas e tão diversas. A 8 de Março, mulheres em todo o mundo levantam-se em defesa dos seus direitos e mobilizam-se contra a violência, a desigualdade e os preconceitos". As razões somam-se. Todas cabemos na Greve, todas somos imprescindíveis.

