10 minutos de barulho: Parem de nos matar
TRAZ O TEU BARULHO!!!!!
Depois de fazermos barulho na Rua de Santa Catarina, seguimos em Marcha até ao Tribunal da Relação do Porto. No final, vamos fazer uma ação simbólica. Já morreram 10 mulheres (9 mulheres adultas e 1 menina) vítimas de violência doméstica em 2019. São 10 minutos em que convidamos todas/os participantes a contribuírem com barulho de resistência: voz, instrumentos, apitos, qualquer objeto que produza barulho.
Para que nos ouçam e ouçam bem: BASTA!
Somos as netas, as filhas, as sobrinhas, as irmãs, as vizinhas daquelas que uma sociedade que legitima a violência contra as mulheres, ainda não matou. Não nos calamos. Luto é verbo, o nosso grito é sobrevivência e resistência. É por todas elas e por todas nós. No dia atribuído ao amor romântico, Dia dos/as Namorados/as, propomos romper com o ciclo de violência doméstica. A seguir à lua do mel, os pedidos de desculpas, as prendas e as promessas, vem mais violência, mais ameaças, ataques e chantagens.
Falta menos de um mês para um iniciativa histórica nacional. Nove cidades saem à rua no dia 8 de Março de 2019. A Greve Feminista e todas as manifestações de norte a sul do país no dia 8 de Março, saem à rua para exigir: "Somos as vítimas da justiça machista, quando esta fundamenta as suas decisões em preconceitos, e da cultura da violação, que desacredita a nossa palavra e desvaloriza a nossa experiência, procurando atribuir-nos a responsabilidade das violências que sofremos. Somos as que vivem em alerta permanente, porque o assédio no espaço público e no local de trabalho continua a estar presente. Somos múltiplas e diversas, de todas as cores e lugares, de todas as formas e feitios, com diferentes orientações sexuais e identidades de género, profissões e ocupações. Somos trabalhadoras, estudantes, reformadas, desempregadas e precárias, do litoral e do interior, do continente e das ilhas. Somos as invisíveis, as negras e as ciganas. Somos tu e eu, somos nós, somos tantas e tão diversas. A 8 de Março, mulheres em todo o mundo levantam-se em defesa dos seus direitos e mobilizam-se contra a violência, a desigualdade e os preconceitos".

