"A Batalha" - 100 anos de luta

“A BATALHA”: 100 ANOS DE LUTA POR UM MUNDO NOVO SEM EXPLORADOS NEM EXPLORADORES, SEM OPRIMIDOS NEM OPRESSORES!

A 23 de Fevereiro de 2019, assinalou-se o centésimo aniversário da publicação do primeiro número do jornal A Batalha, “porta-voz da organização operária” e, a partir de Setembro de 1919, data da fundação da CGT, órgão da central operária anarco-sindicalista. Alexandre Vieira, operário tipógrafo, foi o seu primeiro director.

Durante 8 anos – até 26 de Maio de 1927, data em que sairá o último número na legalidade – será um jornal diário, firme na defesa dos direitos dos trabalhadores e porta-voz da necessidade da revolução social, que instaurará uma nova sociedade sem exploração nem opressão. Estima-se a sua circulação na ordem dos 20/25 mil exemplares diários, sendo o terceiro (e às vezes o segundo) diário mais vendido, depois do Século e do Diário de Notícias.

Durante esse período, A Batalha viu muitas vezes a sua redacção invadida pela polícia, edições apreendidas e os seus jornalistas presos, mas continuará a publicar-se até ao dia 27 de Maio de 1927, quando a polícia invade a sua sede (na Calçada do Combro, em Lisboa), destrói e saqueia todo o equipamento e o jornal é proibido. O seu último redactor-principal é Mário Castelhano que, anos depois, morrerá no Tarrafal.

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Há precisamente 100 anos, a 23 de Fevereiro de 1919, nascia A Batalha!

Um século depois cá continua ela, já não como diário da organização operária portuguesa, mas enquanto jornal de expressão anarquista, atenta não só à autoridade do Estado e do neoliberalismo, como também às micro-dominações que perpetuam a conservação dessas estruturas de poder.

O #283 será dedicado não só ao centenário de A Batalha (com uma história de bolso do jornal, tal como testemunhos de antigos redactores e colaboradores), como ao presente do anarquismo em Portugal (com uma entrevista ao Centro de Cultura Libertária). As direitas portuguesas (e suas diversas expressões) e o esquerdismo (que reivindica a tradição libertária) serão também analisados. As já habituais recensões, a poesia e Voltairine de Cleyre regressam, acompanhadas de uma banda desenhada do Colectivo da Estrela Decadente e de um cartaz comemorativo desta efeméride.

Os eventos e publicações que surgirão associadas ao centenário do jornal serão anunciados neste número, que sairá em breve.

Por agora, deixamo-vos a versão digital do #282

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