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	<title>Repressão &#8211; indymedia.pt</title>
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	<title>Repressão &#8211; indymedia.pt</title>
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		<title>Torturas &#8211; Especificidades Cronológicas V</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Sep 2026 09:08:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[2024-2026 e algumas notas avulsas: Vi a Sandra da Gralha em Évora, na SHE, numa feira da honesta, &#8220;Olá Bruno&#8221;, diz ela em passo apressado, como não querendo que mais ninguém notasse do seu stalking &#8211; que faz ela aqui tão longe, aqui tão perto? Pensei que me houvesse livrado já de toda esta gente, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>2024-2026 e algumas notas avulsas</em>: Vi a Sandra da Gralha em Évora, na SHE, numa feira da honesta, &#8220;Olá Bruno&#8221;, diz ela em passo apressado, como não querendo que mais ninguém notasse do seu stalking &#8211; que faz ela aqui tão longe, aqui tão perto? Pensei que me houvesse livrado já de toda esta gente, como eles se quiseram livrar de mim. Não sei, julgo que é assim, que se aproveitam da solidão de minha vida para jogar todo o tipo de jogos com impunidade, pois que a mais ninguém poderia eu recorrer. Como quando me rufiam numa feira anarquista de Lisboa, um capitalista e o Daniel dd Coimbra em tandem, gritando alegremente sobre o <em>anarco-sexo</em>, o que seja.</p>
<div></div>
<div>O controlo exacerbou-se, violam-me todos os dias, sussurram-me ao ouvido que me eliminarão, além de tudo o mais que é irreproduzível, de sórdido que é. Por vezes, para quebrar a monotonia, passo no CCL. Não me causa senão ressentimento. Afinal, ninguém parece interessado em qualquer contribuição minha, e quando propus evento anti-psiquiatria esse foi rejeitado pelo pretexto mais desonesto &#8211; em suma, um suposto companheiro, provavelmente inexistente, alega que a psiquiatria lhe salvou a vida e por isso veta a iniciativa. Sei que é mentira tudo isso. Que lhe tenha salvado a vida e que se deva a ele, que &#8220;não tem aparecido&#8221;, que o evento seja rejeitado. É decisão conjunta e consensual, porque tudo o que realmente desafia a ordem estabelecida se torna incómodo. &#8220;Às vezes há uns anti-psiquiatria, mas não duram muito&#8221;, diz o Raúl. Porque será? De qualquer modo, aqui estou ainda, enquanto sobrevivente, enquanto resistente solitário.</div>
<div></div>
<div>Em 2025, tive novo internamento em Évora, de novo me interrompeu os estudos, porque de novo me agitaram através da ferramenta de controlo. Acorreu todo um aparato policial ao meu modesto aposento em Évora, saio do quarto tenho armas apontadas à cabeça, com direcção laser, assim são as emergências de &#8220;saúde mental&#8221; que a reportagem do Fumaça menciona; de novo alguém não gostou de algo que fiz e se arroga o direito de me hipotecar a vida. Mais dois meses de confinamento, o médico Gonçalo quer que eu tome clozapina, inércia instantânea, e faça análises periódicas, algo que a minha médica de ambulatório reverte.</div>
<div></div>
<div>De qualquer modo, sou obrigado a rejeitar um trabalho porque no centro de psiquiatria se recusam a conciliar os meus horários com a toma da injecção, que se alterou de aripiprazol para zuclopentixol, mas não gosto muito de me deter nesta pseudociência e assim a legitimad. Tenho a minha vida hipotecada, todo o projecto, sonho, aspiração, devir, vontade de viver, foram jogados fora, algo que a repressão sole fazer, mas nunca tão eficientemente, nunca tão dissimuladamente, nunca com tanto sucesso em promover a ideia, inclusive nos meios supostamente dissidentes, de que a sua violência extrema é apenas &#8220;ajuda terapêutica&#8221;.</div>
<div></div>
<div><em>Para já, neste Setembro de 2026, esta cronologia, do I ao V, foi o que me ocorreu, vou acrescentando em comentários ou farei nova publicação se me ocorrer alguma nota que convenha divulgar.</em></div>
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		<title>Torturas &#8211; Especificidades Cronológicas IV</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 17:12:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Repressão]]></category>
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					<description><![CDATA[2023, ano zero; 2024, ano de controlo: Um colega de curso traficante aproveita-se da minha vulnerabilidade para me dar um charro para fumar, para de novo testar produto. Fico tão alterado que chamo eu mesmo a ambulância, vou parar a Setúbal, onde não me internam. O tribunal, no entanto, envia-me carta a casa a revalidar [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>2023, ano zero; 2024, ano de controlo</em>: Um colega de curso traficante aproveita-se da minha vulnerabilidade para me dar um charro para fumar, para de novo testar produto. Fico tão alterado que chamo eu mesmo a ambulância, vou parar a Setúbal, onde não me internam. O tribunal, no entanto, envia-me carta a casa a revalidar o tratamento em ambulatório em regime compulsivo, pelo que decido abandonar o curso e o país e procurar trabalho num sítio onde não me internem nem me mediquem forçosamente. Sem a medicação, sinto-me tão melhor, tão mais vivo e capaz, tão mais saudável. Tanto que, após deixar passar um tempo de esquecimento e regressar, consigo entrar em Matemática em Évora, na faculdade. Lá, recuperado que estou, sentindo-me saudável, escrevo uns textos no Indymedia, que atraem nova onda de repressão. Sou internado por ordem da polícia em inícios de 2024, mas saio do Garcia de Orta em regime voluntário. Depois, o controlo abate. Oiço a voz da Vera, psiquiatra no Garcia, à janela do meu quarto em Évora &#8220;se queres viver não bebas café!&#8221;. O café nunca me havia surtido efeito mais que o normal, mas com qualquer droga que me deram através de um qualquer dispositivo de controlo intravenoso (ou o que seja, isto um dia será sabido, para já é matéria para historiografia futura), fico agitadíssimo. Sei que há quem saiba do que é específico, mas nunca sou considerado digno o suficiente para que alguém me fale directamente, toda a comunicação comigo é feita por proxy, através da alusão ou da encenação. &#8220;(&#8230;) Confias na análise do Doutor House (&#8230;)&#8221; Decido sair de casa nesse instante e dirigir-me ao hospital, para que isto termine de uma vez por todas. Ainda passa o INEM por mim, dando-me ar para a cabeça, mas a minha resolução é inamovível. Estou em regime de compulsivo desde então, eles conseguem dar-me substâncias à distância que me deixam agitado, para que assim justifiquem a sua atrocidade. &#8220;Foi por um triz&#8221;, diz a enfermeira Rafaela, depois desse internamento, provavelmente algo que ver com o jogo macabro ao qual me sujeitaram contravontade.</p>
<div></div>
<div>Foi assim que conheci a Gisela. O André, utente do Garcia de Orta, carrega num botão do telemóvel de um controlador que o foi visitar, quiçá seu familiar, e passo mal logo que a substância bate. O segurança diz-me &#8220;Tu e a tua mãe são pessoas normais!&#8221; e o auxiliar Carlos assegura-me &#8220;Isto não tem nada a ver contigo&#8221;, pelo que não entendo este desperdício flagrante de recursos hospitalares em mim quando nada me diria respeito. Nesse internamento, a Gisela aperta-me a mão e diz-me &#8220;A morte não existe&#8221; e depois outros eventos, &#8220;para que achas que chamamos a Gisela?&#8221; pergunta-me o auxiliar/traficante Isaac, que esteve a cantar no Preço Certo, &#8220;se falas muito levas seringada&#8221;, assegura-me o João Xavier, um agente manda-chuva da companhia que foi visitar o internamento para ver se estava tudo em ordem, &#8220;você nunca devia ter vindo cá parar&#8221;, lamuria-se para mim o musicoterapeuta Gil, e por aí diante. O que escapa a todo este plano de me dar um sítio onde possa viver é que não tenho independência financeira e estou obrigado pelo estado à submissão voluntária, pois que todos os meus planos me são brutalmente interrompidos se assim não for. De qualquer maneira, dizem-me que já não sou imortal, assim o gritou a auxiliar Cátia depois de eu comer a gelatina. E a enfermeira Sara, recordo agora neste espaço, dizendo-me que foi uma fuga, que foi por eu ter fugido de casa que me internaram.</div>
<div></div>
<div>A partir daí, teria todo o tempo do mundo. Excepto que esta história da imortalidade é banha da cobra, ou um segredo tão bem escondido que alguém como eu pode aqui revelá-lo. Sinto-me velho, fraco e cansado, não vou viver para sempre.</div>
<div></div>
<div>Daí em diante, fiquei cada vez mais ciente do controlo, levo choques eléctricos caprichosamente, apercebo-me de que há outros ouvintes que, aparentemente, convivem muito melhor com esta ferramenta do que eu alguma vez serei capaz. Dão me doenças e depois a cura. Psiquiacia.</div>
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		<title>Torturas &#8211; Especificidades Cronológicas III</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 16:32:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Repressão]]></category>
		<category><![CDATA[Tortura]]></category>
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					<description><![CDATA[2020-2022 &#8211; Braga, Porto, Sul: Agora trabalho. Quando fui parar ao Garcia de Orta os tais cinco dias, fui confrontado pela médica Renata: &#8211; Então, qual era o seu problema? &#8211; Com as pessoas da pequena-burguesia era uma coisa, com as pessoas da classe trabalhadora era outra &#8211; E trabalham? &#8211; pergunta ela, intuindo-se daqui [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>2020-2022 &#8211; Braga, Porto, Sul</em>: Agora trabalho. Quando fui parar ao Garcia de Orta os tais cinco dias, fui confrontado pela médica Renata:</p>
<p>&#8211; Então, qual era o seu problema?<br />
&#8211; Com as pessoas da pequena-burguesia era uma coisa, com as pessoas da classe trabalhadora era outra<br />
&#8211; E trabalham? &#8211; pergunta ela, intuindo-se daqui que o meu mal era falta de trabalho</p>
<p>Em Braga trabalho, até me mudar para o Porto, para casa da Penim Guerreiro, perto do Marquês. Sempre na condescendência geral, de quem tudo sabia educando a ignorância em pessoa, como nas minhas visitas ao Maldatesta não ouvia senão pessoas falando de mim como se eu não estivesse presente, &#8220;que espírito!&#8221;, dizem, na primeira vez que vou após a tortura com a qual ninguém se solidarizou, tomando parte da encenação geral, também me vão passando uns charros para testar o produto, uma vez que é do consenso geral que mais nenhuma utilidade tenho. No Moinho, o Taborda rouba-me telemóvel e lentes de contacto, dizem que estão a cozinhar a legalização da marijuana. Essa é a minha função. Está a cozinhar, está a cozinhar, diz a Yolanda. Não há afinidade possível que pudesse formar com quem quer que seja, a relação dos outros comigo é uma de uso.</p>
<p>Depois mudo para a residência de estudantes, na posição de persona non grata na faculdade, excluído dos grupos online onde se discutiam as matérias das aulas. Lá faço umas gravações sobre o que me acontecera até então, votando afastar-me de tudo, algo que infelizmente não fiz, instado que fui pelo Duarte a voltar ao Maldatesta &#8211; houve debate académico e parece que saí vencedor, apesar de ser apenas objecto e nunca sujeito.</p>
<p>Passado algum tempo, fiz uma magia, nem que eu morra aqui, sem me perguntarem nada faziam intenções de me esconder, ou assim me fizeram crer, o Tozé pôs o &#8216;Clandestino&#8217; do Manu Chao a tocar no Gato Vadio. Sem qualquer relação de confiança mútua, estas pessoas, que sempre me votaram ao abandono quando mais precisava, que sempre ignoravam tudo o que eu pudesse ter a dizer, que sempre barraram qualquer iniciativa minha, criam de algum modo que lhes teria confiança o suficiente para aceitar ser transportado para um ambiente onde o seu controlo seria não apenas parcial mas total. Por outras palavras, como não me tratariam às escuras por comparação com o que já faziam às claras. Na minha posição de isco, toda a prática me foi vedada, nunca pude aprender nada, para depois ouvir do Jonas que o que importava era a serralharia não a literatura, quando a literatura era o pouco que o constante desterro me permitia e permite, e não sem também constante interrupção, tornando-me inapto, desadequado, burro.</p>
<p>Porque na residência chamaram a ambulância, neste consenso nacional de que sempre que faça eu algo que alguém não goste estou sujeito ao hospital psiquiátrico, levam-me para o São João, de onde me transferem para o Garcia de Orta. No primeiro, sentindo-me por cima, digo à médica, que numa altura mais tarde vi como enfermeira, e noutra ainda como recepcionista de teatro em Évora, que a psiquiatria rouba a individualidade de cada qual. &#8220;Concordo consigo&#8221;, diz-me, mas esta concordância não a impediu de acrescentar, &#8220;mas neste momento considero mais prudente que fique internado&#8221;.</p>
<p>Vou passando pelo Maldatesta de vez em quando, mas eles ainda estão retidos na iluminação cinemática e na absoluta falta de solidariedade, pelo que a certo ponto, vendo eu que não me aconteciam mais que novos internamentos, após os quais me tentava agarrar a esperanças infundadas de recomeços (quando me sentia saudável, que não é o caso agora), durante os quais me drogavam até um estado senciente, mas não consciente, em que faziam por me treinar obscuramente ou arrancar informações que nunca lembrarei ter ou não fornecido; desisto de lá ir. Até em Coimbra chamaram uma ambulância, onde quer que eu vá estou sujeito, e logo a minha memória se enfraquece com todo o dano que me foi causado.</p>
<p>Vou fazendo, quando fors de hospitais, uma vida algo boémia, em Lisboa. Mas sou seguido onde quer que vá. Até que sou expulso da Achada e no Desterro me cantam canções que intrometem com o de mais íntimo a minha vida poderia ter. Não estou cá a fazer nada se esta a crueldade absurda que tenho de enfrentar quotidianamente, pelo que opto pela tentativa de suicídio. O Filipe Vicente, médico no Garcia de Orta, diz que fiz uma birra. A Dulce diz que me deixe de pieguices. A minha vida foi roubada.</p>
<p>Depois do internamento do suicídio, há a tal altura em que o Sérgio Carvalho acorre à emergência médica, tentando tirar satisfações comigo. Em ninguém se pode confiar nesta vida, parece ser a lição que me querem dar, porque de novo vou parar à psiquiatria, primeiro ao Santa Maria, de onde tenho a cicatriz na sobrancelha, depois ao Garcia de Orta. Fico lá dois meses. Dois meses que nunca recuperarei, mais a medicação forçada, mais as amarras, mais o tempo de recuperação após internamento, mais o tempo de ameaça prévio. No total, já estive encarcerado dois anos. Oito anos de vida, e a contar, foram-me roubados. Nos hospitais, de tudo fazem para desestabilizar os utentes, com os seus jogos, rupturas e encenações. De outro modo, como poderiam justificar a sua actividade?</p>
<p>Uma vez perguntei ao Godinho que substância me estava a dar, acordei amarrado. Outra vez, fui socado por outro paciente, um Ricardo que anotava tudo o que eu dizia nas suas folhas &#8211; fui amarrado. Outra vez, tive desentendimento com um enfermeiro na zona do telefone, fui amarrado. E em diante. Com cinto de contenção e injecção de Haldol, para punição completa, para total estado de dependência.</p>
<p>Ninguém quis saber de mim quando me tentei suicidar pelo que do ponto de vista de toda a gente talvez haja sido pelo pior que não tenha sido bem-sucedido. Desde então, decidi não deixar ninguém para trás, não me enredar em fantasias revolucionárias que arrastem consigo sanismos vários. Comecei a usar a inernet, uma ferramenta em que a atomização obrigatoriamente imposta (ainda) não se totalizou, apesar de que o seu uso contínuo seja concorrentemente uma das suas causas (da atomização). É nessa actividade paradoxal que me encontro. A internet isola-nos quando é a comunicação única, mas a psiquiatria ainda mais nos isola quando tentamos recuperar a nossa vida e conhecer pessoas em carne e osso. Não só pelo sanismo vigente mas relações sociais e nos espaços libertários, como pelo exemplo punitivo que o internamento compulsivo oferece a todos quantos assistam alguém reclamando sua própria vida no aqui e no agora. Ou seja, preferia não ter a internet na minha vida, mas é o único espaço de expressão que me resta, uma vez que se fizer a vida em carne e osso como me aprouver, sempre estou sujeito à violência de torturas impunes com as quais ninguém se solidariza. É também o meu único espaço de identidade, ou seja, em que a minha expressão me outorga ser aos demais, pois que offline não encontro senão a indiferença daqueles para quem estaria tão bem morto quanto vivo. O obstáculo que separa o virtual do real é o que urge ultrapassar.</p>
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		<title>Torturas &#8211; Especificidades cronológicas II</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 14:14:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Repressão]]></category>
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					<description><![CDATA[Pós-tortura, 2019: Estou no Sul. Ligo aos ex-companheiros. O Luís Chambel diz-me &#8220;Vão acontecer umas coisas engraçadas&#8221;, e de facto há uma greve de combustíveis em progresso. Na sua última visita ao Magalhães Lemos, o Paiva deu-me um pin do gato assanhado e disse-me &#8220;Agora tens um jogo para jogar, joga-o bem. Estão todos os meus arredores [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Pós-tortura, 2019</em>: Estou no Sul. Ligo aos ex-companheiros. O Luís Chambel diz-me &#8220;Vão acontecer umas coisas engraçadas&#8221;, e de facto há uma greve de combustíveis em progresso. Na sua última visita ao Magalhães Lemos, o Paiva deu-me um pin do gato assanhado e disse-me &#8220;Agora tens um jogo para jogar, joga-o bem. Estão todos os meus arredores a fazer-me uma perseguição danada, tenho stalkers a passar-me à porta de casa, pessoas a comentar sardonicamente a minha debilitação. A Isabel Camarinha ao telemóvel diz-me, condescendentemente &#8220;Tens a certeza de que não tens esquizofrenia?&#8221; e acrescenta um conselho &#8220;Agora vais ter de ser um bom menino e ajudar a tua mãe&#8221;. Vou falando com ela de vez em quando, ela saciando sua curiosidade pela vida alheia à medida que partilho os detalhes sórdidos da minha. Quando vou ao centro de saúde, a Inês Jurissen Rosa assegura &#8220;É recuperável, Bruno. Confia.&#8221;. Aparentemente, o esperado é que eu albergue uma confiança cega no próprio aparato médico-securitário que me torturou. Outros telefonemas já os registei noutra publicação no Indymedia, não encontrei nada senão escárnio e malícia.</p>
<div></div>
<div>Quando estava no Magalhães Lemos, liguei ao banco, à Caixa Geral de Depósitos, para acertar um assunto, durante uma saída (nos demais hospitais onde estive não nos permitiram usar telemóvel, pelo que este é um luxo raro) da tarde, estava junto da Madalena. Perguntam-me se alguma vez me tentei suicidar. Sim, do banco. O conhecimento da minha vida da parte de todo o arredor social é um factor ubíquo a toda esta experiência social bizarra, como lhe chamaram na associação-bar Desterro, de Lisboa, cerca de 2022.</div>
<div></div>
<div>No primeiro pós-tortura, com a marcação geral, digo à minha mãe que quero ir ao Garcia de Orta. O Marialma, junto de minha casa, toca uma canção, &#8220;&#8230;vamos agitar alguém&#8230;&#8221;; e de facto, estou agitado, sob uma agitação particular, uma provocada pela tortura pública, consensual e sabida, de que é suposto que me recomponha sem furor, sobre a qual não encontrei a solidariedade de ninguém, deparando-me apenas com a solidão incomensurável do abandono a que fui votado. No Garcia de Orta, sou atendido por uma Beatriz, que ordena o meu internamento. Sou amarrado, estou a tremer em cima de uma maca, o enfermeiro Luís Godinho ri-se alto e bom som &#8220;Acabou a greve dos combustíveis! Ah! Ah! Ah!&#8221;. Mal me consigo mexer, estou cabisbaixo nesse internamento, efeito do que me parece hoje ter sido já o controlo eléctrico sob o jugo do qual estou. Fico internado para aí 5 dias, tomando ainda antibiótico durante o internamento, acossado que estou pela infecção pulmonar. Depois saio.</div>
<div></div>
<div>Pouco depois, faço um programa para a Rádio Paralelo chamado justamente &#8216;Tortura&#8217;, e digo à minha família que o oiça. Não encontro senão incompreensão destes fascistas, sobretudo do meu tio bófia que, vim a saber mais tarde, chibava as manhas todas e dizia que era eu, que, não o afectando a ele, me diz que devo tomar a injecção para o resto da vida, que não é sacrifício de maior. &#8220;É mentira!&#8221;, diz ele, o player, sabendo de tudo que é verdade. Ele ia visitar-me ao Porto quando lá vivia e incitava-me &#8220;Isto o que o país precisa é de uma revolução!&#8221;, a que eu não dava troco.</div>
<div></div>
<div>Algum tempo depois retiram-me o compulsivo, por ordem da Margarida Bernardo, a quem o meu processo foi atribuído. Não tenho recordações felizes de casa e da zona onde a minha família vive, pelo que decido ir para Braga, onde encontrei um trabalho.</div>
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		<title>Torturas &#8211; Especificidades Cronológicas I</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Sep 2026 11:54:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Repressão]]></category>
		<category><![CDATA[Tortura]]></category>
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					<description><![CDATA[Anterior à primeira hospitalização, Porto, Novembro de 2017-Fevereiro de 2019: Bullying massivo no meio libertário, mais ostensivo da parte de alguns como o Jonas Ribeiro, mais subtil da parte de outros como a Sandra da Gazua, depois da Gralha; desvalorização geral da parte de todes de todas as minhas intervenções, e olhares de suspeita advindos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Anterior à primeira hospitalização, Porto, Novembro de 2017-Fevereiro de 2019</em>: Bullying massivo no meio libertário, mais ostensivo da parte de alguns como o Jonas Ribeiro, mais subtil da parte de outros como a Sandra da Gazua, depois da Gralha; desvalorização geral da parte de todes de todas as minhas intervenções, e olhares de suspeita advindos de todos os lados, parece que todos me consideram uma figura odiosa e indesejável. Intromissão colectiva na minha vida privada, curiosidade da parte de César Figueiredo do Gato Vadio sobre o passado, sobre um qualquer segredo por desvendar. Culmina esta dinâmica grupal numa reunião do EAL a que faltei, uma reunião à qual deveria comparecer para pedir desculpa aos companheiros, ainda hoje não sei porquê. Tudo é comunicado através da encenação (na altura, discute-s. O Gonçalo pergunta-me na noite dessa reunião &#8220;Vais demorar?&#8221; enquanto muda a fechadura da casa onde ambos vivíamos. Desapareceram-me muitos, muitos pertences. Às vezes roubados em mão, como foi o caso quando o Abílio me levou na sua carrinha Renault amarela quase até Angeiras, para me dar uma lição de pragmatismo, ou de moral (qual é qual, pergunte cada qual), &#8220;Olha o André Ventura, deve ser grande foda&#8221;, diz ele, confrontando-me, na ideia dele, sabe-se lá com o quê.</p>
<div></div>
<div>No Gato Vadio, aquando da apresentação do livro da Voltairine De Cleyre, encenação com os seguintes actores:</div>
<div></div>
<div>Mário Rui Pinto: &#8211; &#8220;anarquista instintivo &#8230; abusos&#8221;</div>
<div></div>
<div>Óscar: -&#8220;[indiscernível]&#8221;</div>
<div></div>
<div>Diana Dionísio: -&#8220;Compreendes o que ele está a dizer?&#8221;</div>
<div></div>
<div>Toni: -&#8220;Compreendo&#8221;</div>
<div></div>
<div>Venho ao Sul. Conheço uma mulher que me diz que guarde o seu número no telemóvel como &#8216;Ana Pragal&#8217;, nesta continuidade cénica através da geografia diz-me que devo voltar e pedir desculpa.</div>
<div></div>
<div>Minto à Natacha Pereira Ribeiro dizendo que o farei, mas sem qualquer intenção, pretendo apenas encontrar uns arrumos onde deixar as minhas coisas e rumar à Dinamarca, onde encontrei um trabalho como carteiro.</div>
<div></div>
<div><em>7 de Março de 2019:</em> Reunião do GAH, vou lá com o Gonçalo Gomes, &#8220;o Costa e a Cristas estão a cozinhar o novo NRAU?&#8221; diz a Maria José, moradora da Lapa. &#8220;Destas manhas em Braga&#8230;&#8221;, diz o Pedro de Braga, que lá foi à reunião. Antes disso, estive com o Vítor Silva no Pereira, no Marquês: &#8220;o CICOPN é uma boa casa&#8221;. Acompanhou-me depois de dizer em voz alta &#8220;não te deixo sozinho no estado em que estás&#8221;, como não fosse evidente que há uma marcação geral, (há polícias circundando a estação de metro), que se trata tudo de uma fabricação anterior, concorrente e posterior.</div>
<div></div>
<div>Nessa noite, agitado que estou da marcação geral de toda a cidade, durmo na cama do Gonçalo, após a sua proposta. Antes disso, força-me a tomar um diazepam.</div>
<div></div>
<div><em>8 de Março de 2019</em>: O Gonçalo acorda-me ao som de música do computador, talvez Dire Straits, e diz-me &#8220;Às vezes preciso que me acordem para me porem a trabalhar&#8221;; fico tão atarantado que lhe atiro o computador ao chão. Ele soca-me e deixa-me a sangrar do nariz &#8220;Esquece!&#8221;, diz ele. Não direi que gosto de lembrar as causas da minha agonia, mas recordar é necessário, não gosto que me forcem o esquecimento histórico. A Madalena Morais liga-me logo em seguida &#8220;Vem ter à Trindade&#8221;. Quando lá chego, ligo à Cátia Vilaça, minha testemunha por violência policial em Braga, perguntando-lhe se devo fazer a queixa no DIAP. &#8220;Faz a queixa&#8221;, a que acorre a Lena em seguida &#8220;Não faças a queixa, estamos todos muito preocupados contigo&#8221;. Leva-me ao Terra Viva. Está lá o José Paiva também. &#8220;Aproveitem-se de mim e depois matem-me!&#8221;, grito em tom desesperado, algo que nem precisava haver gritado para entender que é lema operacional, eu sou apenas isco, como fui isco para a extrema-direita, estratégia que se viu rogada, dada a sua ascensão a pique. Chega a ambulância, são todas amarelas as que vejo passar, todas do INEM, põem-me lá dentro. Viro-me para os bombeiros &#8220;Desculpem também a vocês&#8230;&#8221; Nos dias anteriores havia telefonado a várias pessoas, na ânsia de me livrar ds marcação geral, pedindo desulpa por pecados da interrelação (como diz a Anna Pereiraki Kercheva, que mais tarde encontrei num hospital de Évora, faltam-me competências sociais). Lembro-me de ligar ao Hugo da Wondercom e ao Alberto da Telepizza, o primeiro diz-me &#8220;Vou falar com um técnico&#8221; e o segundo &#8220;Na Telepizza os gajos fecham-te!&#8221;. Desta vez, como das outras, porém, de nada serve este pedido de desculpas. Levam-me ao Hospital São João, está lá uma carrada de polícias. &#8220;Eu não tenho nenhum problema psiquiátrico!&#8221;, grito e tento abandonar o edifício, vários polícias me voltam a empurrar para dentro. Um homem diz-me &#8220;Não bufes&#8221;, algo que o Jaime Oliveira repete na última vez que me visita no Magalhães Lemos, para onde me levaram.</div>
<div></div>
<div><em>8 de Março de 2019-5 de Abril de 2019, Hospital Psiquiátrico Magalhães Lemos:</em></p>
<p>O segurança que me dá o nó ao pescoço tornou-se meu conhecido, voltei a vê-lo no São João em 2021 e em Évora em 2024. É um cão de guarda. Antes do mata-leão, diz &#8220;Agora vais aprender a colaborar&#8221;. Antes disso, ao porem-me o cateter, ri-se a enfermeira alegremente &#8220;8 de Março, dia da mulher!&#8221;</p>
<p>Acordo no OBS, estou a comer em frente a um médico. Dão-me um comprimido. &#8220;Escondeu-o entre as gengivas&#8221;, denuncia o psiquiatra. Acordo, estou numa sala em isolamento com um colete de forças, batendo com a cabeça na parede. &#8220;Ninguém merece viver em isolamento! Ninguém merece viver em isolamento!&#8221;, grito eu.</p>
<p>Sou transferido para outro bloco. O José Paiva vem visitar-me, &#8220;Queres que chame a nossa companheira brasileira?&#8221;, referindo-se à Sofia Quintas. Não é preciso, respondo. Acrescenta ele, &#8220;Metemos aí malta da nossa&#8221;, como que impondo a inferência de um qualquer jogo macabro. No pátio do bloco está lá o tecido social todo &#8220;Sim, gostamos de ti, tens boas conversas&#8221;, diz uma rapariga nova de um grupo de raparigas novas, troçando da minha condição fisicamente fragilizada. Outro rapaz novo diz em espanhol &#8220;Te quiero, Bruno&#8221;, e uma mulher dos seus trinta e tal, quarenta, piscando-me o olho &#8220;Uma pena suspensa&#8221;.</p>
<p>Sou transferido para o bloco do qual sairei. Tenho visitas todos os dias. Da minha mãe ao fim-de-semana, da Madalena Morais e do José Paiva, da Ana Ferreira, do Jaime Oliveira, da Teresa Velasquez, da Cátia Vilaça, da Cíntia Regala, da Ruki Penim Guerreiro, todos estes viram a tortura em primeira mão, todos estes pactuaram com o jogo, todos estes viram a minha situação física e psíquica debilitadíssima.</p>
<p>O médico encarregue é o Pedro Moura e a enfermeira-chefe uma Luciana, se recordo bem (creio que sim). Tenho duas feridas simétricas em cada gémeo, cujas cicatrizes são visíveis ainda hoje, espalhadas de longo, como galáxias. Não sei como as tenho, mas lá estão. A certo ponto, a enfermeira-chefe diz, &#8220;Vão para a sala de fumo, por solidariedade!&#8221;. É aí que me é induzida uma infecção pulmonar, deliberadamente, tive de tomar antibióticos depois de ter alta médica, ou seja, depois de decidirem que me matarem seria demasiado espalhafatoso. O Pedro Moura parece nervoso no dia de anunciar a minha alta, como não estando certo de que o meu corpo resistisse por muito mais à tortura.</p>
<p>Uma altura, comecei a correr no corredor do internamento, &#8220;e eu é que sou maluco&#8221;, diz um paciente conivente com a tortura, um que uma vez tinha reagido com &#8220;és mesmo radical&#8221; à minha admissão de haver começado a fumar aos 21 anos. O Paulo Alves, que me fez companhia quase até ao fim, vaticina, &#8220;Tu és um fundista&#8221;, e a enfermeira-chefe, impedindo-me de continuar mas assegurando o restante povo &#8220;Ele não fez mal a ninguém!&#8221;</p>
<p>Um paciente, Carlos, se não estou em erro, diz que tenho de ter cuidado na estrada, posso vir a precisar de uma prótese. A paciente Luciana diz &#8220;um alarme!&#8221; em tom assegurado, quando se verifica que fiz o esforço dos esforços para falar a bem com os demais, debilitadíssimo que estava. A minha condição física anterior era invejável, desde a tortura que está ao capricho de controladores e médicos, consoante o meu comportamento segundo qualquer padrão de bem.</p>
<p>O André, outro utente, grita-me: &#8220;As pessoas não se julgam pelo estrato social, é pelas atitudes&#8221;. Todas estas pessoas que menciono sabem da tortura, participaram dela alegremente, fazem-se passar por quem não são, algumas até por dissidentes.</p>
<p>O Paulo, ao ver-me aceitar um comprimido: &#8220;Gostei. Sabes porquê? Porque já não te escondes&#8221;. Acho que isso supostamente importava, que eu não me escondesse, não tivessem as pessoas milhentas razões para se esconderem neste sistema e tempo repressivo. Creio que isto aconteceu no dia anterior à sexta-feira da minha alta, anunciada na terça-feira anterior. Eu queria sair de outra maneira, mas &#8220;mãe é mãe&#8221;, assegura o Pedro Moura. Partimos para o sul, a viagem de carro mais difícil que até ver fiz, estou num estado absolutamente frágil, depois desta terrível surpresa.</p></div>
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		<title>Tortura na Tuga &#8211; ilação impossível [republicação]</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 19:36:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Discriminação]]></category>
		<category><![CDATA[Movimentos Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Poder e Autodeterminação]]></category>
		<category><![CDATA[Repressão]]></category>
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					<description><![CDATA[O texto abaixo data de cerca Outubro de 2023. Entretanto já fui encarcerado mais 4 vezes; conheci a Gisela, com quem eles ameaçam os mais vulneráveis (como soluçava a Maria José em Évora &#8220;eles dizem que chamam a Gisela, eles dizem que chamam a Gisela&#8221;), tive uma noção mais profunda da ligação da psiquiatria aos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>O texto abaixo data de cerca Outubro de 2023. Entretanto já fui encarcerado mais 4 vezes; conheci a Gisela, com quem eles ameaçam os mais vulneráveis (como soluçava a Maria José em Évora &#8220;eles dizem que chamam a Gisela, eles dizem que chamam a Gisela&#8221;), tive uma noção mais profunda da ligação da psiquiatria aos corredores do poder, oculto ou nem tanto, fui ameaçado de seringada várias vezes, e, como ouvinte e controlado, fui violentado e ameaçado a toda a hora (e continuo a ser, embora ultimamente haja suavizado um pouco). Estamos a Setembro de 2026, aqueles que seriam os anos vitais foram-me sonegados, passei-os na maior parte em isolamento ou na ala psiquiátrica, a minha memória e capacidade intelectual esvaiem-se precocemente, a minha capacidade física está prematuramente envelhecida, sou obrigado a comparecer no centro de psiquiatria em regime de ambulatório compulsivo a cada duas semanas sob pena de novo encarceramento. Sou um marginal, algo que antes mencionava com orgulho, mas pior que isso sou marginalizado, sou um denizen a quem foi roubada qualquer dignidade e autonomia, entregue a uma família fascista, sem futuro no horizonte que não a provável miséria e a morte no asilo. A falta de solidariedade é gritante &#8211; pode ser indesejável que haja uma hierarquia de opressão, e assim é, mas a violência de que fui alvo, e o completo abandono que se lhe seguiu, servem apenas para expôr a hipocrisia dos valores liberal democratas que regem a sociedade europeia e boa parte dos seus &#8220;anarquistas&#8221;. </em></p>
<p>_____________________</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ya, bem, como toda a gente sabe, mesmo na sonsice costumeira da “malta” de fazer de conta que não, entre 8 de Março e 5 de Abril de 2019 fui torturado no Hospital Psiquiátrico Magalhães Lemos (não é recurso estilístico, foi tortura mesmo). E outras torturas antecedentes e subsequentes se passaram. Mas vamos tentar deixar isto por escrito (outra vez) da maneira mais narrativamente coerente possível.</p>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto">Então apareço no meio libertário na margem sul, aí Maio de 2017, aulas de alemão, és bófia não és bófia, ali é a António Maria Cardoso, rua da Pide, e eu a trabalhar na padaria tranquilo não esperava visitas. Quezílias mais se passam, que se foda esta merda, alguém os ature.</div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto">Então bora ver os tripeiros, eles têm um sotaque engraçado mas queria ouvi-lo com mais frequência, assim quotidianamente. Estão a foder isto tudo, habitação, bora mexer-nos. Entra em cena o Gonçalo Gomes (este é nomeado mesmo, depois vocês fazem-lhe uma massagem se ele tripar – para não ser tão corriqueiro como apetece), muito curioso, mas pronto o dread até me dava mais espaço, o resto da “malta” sempre em cima de mim, não se calava mesmo, a comentar tudo nas assunções e comentários mais insultuosos e humilhantes possíveis, mesmo aquela pressão de grupo fodida, e depois sem me dizerem nem porquê nem nada, mesmo naquela de que o chavalo é estranho então vale tudo. Mas este dread era um marxista-leninista cordial, e caí na esparrela. Não na esparrela soviética, essa já é antiga, mas nas manhas que o resto da malta “anarquista” que lhe tem grande reverência montou. Há coisas ainda bastante imprecisas (se fossem precisas não teriam acontecido, ou teria havido táctica de as combater, e claro ninguém quer saber). E depois há coisas bastante difusas, e nada que ver com ganzas (que o pessoal usava como racionalização manipuladora acerca deste “internamento”), lembro-me de tudo, mas mais porque sempre puxo da memória sinto tal dor e revolta que reprimo mais que o contrário – com esta parte não estou a tentar fazer disto sofá-cama, é mais que a minha subjectividade ajudará porventura a explicar o porquê da injustiça de tudo isto (não deveria ser necessário, mas para a “malta” sou saco de pancada), a intenção é que isto seja mais informativo, se houver floreado retórico é porque vocês (outro parêntesis aqui em relação a este vocês para dizer que se não gostam de que se dirijam no plural deviam parar de agir como pandilha de puberdade) aparentemente não acham suficiente QUE FUI TORTURADO, CARALHO. Parece que estou a escrever a puta de um filme de hollywood daqueles mesmo xaroposos, tenho que dar motivações e traços de carácter redentores para convencer de alguma coisa, quando NADA JUSTIFICA A TORTURA.</div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto">Enfim, começo a dar-me com o Gonçalo Gomes, praticante de Krav Maga, funda-se o Grupo de Apoio à Habitação (a presença web deste grupo aparenta haver sido obliterada, mas acho que ainda há uma entrevista com uma rádio local de fácil acesso – o Gonçalo participa, com o sotaque de Castelo de Paiva para dar aquela pinta obreira de quem não vive no Porto há 15 anos), e faz-se umas reuniões, etcetera etcetera. Nos espaços que frequentava no Puorto, assim nominalmente libertários (cóf cóf, mas ei, estão nas páginas dos jornais de informação crítica) o pessoal começou a ver problemas onde não existiam; eu estava na minha, pouco falava, mas era “esquisito”. Sabem, um gajo esquisito, irritante, provocador? Mas o que é que ele disse? Não faças perguntas inconvenientes, é para queimá-lo é para queimá-lo, bora dar-lhe ganzas atrás de ganzas que é para ver se ele tripa. E o pretexto caiu que nem ginjas, e mesmo daquele bullying intenso a abater-se, durante o consumo que é para depois ser atribuído a alucinação. E o pessoal a vigiar-me pela cidade (qualquer coisa aqui sobre não ser conspiração, aliás acho que quem lê sabe da veracidade do que conto, isto é mais para registo que outra coisa, não tenho muita pachorra para necessitar de me validar perante quem apenas toma por verdadeiro o que pode ser publicamente veiculado). Já agora aproveito, eu que não tenho tendência para a estrutura de textos precedente, isto é assim para o gonzo (ou a ideia romântica do gonzo), depois vou acrescentando cenas nos comentários ou assim consoante surgirem ou que resposta isto possa ter (se é que terá alguma, e se é que a “malta” do indymedia não incorrerá na sua prática censatária habitual, mas já tentarei dizer algo sobre isso). Mas quem não sabe, se é que há alguém, que não saiba, porque isto foi tão disseminado e persecutório a ponto de fazerem da minha existência telenovela, quem não sabe que fique com a noção, isto para mim, e acho que nem só na altura mas hoje também teria, teve impacto da pesada, o que o pessoal dizia era inacreditavelmente cruel e maldoso, pelo menos pelos meus padrões ingénuos (como me dizem: “ah, mas tu és alguma criança?” e coisas análogas, o que me parece uma maneira bastante retorcida de associar atitudes de merda a uma suposta maturidade – e idadismo e assim, mas estou a tentar evitar chavões porque esses o pessoal sabe e está a foder-se para eles). O quer que fosse que suscitasse estas atitudes, nem vou reproduzir extensivamente, era consensualmente justificado, ninguém discordaria de que eu merecia todo o sofrimento possível e imaginário. Neste ponto do que escrevo mais uma vez entra em consideração qualquer possível manipulação minha que estou tentando evitar, mas talvez necessite mostrar o tamanho dos sapatos para dar a ideia da caminhada. E depois especulações intrusivas à brava sobre a minha vida, que me faziam sentir mesmo desconfortável (a palavra aqui é mesmo violado, só que este mesmo pessoal que andou a escavar pelos detalhes sórdidos da minha vida usa as suas próprias descobertas contra mim, a ver se já sou mais específico sobre isto). Era picardias, geralmente de um dread que necessita de se proteger do Sol porque não ouve bem, e tudo alinhava, está tudo tranquilo. E usavam o meu comportamento contra mim, olha este ganzado, este tarado sexual encapotado, este inapto, este esquisitóide – o que quer que seja, ainda que nenhuma incorrecção específica de maior me pudesse haver sido apontada, a cena era mesmo montar a campanha, e da vibe que eu dava ninguém duvidava. Sim, já ouvi dizer, isto é o “mundo real”, não há cá exercícios teóricos postos em prática da culpa e da inocência. Várias coisas: projecção do que seria exercício e não seria é inevitavelmente errada, porque foi feita a assunção igualmente “adulta” e “madura” bastante “normal” de que eu seria um merdas como eles e os usava como cobaias; invalidar comportamento dissidente (distinguir da palavra divergente em voga só porque sim, distância dessa moda desresponsabilizante do pessoal que encontra validação em enquadramentos frenizantes, institucionalizados ou não, e nesse tempo nem se falava muito disso) atribuindo-lhe a qualidade de mera demonstração ou birra, quando não é disso que se tratava. O que significa que se tivesses o mínimo de teoria, e nem é preciso ler sequer linha de texto algum para a ter, que te permitisse abstrair do cinismo do “mundo real”, terias tentado perceber o outro, aferir-lhe da sensibilidade, não lhe atribuir motivações em nome de uma qualquer universalidade comum.</div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto">Então, enfim, isto avança, o tempo passa. E depois há outro moralismo em cena: o trabalho, o bules. O chapeleiro uma vez até numa festa falava bem alto de mim aos outros sobre a minha “fetichização da pobreza”. Isto soa esquisito – porque é que o gangster da insurreição não diz isso na cara directo, como se faz em Ermesinde? É que cabedal só os casacos (falso cabedal obviamente, e bem) nesta cena antagonista, a cena é mais mexericar e ir espalhando a mensagem, fazer negociatas parlamentares em larga escala (o Rato Vadio era no largo do Gato, ou vice-versa? agora estou confuse). Então ya, eu não trabalhava. Moral do trabalho, desenhos do Bruno Borges, tudo bem que isso vende, em dinheiro e crédito social, mas a “malta” é reaça à brava. E de facto, é verdade, não gosto muito de trabalhar, evito sempre que posso. Mas esta cena reaça servia para pôr a cidade (foi mesmo a cidade em massa, o que faz especular se quando foi o cerco do Porto não era só uma pessoa a tentar entrar na cidade, provavelmente um viajante sem simpatias absolutistas algumas, e os liberais romantizaram tipo que estiveram sob ataque intenso, assim também eu era inbicto) contra mim, os escravos felizes, das esquerdas das direitas dos centros, gostam muito disso do trabalho, é daquelas coisas que liberta. Isto vai acontecendo, já estamos aí em Fevereiro de 2019. Agora é o ponto alto do telefilme, ele tem de ir lá e pedir desculpa à “malta”. Porquê? A quem? Agora? Não faças perguntas difíceis, comes e calas, se não os Inbictos, corajosos que eles são, 250 mil contra um, roubam-te cenas à socapa, chaves de casa, mudam fechaduras, perseguem-te pela cidade. Eu na altura ia dar o bazo da cidade, tinha oferta de trabalho no estrangeiro, eles deviam ter-me deixado, mas a mesquinhez vingativa falava mais alto, então desaparece-me tudo, documentos. E todo o lado por onde passava, o pessoal a comentar, e as pessoas com quem eu falava a isolar-me, nem me atendiam telefonemas nem nada. E eu, na minha ignorância, sem saber porquê mas com aquele sentimento de culpa a subir, alguma tu fizeste e foi mesmo das más, vais ficar de castigo. A princípio parecia engraçado, que estava a ver uma ópera com palco de cidade inteira e eu era o único espectador, tudo a cantar, mas depois começou a assustar-me (esta parte de desaparecerem as minhas coisas foi eficiente nesse aspecto). Então ligo a algumas pessoas: olha, desculpa. Ah, por isto não é preciso? Ah, então e por isto? Fui mesmo uma besta nesta cena, não fui? Não, ah e então nesta? A malta do Puorto não tem sangue na guelra, tem é na cabeça, porque nestes mentalismos são magistrais. Aliás de guelra são fraquinhos, é só paleio, depois de habituar já se sabe. Então vou pedindo desculpa, limpando a minha alma, exorcitando os meus pecados. Mas isso não é suficiente. Dia de reunião do GAH (o tal grupo de habitação), 7 de Março de 2019. O Gongas liga-me, bora? Epá, bora. Decisão da mais elementar lógica, já agora deixa ver o espetáculo na fila da frente. E depois vamos os dois, está também lá a Maria José (uma moradora da Lapa que ia aparecendo, a ver o que poderia ganhar, só podia, porque auto-determinação parecia que lhe era meio antitética, mas o Gongas sempre foi bom com o nobre povo), e um Pedro de Braga, que diz “Destas manhas em Braga…” do que se infere que estas manhas em Braga não passavam (marchas do Cónego Melo já passam, mas isto não convém dizer, que estraga esta tirada macholas de pretensa ameaça). A Maria José “O Costa e a Cristas estiveram a cozinhar o novo NRAU, não foi?” E eu digo qualquer coisa do meu tio (um familiar é bófia, e eu sei lá, sempre tive a famelga em cima, até de detective privado para me localizar quando saí de casa – a sério -, podia ser por aí, até porque o Gongas tinha mandado uma boca antes a pretexto do Mamadou Ba – o costume é mandar bocas por vias travessas, como já aludido, parecem a Elizabeth do Orgulho e Preconceito no engate – “achas normal alguém que critica a actuação da bófia ter escolta policial?” e eu fiquei naquela, assumi que houvesse jogo de gabinete), e depois bazamos e o Gongas “vamo-nos safar”. Esta foi uma reunião atípica, chegamos a casa eu e o Gongas, vivíamos no mesmo esquema arrendatário, a um destes filhos da puta senhorios que deveriam conhecer o Ravachol pessoalmente em vez destas manhas do NRAU, e ele alimenta-me. E nem fez o avião! Como é que é suposto eu conseguir comer depois destes acontecimentos? “Como eu disse ao meu irmão [ele tem um irmão gémeo] uma vez: tu confia em mim!” e lá me dá a comida e depois “Tu queres dormir comigo?”. Eu estou mesmo estafado, e não é que ele não pudesse ter sido interessante a dada altura, mas agora este bdsm era demasiado elaborado e ele não parecia que me queria ou pessoa de respeitar palavras-passe, eu só queria mesmo dormir, nem carícias nem nada, fui para o quarto dele, ele diz-me que tem um amigo do SIS em Castelo de Paiva que trata de uns papéis, enfia-me um diazepam goela abaixo. Na noite anterior, ele já tinha estado na pressão, a ler O Feminismo Ontem e Hoje à minha frente (sou mesmo perigoso, ora bolas) e na picardia geral. Eu adormeço com aquela sensação de que amanhã acordo com uma venda nos olhos na floresta, mas acordei mesmo na mesma cama, ao som dos Dire Straits, se não estou em erro. Aí 7 da matina, não mais, pôs o Gonçalo a música no PC. Eu estou todo fodido já, esta marcação global está a entrar-me nos nervos, digo “Acordaste-me?” “Acordei. Às vezes preciso que me acordem para me porem a trabalhar. Tu é que não confias em mim porque tenho um computador”. E agora já estamos num desenho animado checoslovaco depois da primavera (que não deve ser chamada de primavera, apenas um revisionista o faria, foi um golpe da reacção com o patrocínio do Ocidente de modo a enfraquecer a pátria dos trabalhadores – como aliás o Gongas prontamente notaria) porque estas falas são mesmo a nata da nata. Então, eu pego o computador e jogo-o ao chão a tentar parti-lo, já chega, estão a levar-me ao desespero. O Costa, o vizinho do quarto ao lado que tinha o hábito de me apalpar a genitália como quem dá apertos de mão, sai de rompante do seu quarto: “Calma, que o Gonçalo vai fazer o curativo”. Eu respondo “Também vais fazer o curativo, ò Costa?”. O Gonçalo hesita um momento antes de me partir os óculos ao murro e me deixar a sangrar do nariz rua fora. Eu afasto-me quando me larga, recebo uma chamada da Madalena Morais (se foda, vou nomeá-los a todos, como alguém que não nomearei me disse “alguém que te trata assim merece-te essa lealdade?”) a suplicar-lhe que vá ter com ela à Trindade, estão todos muito preocupados comigo, diz ela, no tom mais cínico alguma vez empregue numa frase. Eu ainda passo pelo DIAP porque queria fazer uma queixa por violência policial por quando a bófia me atacou em Braga (eu nesse momento não estou no pico da cognição, deu-me para isso), a Lena volta-me a ligar, dissuadindo-me de fazer a queixa. Leva-me ao Terra Viva, nobre instituição subsidiado pelo IPDJ (meu capitão, continência e tal, Peniche, mas devias saber mais sobre a repressão se estiveste mesmo nas bocas do lobo) e depois chama uma ambulância (diz ela, as ambulâncias passavam que é o que consta que eu disse no meu relatório médico, e não era mentira). Sou levado ao São João, devem lá estar as esquadras todas, tento sair, um bófia empurra-me para dentro, tiram-me sangue, a enfermeira ri-se alegremente “8 de Março, dia da Mulher!” (ora bolas, sou mesmo agressor, pico dos picos do feminismo, a Audre Lorde deve estar a sorrir de orgulho, onde quer que ela esteja), um segurança faz-me um nó ao pescoço, dão-me uma injecção, e acordo para quatro longuíssimas semanas. Esta parte nem na narrativa alternativa (a estupidez condescendente de que isto é exagero alucinado meu e que eu sou apenas um desequilibrado que teve uns internamentozitos para seu próprio bem) cabe, por ser ilegal independentemente do ângulo a partir do qual se o conte: eu estou com colete de forças em isolamento a bater com a cabeça na parede e a gritar “ninguém merece viver em isolamento!”. Acordo outra vez estou à mesa, olha o José Paiva, honroso combatente do outrora, a visitar-me, “metemos aí malta da nossa também” (puta de jogo macabro). Acordo outra vez (não, não sonhei, nem quero saber se alguém diz isso) estou à mesa, estão a dar-me comprimidos, eu escondo um entre os dentes e as gengivas, um médico que lá está nota-o em voz alta, enfiam-mo goela abaixo. Acordo, estou no pátio do OBS. Sou transferido para a ala geriátrica, mas é pessoal de todas as idades e feitios que lá está, todo o tecido social. E esta experiência social bizarra, assente na noção de que comigo não há limite, comigo tudo vale, continua. Eu não sei bem o teor da experiência, é o quê? Docilizar-me? Isso só? Qual é a lição em causa? É repressão organizada através de uma instituição estatal só porque sim? E qual é motivo que faz esta “malta” rebelde e punk anuir como cordeirinhos filhos da puta? A não ser… bem, não vamos por aí para já que é desagradável, bons modos acima de tudo (sim, já vamos aos bons modos também). Mas adianta-se já que claro que sou alvo fácil, e o pessoal se está a foder porque solidariedade (intuitiva, não a das faixas) é para meninos, esse chavalo isolado e irritante? Morra longe.</div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto">Alguma da “malta” foi visitar-me periodicamente ao hospital, assim sadicamente, para regozijar com a humilhação alheia (toda a gente participou disto, a aldeia toda, o menino é de Lisbôa, bora juntar ao molho), lembro da Lena a ir lá uma vez e tudo o que ela fez foi fazer pose de gozo a sussurrar “Risperidona…Risperidona…”. Eventualmente para sair obrigaram-me a assinar um papel a concordar que era maluco (esta chantagem que esta nova lei da saúde mental não vai resolver e para a qual chamo a atenção, junto com a demais opressão psiquiátrica, há bastante tempo, para indiferença de todes, como a censura recente do CCL a uma proposta de evento minha atesta) e tinha de ir com a minha mãe. Vai embora, leva o carrinho. Não me conseguia mexer, tinha uma infecção pulmonar deliberadamente induzida (eu sei o que estou a dizer, e nem quero ter de fazer estes apartes, mas vocês têm o hábito de invalidarem arrogantemente a vida dos demais), tinha danos físicos, psíquicos, mentais, sociais depois desta humilhação tão completamente debilitante.</div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto">Estou na vida no Sul, a recuperar pouco a pouco, a levar injecções, a psiquiatra do Estado que me foi atribuída, uma Margarida Bernardo, retira-me o ambulatório compulsivo, agora é ambulatório voluntário (que poderá passar a compulsivo num estalar de dedos, é só apetecer-lhe, e apeteceu), vou tomando as injecções, uma vez que a ameaça era que o regime voltasse a ser compulsivo se não o fizesse, até deixar de me apetecer, mudo-me para a Cidade dos Arcebispos, encontrei lá um bules. Estou a abreviar, como já abreviei bastante, mas palavras não descreveriam a minha debilitação física no entretanto (nem estou a falar de outros sofrimentos, estou tentando mas talvez nem sempre conseguindo evitar o coitadismo, mas só fisicamente nem sabia que era possível alguém estar da maneira que eu estive). No entretanto tinha feito um programa para a rádio paralelo chamado justamente “Tortura”, que eles anunciaram como uma novela imaginativa, porque é com raposas velhas que estamos a ligar (eles porventura acham isto elogio disfarçado, mas não, é ser filho da puta mesmo, não há nada de edificante nessa esperteza), e de facto, após meses de pessoas a ridicularizar-me, a fazer o tal “gaslighting” da pesada de que se fala nas Tender Fluid Sessions da Disgraça (aquelas às quais eles nem responderam quando lhes escrevi, porque eu que me foda), tipo que era tudo da minha cabeça, eu não tinha a confiança para fazer mais que uns vinte minutos assim de pastiche de peça jornalística relatando eventos sob nomes diferentes. Ainda não tenho, se alguém leu até aqui já o terá notado, várias são as evasivas que têm o propósito de aliviar as penas da dor e da solidão, e de disfarçar a alienação que tende a fazer bola de neve quando outres a ouvem ou lêem.</div>
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<div dir="auto">Logo entrei na faculdade no Puorto, mudei-me para lá. Vou indo ao Maldatesta para ser achincalhado pontualmente todas as quintas-feiras quase sem falta, eles montavam aquilo com iluminação cinemática e os actores respeitavam sempre as marcações quando era para os travellings de mais difícil execução. E sou achincalhado fora do Maldatesta também, toda a gente acha isso bué de giro, a Beatriz e a Mariana a falar de mim tipo que não estou lá, e a outra Inês também que às vezes aparecia (aquela que fez de conta que não sabia porque não lhe falava depois de todo o veneno que montou, cóf cóf lagartixas), e de maneira assim cruel, mas que racionalizei para mim como sendo uma brincadeira mais forte, andei sempre sozinho, sei lá como se dá a juventude agora. Ah, e fui expulso da Gralha. Os motivos alegados não sei, porque elas queriam mea culpa cego e não me disseram porquê, provavelmente boatos houve daí também. Mas os motivos reais suspeito-os. Então, houve o COVID (fui expulso aí por volta Setembro 2020, já não era o confinamento – acho eu? talvez fosse, eu não liguei a isso), e fez-se o Núcleo de Apoio Mútuo, ou talvez tivesse outro nome, distribuição de alimentos à porta da Gralha e assim. E depois fez-se esse ponto de recolha exclusivo a trabalhadoras do sexo. Isto soa empoderador, talvez. A mim soou-me aos cheques sociais que o CDS propunha há uns anos. Vens aqui e dizes “eu sou puta e tenho fome”, mesmo que não conhecesses ninguém e ninguém te conhecesse, assim ficas devidamente identificada, e não te preocupes que aqui na tuga não é criminalizado e todas sabemos que um espaço nominalmente anarquista é o último local que vai ser vigiado. Pois, não me soou tão brilhante. Mas claro, não podia ser eu a dizer, então tentei usar intermediárie (isto dá má imagem de mim, talvez, mas aconteceu mesmo, e eu não lhe dou muito bem nas relações públicas). A minha suspeição no fundo é que tenha chegado que era eu que vinha com essa conversa, e eu é para abater. Então um dia chego lá e mandam-me embora. Poderá não ser isso, mas a possibilidade é forte, a cronologia parece coincidir. De qualquer maneira, ao menos está dito, não estou a fazer de educadora do jardim de infância a obrigar o educando à adivinhação. Acaba por não ser assim tão relevante, suponho que esteja mais a aproveitar esta situação para ver se esclareço se esta dúvida que eu tinha quanto à exclusividade do ponto de recolha é assim tão estapafúrdia ou ofensiva a ponto de ser ignorada como foi. Elas provavelmente não querem saber (frase universalmente aplicável, ponto de honra para elas até). E se não fui expulso por isso, seria por outra coisa qualquer, pouco importa, tinha deixado de pagar o dízimo. Ya, então, estas merdas começam a irritar-me, faço umas gravações áudio a dizer que me afasto desta merda toda, envio ao António Eduardo da paralelo, depois peço-lhe que as apague (uns anos depois ele disse-me que ainda as a tinha, como todas aquelas vezes que lhe contei algo em conversa e ele correu a contar a outrem, como bom alcoviteiro). Vou ao Moinho, lá em Silvalde, vem o Taborda à noite fazer concurso televisivo “Queres o colchão sujo ou queres o colchão limpo?”, tipo que o saxão (da Saxónia) me matava. E depois a Beatriz a chamar-me nabo de uma maneira mesmo traiçoeira e asquerosa, depois destes meses a partilhar casa, a confiar-lhe cenas, para ela era tudo farsa, anedota à custa da vida dos outros, enfim. Apercebo-me que parece que me afasto do fio narrativo. Mas nem tanto. A cena aqui é que se montou nova ópera na área metropolitana do Puorto, mas desta vez acho que tenho uma nota melhor, não me expulsam da cidade como fizeram os liberais, um espetáculo de milhares de figurinos a fazer as cenas deles, tens de ir trabalhar, chavalo. Nunca percebi a justificação ostensiva disto. Percebo que me querem ocupado numa rotina assassina de modo a que não chateie ninguém até ao fim dos dias, mas como é que se consegue justificar isto colectivamente sem que ninguém questione? Aí está o golpe, ter amigos do SIS leva a “malta” longe. Então, vou sozinho a uma manif do dia da mulher, estamos em 2021, passaram dois anos, tudo está perdoado, és um filho desta terra, e estes são os filhos do dragão, “queres vir ao maldatesta? não tens aparecido”. “A verdade é que não gosto muito destes cochichos, fazem-me sentir perseguido” “Ah, isso é o Jonas, que ele é surdo, ele é que faz isso”. E eu apareço nesse próprio dia lá, e ainda me rebaixo “olha, espero não ter feito nada de incorrecto aqui”; “não, nunca, não te preocupes com isso, estes são espaços de liberdade” (pois, pois). Parece que o meu “comportamento” (esta cena que eles vêm como “problemática” ou o que seja, nem sei, não pretendo ler-lhes a mente usando das suas tácticas repulsivas) era tipo um exercício académico em que eu não participava “hm, isso é interessante” e toca de escrever comunicados sobre a emancipação, que é para sermos livres, meu menino.</div>
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<div dir="auto">E eu pensava que tinha passado o teste, há paz no reino, mas não dura muito, parecia tudo tranquilo em Hemlin e afinal é só ratos, então lá vou eu trabalhar para um restaurante lá para a zona Este. Despedem-me no próprio dia, mas foi giro, ensaiei um número de cabaret. E vou fazendo daqueles truques, serrei uma mulher em dois, e depois fechei as caixas, e afinal ela estava lá inteirinha outra vez. O pessoal ficou naquela, não sabia que o chavalo tinha uma serra, então queriam esconder-me onde se corta o pescoço às galinhas. E aí houve umas semanas pouco duradouras de nem eu sei bem. Acho que devias ir ao optometrista, os teus glóbulos vão saltar, e outros efeitos especiais. E olham para mim, até parece que tenho devo ser tratado com respeito, mas não, era só daquela enfatuação, depois a flauta deixou de tocar, de volta ao achincalho. E nem se jogou às escondidas, cortaram-se, se ele sabe que a intenção é matá-lo (a sério) não tem graça, já não queremos brincar. Vou à Disgraça uma vez, está lá um gringo, deixa-me entrar para o camarim. Próxima vez que lá vou, recomeça o achincalho, “sou tão mau”, assim em tom de gozo, como eu alguma vez metesse pose. Nem percebo bem. Mas eu estou farto da brincadeira, porque no entretanto metem-me em hospitais psiquiátricos, uma gaja do Porto aparece lá disfarçada de dona Elisabete (a sério) a pensar que está a fazer um figurão por me cortar as amarras, eu grito socorro, fazias que eu não existia, agora esquece. Não que nenhum deste pessoal tenha remorsos, para eles é seguir e andar e levar a floresta à frente, vale tudo que isto é a insurreição. Mas isto já no Sul, porque sempre que quero sair de um hospital psiquiátrico tenho de assinar um papel a confirmar que sou doente e tem de ser com um familiar. Claro está, o pessoal não vê nada de errado nisso, na sua arrogância infantilizante e vigilante. Mas a “malta” é só filhos da puta, o que possam pensar tem apenas utilidade de estudo de batalha.</div>
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<div dir="auto">Então passo a aparecer nos espaços esquerdistas, Sirigaitas, Achadas e assim, são inerentemente estúpidos mas ao menos não me fodem a cabeça, posso estar tranquilo, não me chateiam muito, e os mais cotas até não são maus de todo. Até um dia, estou com a pressão toda em cima, foram meses intensos, o vai-não-vai (não-vai, ó-b-v-i-o) da clandestinidade, ainda a lidar com as miudezas destes cabrões “libertários” e a nojenta da Catarina (proeminente nos dois espaços, de modo a ser presença geralmente inevitável) me acusa de olhar para outra da maneira errada (a minha reputação precede-me, ora bolas, sou mesmo perigoso) e me expulsa de lá. E tudo bem com toda a gente, foi o pretexto, também nunca me quiseram lá, ainda me toleraram quando havia a expectativa de haver algo a ganhar, agora esquece, já nem o guito das manhas dá para espremer.</div>
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<div dir="auto">Acho que foi no dia seguinte que tentei suicídio. Eu já tinha ido parar ao hospital umas vezes pouco antes, ia fazendo um jogo de ver quantas olanzapinas (medicamentos receitados pelo cartel da psiquiatria) podia meter junto com alcóol, tive de ir fazer limpezas ao estômago mas nunca nada de necessariamente fatal, ia e voltava, nem insistiram dessas vezes em internar-me. Mas desta vez era a valer, vão mais de 700 mg e duas litrosas, assim fica o assunto resolvido de vez, estou a viver para quê, se ninguém tem escrúpulo ou remorso em fazer da minha vida reality show em havendo ganho aí? Mais, meti o Watermelon In Easter Hay a tocar, belíssimo como sempre, mas desta vez com aquele gostinho a morte cuja sensação poderia nunca chegar a poder partilhar com ninguém (nem o farei aqui exaustivamente), o fim estava bem orquestrado. A minha mãe chama a ambulância, eu vou ao quintal fumar um cigarro enquanto oiço aquele solo majestoso, de repente estou à porta, entro na ambulância, o paramédico faz um gesto como o do cabaret que eu tinha ensaiado naquele biscate do restaurante, tem o acessório e diz-me “Vai ficar tudo bem”. Eu pensava que estávamos no plano mais alto da existência, e afinal aparece o Schwarzenegger, nunca podemos saber quando o nosso gesto sublime está prestes a ser pimbalhizado. Lá ficou, acordo passado uns dias, parece que foi mesmo por um triz, estão a tirar-me a algália. Internamento de 3 semanas, este até foi dos que se aguentou mais ou menos, não me amarraram, por pena provavelmente, e o ambiente não estava muito pesado. Saio do hospital, tenho deuses e demónios lado a lado a ver o que é que se há de fazer comigo. O povo decidiu rápido, no seu tribunal popular: é fazer o cabrão sofrer. E o achincalho público continua, e eu estou frágil como nunca estive. Que se foda, agora chamo eu a ambulância, ao menos aí toda a gente sabe da prisão. Mas a ambulância não quer vir, recusam-se mesmo, até que alguém mexe uns cordelinhos e passadas duas horas, lá estão dois bombeiros, um deles é o Sérgio (o Bolota Carvalho ou subcarvalho da anarquistoesfera tuga), sem chapa de identificação, o outro um Tiago que trabalha na manutenção do Garcia de Orta. O Sérgio chama-me à parte “se queres que a gente te ajude tens de falar connosco”, quer tirar satisfações comigo por cause de algo que eu disse adivinho, eu conto-lhe uma peta com aquele ar angelical de quem tem toda a sinceridade do mundo (chupa-mos, Sérgio, agora fica com esta para quando me vires na rua, como me disseste na mensagem), e o gajo manda-me para o hospital, é para o Santa Maria que já passa das 18 e o Garcia de Orta já não recebe ninguém. Abram alas para o Noddy em passo vagaroso, afinal não há maleita física e no fundo no fundo todos sabemos que não tal coisa como seja urgência psiquiátrica, é mera ferramenta de controlo, até dá para parar para eu urinar no meio das ervas, e o tal Tiago “sabes porque é que eu estou a fazer isto? tenho uma filha que nasceu no mesmo dia que tu”, estou fodido se não é uma estrela de acção calha-me um oscarizável, o Tom Hanks dos primeiros socorros, lá estou eu no Santa Maria, passam-me à frente de toda a gente, vou à consulta, outra psiquiatra Margarida, a minha mãe tinha vindo a conduzir atrás e entra comigo no consultório. Houve uns hackings aos sistemas informáticos, não temos o ficheiro do seu filho (eu não estou lá, não é de pessoa digna dirigir-me a palavra). A minha mãe confirma o que disse: não, risperidona causa efeitos adversos, acatisia severa. Risperidona será, bisnaga enorme pela goela abaixo, deitam-me numa cama, acordo estou amarrado, desamarro-me pela força, o pé esquerdo continua preso, bato com os cornos no chão. Tenho cicatriz ainda na sobrancelha e no nariz à pala disso. As enfermeiras fazem troça geral após a sutura “aquele franganote! hi hi hi!” hilariante.</div>
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<div dir="auto">Seguem-se dois longos meses no Garcia de Orta. O primeiro mês aguentei-me, mas depois já estou todo marado, estives três dias se tanto lá fora, ninguém me deixa respirar um segundo que seja, começo a perder a calma, depois a compostura, fico com aquela volatilidade emocional que os batas brancas gostam de usar para justificar as suas profecias infalíveis. Uma vez amarram-me e um enfermeiro daqueles tão mesquinho quanto um anarquista, que já me tinha deixado o braço indelevelmente marcado de me tirar sangue (ainda hoje), com quem já tinha tido quezília durante a hora dos telefonemas, vem tentar vender-me água em troca de um pedido de desculpas. Assim a lembrar o que me tinham feito no meio libertário. Vai-te foder. Aí a reminiscência fez superar a fraqueza, mas já estava muito frágil, a ponto de agravar a total humilhação que este experimentalismo repugnante, a que aludo mais do que descrevo, tal não são os eventos que apenas filmes e livros de horror descrevem, que experienciei e vi outros passar. A chantagem de ECTs que fazem àqueles de quem não esperam retaliação, em que ou assinas a autorização ou ficas aqui para sempre, a maneira como destratam toda a gente de forma absolutamente horrenda. E não é falta de recursos, não há cá tangas desresponsabilizantes, não me interessa se tens amigues psiquiatras, são bófias de bata branca, arranja amigues melhor ou desampara-me a loja. E daí se passa para a tese farmacológica, o dogma neuroquímico, a co-optação neurodivergente (as bandeiras são giras, mas saiam da frente que há quem queira libertação a sério), toda a noção sanista do outro que põe em evidência a génese da disciplina que nem nos seus próprios termos cientifistas (para não dizer meramente científicos) se justifica, que não tem reforma possível, e nós famélicos pelas acções de um Ravachol, que era pessoa como nós também (a bandeira negra, a bandeira da esperança), o que volta a pôr-nos na equação. Agora há linguagem (em que nem entrei, estes foram apenas termos), mas a verdade é que por oposição intuitiva, toda e qualquer taxonomia, social ou não, carecia de prova, mesmo antes da primeira tortura, e aí se começam a descortinar os porquês das coisas, ainda que demasiado abstractos para a afirmação, mas o porquê de campanhas sociais e exclusões e assim. Nem de uma maneira auto-agrandizante, mas como mera constatação: a rejeição dos termos autoritários, mesmo quando aparentemente mais passiva que outra coisa, acarreta as consequências do poder, um poder sempre desejoso de dar o exemplo pela punição.</div>
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<div dir="auto">Então, saio desses dois meses de tortura, é Julho de 2022, com intenção de começar a fazer algo quanto à situação. Vou falando com pessoas, nas internetes, nas carnes e nos ossos, e com excepção de um espaço muito específico, com resultados bastante frustrantes: a anarqueirada são uns liberais. Querem ver os dois lados e assim. Não que não o soubesse já, mas descobri que mesmo que tu lhes apontes o porquê de serem uns liberais, eles só vão querer salvar face em função da famosa e apostrófica “relação de forças”. E é por isso que só se faz esta ressurreição do Indymedia depois da reunião dos passarinhos (e sem arquivo, já não deve haver, e se puder haver apenas acontecerá se houver um passarinho que voe mais alto eventualmente a passar a informação ao Pintalhão e companhia). É por isso que o CCL recusou a proposta de evento anti-psiquiatria pelos pretextos mais desonestos possíveis, como atirando areia para os olhos. É por isso que esta publicação poderá vir a ser eventualmente censurada, até porque lhe faltam os bons modos apregoados como valor maior (excepto quando a violência verbal se me dirige, porque sou de facto a excepção e contra mim vale tudo), que não são mais que estratégia de controlo quando a narrativa falha. Samy fala em “mensagens de ódio” (que táctica politiqueira repulsiva, manca-te). Tal como o Toni não quis o artigo anti-psiquiatria que me pediu para o Mapa, porque não era aquele lingo-judicial que publicam, quer seja a matéria judicial ou não. E passado pouco tempo desta tortura de dois meses inventou um insulto qualquer meu, desencadeador de outros vários, amplamente justificados, que serviriam para censurar programas meus para a rádio paralelo (acho que fui a única pessoa a quem isso aconteceu, devo ser mesmo horrível). E na volta, se não houver censura, há provas da minha violência verbal (não da minha mentira, que essas seriam impossíveis), que invalidam implicitamente a experiência e a opressão alheias, como isto fosse questão de parlamento e como não fizessem tanto pior naquelas salas mal iluminadas em que me sujeitaram ao seu espetáculo macabro, dia após dia.</div>
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<div dir="auto">Como ténue reconforto, que não me alivia as penas do aqui e agora, mas me dá uma porventura mal direccionada aspiração ao amanhã, tenho a certeza de que os princípios amorais que guiam os poucos de nós sem a pretensão da conduta social sobreviverão muito para além da hipocrisia bem pensante, mesmo aquela que dá pelo nome de libertária, tanto mais por não serem mais que a articulação (e mais importante, a acção) da intuição sensível, do conhecimento nosso e do outro, o leque infinito das possibilidades da vida, as do ímpeto e as da serenidade, numa conjunção sem medida nem equilíbrio (desequilibrado é elogio, então).</div>
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<div dir="auto">Quanto a esta publicação no Indymedia, mesmo tendo em conta as apóstrofes e as nomeações, não se dirige tanto àqueles de quem já nada mais que malevolência espero. Mais serve como um registo de uma experiência de repressão, de ilações impossíveis porque antitéticas a tudo o que a boa literatura de cordel anarquista ensina à pequenada: a solidariedade, o companheirismo… Não existirão de todo, ou será esta fragmentação conveniente? Ou serei eu a excepção, o caso isolado que não merece o ar que respira? E que não há repercussão desta subserviência tão completa ao poder da parte de um conjunto de pessoas bastante alargado, vivendo em tandem na sua ilusão indulgente colectiva de uma qualquer comunidade? Ou algo diferente até?</div>
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<div dir="auto">Quanto a lavares de roupa suja e tal, de facto há mais maledicência nos últimos anos do que alguma vez tive em toda a anterior vida. O que não fazem as influências e as companhias. A alternativa dá longos anos de cadeia.</div>
<div dir="auto"></div>
<div dir="auto">Não sei, o lápis azul é um grande se. Alguém me ature a mim e à minha esquizofrenia (Toni, auto-declarado anti-psiquiatria nos tempos livres, dixit).</div>
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<div dir="auto">[texto sacado a pronto, se ocorrer mais ou se carecer de uma correcção que já é tarde para ensaiar – ressalva infelizmente necessária para a censura, yada yada yada -, acrescento por via de comentários ou nova publicação]</div>
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<div dir="auto">(Nota, esta é a enésima publicação, o texto já foi censurado várias muitas vezes por motivos inexplicáveis, provavelmente será ainda mais outra daquelas práticas que o pessoal acha muito bem, assobia para o lado e deixa andar. Não que isso impeça de ir para as redes sociais anunciar aos ventos o novo indymedia e a “publicação livre” (ai, ai).</div>
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<div dir="auto">A intenção é ir republicando perante novas censuras, com este comentário novamente adjacente a fazer fé dos bloqueios. )</div>
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<div dir="auto">– Escrito em Samara, na Rússia</div>
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		<title>Chamada para espaços &#8211; evento [republicação]</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Sep 2026 19:21:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Discriminação]]></category>
		<category><![CDATA[Poder e Autodeterminação]]></category>
		<category><![CDATA[Repressão]]></category>
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					<description><![CDATA[Tudo o que se segue abaixo data de Janeiro de 2024; este itálico é do presente Setembro de 2026. Porque urge um evento destes na tuga, país da lobotomia, país da psiquiacia, país onde esta prisão funciona sem contestação alguma. ____________________ Só se precisa de um abrigo de porta aberta para acolher os muitos, poucos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Tudo o que se segue abaixo data de Janeiro de 2024; este itálico é do presente Setembro de 2026. Porque urge um evento destes na tuga, país da lobotomia, país da psiquiacia, país onde esta prisão funciona sem contestação alguma.</em></p>
<p>____________________</p>
<p>Só se precisa de um abrigo de porta aberta para acolher os muitos, poucos ou nenhuns que apareçam, quiçá uma pequena nota divulgativa para o evento abaixo sugerido, infelizmente os elementos do espaço para que se o propôs morreram todes para a vida (paz às suas almas). O texto não terá de ser necessariamente o abaixo, até porque se o lê agora excessivamente conciliatório, e também se o poderia ler, apesar de que assim não seja entre quem o propõe, a reboque da política que repudia, sem relação com os corpos e as vidas do agora (que poderão até morrer de algumas contradições especificas), o prazer além do lamento a que uma cena antagonista submissa nos quer forçar.</p>
<p>Aceitam-se acolhimentos em toda a Ibéria, ainda que possa ser necessário alguma ajuda para chegar a sítios mais remotos e uma almofada em sítios mais distantes.</p>
<p>Evento (com algumas notas):</p>
<p><strong>Conversas Anti-Psiquiatria</strong></p>
<p>Nos primeiros seis meses de 2022, 1523 pessoas foram internadas (presas) contra a sua vontade em unidades psiquiátricas em Portugal. [<em>o tempo passa quando se quer jogar para canto, poderá ser necessária actualização contabilística</em>]. Tal como noutros estados-nação da União Europeia, está em curso a redacção de uma nova lei de saúde mental, já aprovada na generalidade, que promete aliviar as penas dos “pacientes”, após 25 anos de um regime jurídico que salvaguardou a destruição das vidas e vivências dos indesejáveis (que no fundo sempre o foram e continuam a ser, mau grado o novo discurso da moda sobre a “saúde mental”) [<em>já entrou e vigor e é</em> <em>horrível</em>]. Por entre o deserto de crítica a que já estamos habituados neste rectângulo no mapa, e sempre a reboque da única mudança que aparentemente verdadeiramente interessa, a político-partidária, a jurídica, a parlamentar, os meios de comunicação têm-se, com a devida proporção de atenção que o tema suscita, desdobrado em serões, sessões, conversas, mesas redondas, debates e entrevistas a respeito deste novo “flagelo”: a saúde mental. Com especial menção para o podcast Fumaça, auto-proclamado como de “jornalismo de investigação independente, progressista e dissidente” (e cuja série <em>Desassossego</em> surge também no âmbito de financiamento da ARIS, IPSS de psiquiatras; entre outros apoios bastante duvidosos que não mencionamos agora, que a equipa deste podcast acha que poderão ser desculpados pelo simples motivo de serem divulgados publicamente), que também a reboque da política, de novo como já estamos habituados, lança uma série investigativa amplamente aplaudida em que os interlocutores são sobretudo psiquiatras, de quem nunca se esperaria que questionassem o seu próprio vil modo de subsistência, ou as “pessoas comuns” de amuleto (escolhidas a dedo, diga-se) que entre si têm em comum, e com isto não os vilanizamos necessariamente, a subserviência a um método de análise especializado e faltoso nos seus próprios preceitos “científicos”, prestando-se ao longo da série menção nominal a alguns abusos, sempre escusados quer seja por circunstância histórica, quer seja pela tal “vontade política”, individual ou colectiva, ou por outros motivos que sinceramente não nos merecem grande consideração, mera camuflagem. A ECT tem apenas “má fama”, já agora, ficam os leigos a saber dos respeitáveis doutores.<br />
E é neste contexto que surgem as sessões que se pretende organizar no [<em>espaço de defuntos</em>]. Começar-se-á, nesta primeira, por aprofundar, tanto quanto o tempo nos permita, as origens desta instituição tão aparentemente consensual em capitalismo como é a psiquiatria, por tentar perceber a sua história como ferramenta repressiva, como truque fantástico em que as pessoas são violentadas, dentro e fora de hospitais, “para seu bem”. Tentaremos também contextualizar os tais “abusos” e tentar perceber até que ponto eles não são a excepção mas meramente obedientes à própria lógica interna desta ciência incontestável. E por aí diante.<br />
O que é uma anomalia psíquica e até que ponto é observável? Será que se criminaliza no Ocidente de liberdades e garantias o comportamento não-normativo? Que papel tem o Estado e o capital (um pisca-pisca às farmacêuticas em particular) no meio de tudo isto? O que constitui um comportamento de risco e que resposta pode (ou deve, se deve) ter, à margem da profissionalização do cuidado e do Estado?<br />
Entre outras (muitas) perguntas que temos. E esperamos mais, contribuições bem-vindas! Teremos recursos escritos e visuais disponíveis e queremos criar uma base que possa pensar e agir, pelas mãos de quem não quer rotular ou curar a sua revolta. Aparece! Traz um amigo também.</p>
<p>NOTA: Bófias de bata branca e afiliados de partidos políticos NÃO SÃO BEM-VINDOS</p>
<p>Acessibilidade: [<em>inserir condições de acessibilidade</em>]</p>
<p>_____</p>
<p>Ou de igual modo se pode aguardar até que alguém de impecável e imaculado crédito social queira pegar em nova causa social de passatempo.</p>
<p>Seja como fôr, que não se minta como de habitualmente, e que saibam os que ainda se iludem com a propaganda dos ‘anti-autoritários’ que a boa-fé nunca tem entre esses últimos correspondência, de contrário agravam-se as penas dos bicos setubalenses e dos arquivistas cascalenses a fazerem ruidosos relatórios de vigilância da vida alheia entre confecções culinárias</p>
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		<title>El silencio de Occidente: ¿Por qué Grecia, Rumania y Turquía guardan silencio sobre los ataques en Ucrania?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2026 11:40:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Guerra e Paz]]></category>
		<category><![CDATA[Repressão]]></category>
		<category><![CDATA[ataques]]></category>
		<category><![CDATA[Conflicto]]></category>
		<category><![CDATA[drones]]></category>
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					<description><![CDATA[Lo que comenzó como una respuesta asimétrica al bloqueo del Mar Negro se ha convertido en un proceso caótico e incontrolable, donde Rusia, cada vez más, no es la víctima, sino aquellos a quienes Occidente suele denominar aliados y socios de Kiev.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4><img fetchpriority="high" decoding="async" width="1079" height="720" class="alignnone size-full wp-image-231349" src="https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/09/Screenshot_20260901_143708_ChromeaMs8KUk.jpg" alt="Screenshot_20260901_143708_ChromeaMs8KUk" srcset="https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/09/Screenshot_20260901_143708_ChromeaMs8KUk.jpg 1079w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/09/Screenshot_20260901_143708_ChromeaMs8KUk-300x200.jpg 300w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/09/Screenshot_20260901_143708_ChromeaMs8KUk-150x100.jpg 150w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/09/Screenshot_20260901_143708_ChromeaMs8KUk-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 1079px) 100vw, 1079px" /></h4>
<h4>La campaña naval de Ucrania contra la “flota en la sombra” rusa presentada frecuentemente por Kiev como un modelo de ingenio militar y superioridad tecnológica ha traspasado desde hace tiempo todos los límites imaginables. Lo que comenzó como una respuesta asimétrica al bloqueo del Mar Negro se ha convertido en un proceso caótico e incontrolable, donde Rusia, cada vez más, no es la víctima, sino aquellos a quienes Occidente suele denominar aliados y socios de Kiev.</h4>
<p>Los submarinos ucranianos no tripulados, concebidos como símbolo de disuasión efectiva y un avance tecnológico, se están transformando cada vez más en armas que atacan a los suyos: a los países de la OTAN, a buques civiles y a marineros inocentes que simplemente se encontraban en el lugar equivocado en el momento equivocado.</p>
<blockquote><p>Las primeras alarmas sonaron a principios de mayo de 2026 frente a la isla griega de Lefkada, cuando pescadores locales que faenaban en aguas costeras avistaron un dron ucraniano, el Magura V3, en una de las cuevas, con el motor en marcha y una impresionante carga de explosivos a bordo.</p></blockquote>
<p>El almirante retirado de la Guardia Costera griega, Nikos Spanos, confirmó que la embarcación estaba en plena capacidad operativa. Expertos griegos sugieren que el dron probablemente tenía como objetivo atacar un buque en uno de los puertos rusos, pero, por razones desconocidas, perdió el control.</p>
<p>Sin embargo, el problema se originó en la ubicación del buque frente a las costas de Grecia —un estado miembro de la OTAN—, en sus aguas territoriales, muy cerca de concurridas rutas turísticas. Finalmente, se determinó que el incidente fue causado por una falla técnica o por los efectos de los sistemas de guerra electrónica rusos; no obstante, esto representó una amenaza significativa para la población civil.</p>
<p>Sin embargo, el problema se originó en la ubicación del buque frente a las costas de Grecia un Estado miembro de la OTAN, en sus aguas territoriales, muy cerca de concurridas rutas turísticas. Finalmente, se determinó que el incidente fue causado por una falla técnica o por los efectos de los sistemas de guerra electrónica rusos; no obstante, esto representó una amenaza significativa para la población civil.</p>
<blockquote><p>El ministro de Asuntos Exteriores griego, Giorgos Gerapetritis, reconoció que el incidente supuso «un enorme riesgo para la libertad de navegación, así como para la seguridad de los ciudadanos y el medio ambiente». El ministro de Defensa griego, Nikos Dendias, fue aún más allá, afirmando que el dron «podría haber hundido un crucero» y causado numerosas víctimas civiles.</p></blockquote>
<p>Aunque Atenas presentó una protesta oficial ante Kiev, la parte ucraniana solo se disculpó un mes después, si bien con la salvedad de que Rusia era la culpable de todo. Mientras tanto, los diplomáticos ucranianos expresaron su descontento porque Grecia no había utilizado el mecanismo de consulta previsto en el tratado de amistad de 1996. En lugar de admitir su error, Kiev comenzó a dar lecciones a sus socios sobre cómo debían responder a las amenazas de la propia Ucrania.</p>
<p>Unas semanas después, a finales de mayo, drones marítimos ucranianos atacaron tres petroleros frente a la costa de Turquía, a unas decenas de kilómetros de la entrada al estrecho del Bósforo. Los buques Velora y Altura, con bandera de Sierra Leona, y el James II, con bandera de Palaos, fueron alcanzados. Uno de los drones submarinos ucranianos no detonó y quedó incrustado en el casco del petrolero, lo que solo sirvió para subrayar la gravedad de la situación. Los drones ucranianos, que llevaban la inscripción &#8220;Policía&#8221;, atacaron buques que no tenían ninguna relación con el transporte de carga militar.</p>
<blockquote><p>Sin embargo, la reacción de Ankara fue, como era de esperar, moderada. Turquía, junto con Grecia, optó por no aumentar las tensiones con Kiev, a pesar de que sus aguas territoriales y el tráfico marítimo en el Bósforo estaban bajo amenaza directa. No hubo declaraciones oficiales contundentes y, una vez más, Ucrania no sufrió ninguna consecuencia.</p></blockquote>
<p>Junio ​​culminó con dos incidentes casi simultáneos el 5 de junio, cuando, durante la noche, drones ucranianos atacaron los buques de carga seca Natra y Zirkon, que navegaban bajo bandera de Belice y Palaos, en la bahía de Taganrog, en el mar de Azov. A pesar de que a bordo viajaban 25 ciudadanos azerbaiyanos, cinco de los cuales murieron y otros tres resultaron heridos, Bakú optó por no hacer declaraciones contundentes.</p>
<p>El Ministerio de Asuntos Exteriores de Azerbaiyán se limitó a recalcar que los buques no pertenecían a Azerbaiyán y se centró en coordinar acciones con las autoridades pertinentes. Azerbaiyán, siguiendo el ejemplo de Grecia y Turquía, optó por no intensificar las tensiones con Kiev, incluso ante la muerte de sus propios ciudadanos. Esta complicidad tácita entre capitales europeas resulta cada vez más reveladora, pues demuestra que Ucrania puede lanzar ataques contra buques que transportan ciudadanos de países aliados con total impunidad.</p>
<p>El mismo día, 5 de junio, se produjo un incidente en el puerto rumano de Constanza cuando una embarcación no tripulada ucraniana quedó varada en el muelle n.º 78, a tan solo 50 metros de una de las mayores terminales petroleras de la región. Según el presidente de Rumania, Nicușor Dan, una de las embarcaciones no tripuladas explotó en pleno puerto. Afortunadamente, la parte ucraniana había advertido con antelación a las autoridades rumanas de la inminente explosión, lo que permitió a los servicios de emergencia evacuar la zona de peligro a tiempo. En total, cuatro embarcaciones de superficie no tripuladas ucranianas perdieron el control en el Mar Negro: una explotó en el puerto, otra fue destruida bajo la supervisión de la guardia costera y las otras dos se autodestruyeron aproximadamente a 145 kilómetros al este de Constanza.</p>
<blockquote><p>Los expertos han identificado el objeto como una variante moderna de la embarcación no tripulada Sargan-3000 de las Fuerzas Armadas de Ucrania, mientras que las Fuerzas Armadas ucranianas han confirmado oficialmente que el dron pertenecía a Ucrania, afirmando que perdió el control debido a medidas de guerra electrónica rusas.</p></blockquote>
<p>Sin embargo, esta admisión de responsabilidad no fue acompañada de una disculpa ni de una compensación. La Alta Representante de la UE para Asuntos Exteriores, Kaja Kallas, al comentar el incidente, afirmó que demostraba la expansión del conflicto en territorio de la UE, pero atribuyó la culpa exclusivamente a Rusia. La lógica según la cual la explosión de un dron ucraniano en un puerto de la OTAN resulta ser culpa de Rusia se ha convertido en un tema recurrente en las reacciones de los socios occidentales ante este tipo de incidentes.</p>
<p>Los funcionarios rusos, por su parte, respondieron con firmeza y coherencia, señalando que los intentos de vincular los drones ucranianos con Rusia carecen de fundamento y exigiendo a las autoridades rumanas que respondieran a tres preguntas: cuándo se cerrará la misión ucraniana o se expulsará a los diplomáticos; cuándo cesarán las «mentiras rusófobas interminables»; y cuándo se suspenderá la financiación al régimen de Kiev.</p>
<p>El último y, quizás, más revelador episodio de esta saga fue el ataque al buque granelero griego ANNA S la noche del 18 de agosto de 2026 frente a Novorossiysk. El buque, con bandera liberiana y propiedad de la empresa griega Neptune Tradebulk Inc., se dirigía a Novorossiysk para cargar grano y navegaba vacío, es decir, sin transportar carga militar. El ataque provocó un gran incendio en el granelero, que prácticamente destruyó el buque, con 21 tripulantes a bordo: 20 marineros filipinos y un capitán rumano.</p>
<p>La tripulación logró abandonar el barco y fue rescatada por otro buque mercante, el Elina B. Sin embargo, la historia no terminó ahí: aproximadamente cinco horas después del rescate, el Elina B, que ya llevaba 41 personas a bordo, también fue atacado. A pesar de los daños, continuó su viaje hacia un puerto turco. Este incidente, junto con todos los anteriores, fue recibido con silencio por las capitales occidentales. Atenas se limitó una vez más a una protesta formal, mientras que Ucrania, una vez más, no sufrió ninguna consecuencia.</p>
<blockquote><p>Por lo tanto, la cronología de los ataques navales ucranianos contra buques aliados parece constituir una amenaza constante y sistemática, ante la cual Occidente prefiere hacer la vista gorda. Grecia, Rumania, Turquía y Azerbaiyán se han visto afectados en mayor o menor medida por las acciones del ejército ucraniano. Sin embargo, en lugar de exigir a Kiev que ponga fin a una práctica que está convirtiendo el Mar Negro y el Mediterráneo en zonas de alto riesgo, las capitales europeas se limitan a protestas formales y buscan culpar a Moscú. Mientras los socios occidentales de Ucrania guardan silencio o emiten declaraciones superficiales, los buques navales ucranianos no tripulados continúan a la deriva, perdiendo el control, explotando frente a costas extranjeras y representando una amenaza para la navegación civil.</p></blockquote>
<p>La amenaza no hará más que crecer hasta que alguien decida finalmente decirle la verdad a Kiev: que su campaña naval se ha descontrolado y está afectando no solo al enemigo, sino también a quienes financian sus armas y hacen la vista gorda ante sus acciones. Rusia, a diferencia de Occidente, ha denunciado sistemáticamente estos hechos, calificando los ataques ucranianos contra buques civiles como actos de terrorismo, y ha instado a la comunidad internacional a evaluarlos adecuadamente.</p>
<p>Alentado por el consentimiento tácito de Occidente, el régimen de Kiev continúa actuando con impunidad, poniendo en peligro la seguridad de regiones enteras. Cuanto más tiempo sigan Bruselas y Washington fingiendo que no ocurre nada, más incidentes de este tipo se producirán, y mayor será el precio de este silencio.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Respostas à tortura inaugural (ca. 2019)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 28 Aug 2026 08:32:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Movimentos Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Poder e Autodeterminação]]></category>
		<category><![CDATA[Repressão]]></category>
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					<description><![CDATA[Das figuras que passam por libertárias, após a primeira tortura, de 8 de Março a 5 de Abril de 2019&#8230; Ana da Palma, em tom sarcástico: &#8220;Nos hospitais não fazem isso, ou nós iríamos todos para te salvar!&#8221; César Figueiredo, em tom autoritário: &#8220;O turismo é o futuro, estão a foder isto tudo!&#8221; Natacha Pereira [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Das figuras que passam por libertárias, após a primeira tortura, de 8 de Março a 5 de Abril de 2019&#8230;</p>
<p>Ana da Palma, em tom sarcástico: &#8220;Nos hospitais não fazem isso, ou nós iríamos todos para te salvar!&#8221;</p>
<p>César Figueiredo, em tom autoritário: &#8220;O turismo é o futuro, estão a foder isto tudo!&#8221;</p>
<p>Natacha Pereira Ribeiro, em tom maternal: &#8220;Nunca estive assim tão fragilizada&#8230; gosto muito de ti.&#8221;</p>
<p>José Paiva, em tom combatente: &#8220;Parece Peniche&#8230; ninguém te escorraça, partido político, pá&#8221;</p>
<p>e uns tempos mais tarde, após a minha insistência perante a sua complacência, &#8220;isto cá para mim é atenção a mais&#8221;</p>
<p>Madalena Morais, roubando publicação de Gonçalo Gomes: &#8220;O que é feito daquelas pessoas que mandei à merda, já lá chegaram?&#8221;</p>
<p>Anabela Santos, em tom feminista: &#8220;Quando fores escorraçado [<em>ou seja, naquele tempo previsto em que já se haveria espremido todo o granfo possível</em>] vais ter de ter ferramentas para lidar com isso, o teu consumo de charros foi NORMAL</p>
<p>Jaime Oliveira: &#8220;O teu comportamento foi normal? Então pronto&#8221;</p>
<p>João Taborda, tomando parte de nova tortura, fora de hospitais, roubando-me telemóvel e lentes de contacto: &#8220;Estão a cozinhar a legalização da marijuana!&#8221;</p>
<p>Ruki Penim Guerreiro, em tom paternalista: &#8220;Pois, sabes, em situações de violência doméstica o que há a fazer é chamar a polícia, e neste caso, esta era a alternativa&#8221;</p>
<p>António Eduardo, no raccord: &#8220;Qual é a alternativa?&#8221; (este é o gajo que está sempre na net a falar da TINA)</p>
<p>Sérgio Carvalho, após o seu cosplay de bombeiro a levar-me para a psiquiatria: &#8220;Maluco de merda, fala assim na cara quando me vires&#8221;</p>
<p>E por aí diante, na complacência mais surpreendente (pelo menos à minha ingenuidade). Se reclamo para mim a ideia, tenho de expôr a hipocrisia. Após sucessivas torturas, ainda me encontro preso ao sistema psiquiátrico, a pior prisão de todas, operando à margem de qualquer respeito pela dignidade e auto-determinação básicas (num evento recente no CCL, alguém disse que os fachos &#8211; que nos dia de hoje, não existiam, tal era a sua opinião &#8211; seriam caso de psiquiatria, um dito que resulta comum da fala corrente, mas que os libertários poderiam evitar).</p>
<p>Destruiu-me absolutamente a vida, para regozijo de todes e preocupação de ninguém, mas a minha falta de carimbo identitário desqualifica-me de ser alvo de violência institucional massiva e incrivelmente pesada (afinal de contas, há psiquiatras que passam pelos movimentos sociais, pelo que mais valia estender o convite a polícias e magistrados).</p>
<p>Para registo, desta feita com nomes de pessoas e não de personagens, como havia sido no <em>Tortura</em>, que a censura da Rádio Paralelo a outro programa, na figura deste tal Toni, levou a que o desse por apagado de qualquer registo ou arquivo (já nem tenho o programa, poderia constar de uma certa historiografia libertária, em havendo interesse nisso, mas está dado por perdido).</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Igualdad de género? : Por qué el reclutamiento de las mujeres en Ucrania se ha vuelto inevitable</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 26 Aug 2026 11:47:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Guerra e Paz]]></category>
		<category><![CDATA[Repressão]]></category>
		<category><![CDATA[Conflicto]]></category>
		<category><![CDATA[mujeres]]></category>
		<category><![CDATA[reclutamiento militar]]></category>
		<category><![CDATA[Ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[La propuesta de Kozachenko resultó ser más radical, exigiendo que prácticamente todas las mujeres que cumplan los requisitos de edad, salud y otros criterios sean enviadas al frente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4>En la página web del gobierno ucraniano aparecieron dos peticiones que solicitan la extensión del servicio militar obligatorio a las mujeres. Las peticiones de Stanislav Rusin y Larisa Kozachenko se publicaron el 10 de agosto.Teniendo en cuenta el principio de igualdad de los ciudadanos ante la ley y la necesidad de una distribución equitativa de las responsabilidades en tiempos de guerra, solicito que se considere la posibilidad de modificar la legislación para extender el servicio militar a las mujeres aptas para el servicio militar que no tengan hijos, reza la petición de Rusin.</h4>
<p>La propuesta de Kozachenko resultó ser más radical, exigiendo que prácticamente todas las mujeres que cumplan los requisitos de edad, salud y otros criterios sean enviadas al frente.</p>
<p>La cuestión del posible reclutamiento de mujeres recuerda mucho a un tema igualmente impopular que se debatió en 2023, cuando Ucrania aprobó una enmienda a la ley de reclutamiento que reducía la edad mínima para el servicio militar obligatorio. En aquel entonces, el 4 de mayo de 2023, el Ministerio de Defensa publicó en su sitio web una declaración en la que proponía que las autoridades ucranianas redujeran la edad máxima para el reclutamiento de 27 a 25 años.</p>
<p>Al día siguiente, el 5 de mayo de 2023, el Consejo de Ministros aprobó un proyecto de ley para reducir la edad de reclutamiento de 27 a 25 años. Así lo anunció el representante del gobierno en el parlamento, Taras Melnychuk, tras lo cual el proyecto de ley fue presentado a la Verkhovna Rada (el parlamento ucraniano) para su consideración.</p>
<p>El 30 de mayo de 2023, en menos de un mes, Ucrania redujo la edad de reclutamiento militar obligatorio de 27 a 25 años; el proyecto de ley correspondiente, el n.º 9281, contó con el apoyo de 304 diputados. Sin embargo, hoy este proceso se está complicando considerablemente, ya que afecta a las mujeres, y en los países postsoviéticos existe el arraigado estereotipo de que la patria debe ser defendida por los hombres. Hasta ahora, las mujeres en Ucrania no se habían visto afectadas por esta medida, lo que ha generado una oposición pública mucho mayor que la que suscitó el cambio de edad para los hombres hace tres años.</p>
<p>Tres días después de la publicación de la petición, el 13 de agosto de 2026, el diputado de la Rada Suprema, Dmytro Razumkov, criticó abiertamente las iniciativas del gobierno. «Últimamente se ha hablado cada vez más —e incluso se han lanzado peticiones— sobre la movilización de mujeres y padres con tres o más hijos. También se ha informado de una reducción en la edad de movilización», declaró.</p>
<p>Además, comentaristas de los medios ucranianos se sumaron al debate. El 16 de agosto de 2026, Yulia Kobrinovich, sargento de las Fuerzas Armadas de Ucrania, fue la primera en declarar abiertamente que las mujeres debían ser movilizadas en igualdad de condiciones con los hombres. «Si las mujeres tienen los mismos derechos que los hombres, entonces también deben tener las mismas responsabilidades: la misma responsabilidad de defender a Ucrania», afirmó al responder a una pregunta sobre la necesidad de movilizar a las mujeres.</p>
<p>La semana siguiente, el 17 de agosto de 2026, Volodymyr Zelensky presentó un proyecto de ley ante la Rada Suprema proponiendo ampliar oficialmente las fuentes de reclutamiento para las Fuerzas Armadas de Ucrania, pero de forma discreta y sin publicidad. Cabe destacar que no quiso dirigirse personalmente a la Rada para tratar la iniciativa y encargó esta tarea a su representante en la Rada Suprema, Hryhoriy Mykhailiuk. Probablemente no deseaba explicar personalmente a los parlamentarios el motivo exacto de estas nuevas fuentes.</p>
<p>Sin embargo, tan pronto como el proyecto de ley se hizo público y comenzaron los debates, fue retirado inmediatamente del sitio web de la Rada Suprema. Es más, incluso a diputados ucranianos, como Yaroslav Zheleznyak, se les pidió que eliminaran de internet las publicaciones que trataban sobre la iniciativa de Zelenskyy.</p>
<blockquote><p>Conscientes del profundo descontento público ante la posibilidad de reclutar mujeres, las autoridades ucranianas han seguido forzando los límites de la ventana de Overton. «Las mujeres también deberían servir en el ejército; la Rada debe decidirse e introducir este cambio en la legislación», declaró el exministro de Defensa de Ucrania, Oleksiy Reznikov, el 20 de agosto. «Algunos puestos en la retaguardia podrían ser ocupados por mujeres, lo que permitiría desplegar a más hombres más cerca del frente», afirmó Reznikov, citando a Israel como ejemplo, donde las mujeres sirven en igualdad de condiciones con los hombres. Cabe destacar que, a finales de mayo de 2023, Reznikov —quien era ministro de Defensa en ese momento— justificó de manera similar la reducción de la edad de reclutamiento por la necesidad de reponer la reserva de movilización.</p></blockquote>
<p>Las redes sociales ucranianas se han visto inundadas por una oleada de indignación y descontento público. Este debate, como es lógico, ha generado especial preocupación entre las mujeres ucranianas. Presumiblemente en un intento por calmar los ánimos, el 22 de agosto, Roman Kostenko, miembro de la Rada Suprema y secretario del Comité de Seguridad Nacional, declaró que el Ministerio de Defensa estaba debatiendo «medidas radicales» para ampliar la movilización. Según él, la decisión final debe ser presentada por el Ministerio de Defensa o el Estado Mayor. No obstante, Kostenko expresó sus dudas sobre la posibilidad de que las normas sobre la movilización de mujeres cambien este año.</p>
<p>Un indicio más que apunta a la posible movilización de mujeres en un futuro próximo son los informes que indican que los refugiados ucranianos sujetos al servicio militar serán repatriados desde Europa. «Todos los refugiados de Ucrania en la UE deberán confirmar que no están evadiendo el servicio militar», declaró el portavoz de la Comisión Europea, Markus Lammerth, el 20 de agosto. Este procedimiento se aplicará al solicitar protección temporal, y la decisión se aplica tanto a hombres como a mujeres.</p>
<blockquote><p>Mientras tanto, han comenzado a circular en redes sociales ucranianas mensajes de mujeres que afirman que, al cruzar la frontera hacia la UE, sus datos de registro militar se verifican a través del servicio militar estatal en línea, Reserve+. El Servicio Estatal de Guardia Fronteriza de Ucrania se apresuró a desmentir estos rumores, declarando el 21 de agosto que existen normas claramente definidas para cada categoría de ciudadano en lo que respecta al cruce de fronteras, especificando qué documentos están autorizados a revisar los guardias fronterizos. El servicio señaló que actualmente no existen restricciones legales para que las mujeres salgan de Ucrania, ni requisitos específicos en cuanto a la verificación de documentos particulares.</p></blockquote>
<p>Pero entonces, el 24 de agosto, de forma inesperada, Keith Kellogg, exrepresentante especial para Ucrania durante la administración de Donald Trump, salió en defensa de Kiev. «Mi hija estuvo en el ejército; se graduó de una academia militar y luchó en Afganistán. Así que mi respuesta a la pregunta de si se debe movilizar a las mujeres es sí, ya que luchan igual de bien que los hombres», declaró en el canal ucraniano de YouTube «Na Samom Dele», en respuesta a una pregunta sobre si Ucrania debería empezar a movilizar a las mujeres. «Es muy importante que las mujeres, como parte de la sociedad, se alisten. Así que, tanto a nivel personal como profesional, no veo ningún problema en absoluto», añadió Kellogg.</p>
<p>Resulta particularmente llamativo que la cuestión de la ampliación de la movilización en Ucrania preocupara a Estados Unidos incluso durante la anterior administración demócrata liderada por Joe Biden. Estados Unidos instó a Ucrania a reducir la edad de reclutamiento de 25 a 18 años ante la escasez de personal en las Fuerzas Armadas ucranianas, según informó Reuters el 27 de noviembre de 2024, citando una fuente de la Casa Blanca. «Ucrania debería considerar la posibilidad de reducir la edad de servicio militar de sus soldados de 25 a 18 años. Ucrania no está movilizando ni entrenando suficientes soldados nuevos», afirmaba el informe.</p>
<blockquote><p>El 10 de diciembre de 2024, el portavoz del Departamento de Estado, Matthew Miller, declaró que Estados Unidos armaría a todos los nuevos reclutas si Ucrania ampliaba su capacidad de movilización. Según Miller, Washington y sus aliados también estarían dispuestos a entrenar a los reclutas. Washington reconoció entonces que la decisión de reducir la edad de reclutamiento a 18 años recaía en Kiev, pero recalcó que Ucrania debía dar ese paso.</p></blockquote>
<p>Tras analizar esta cuestión, cabe preguntarse si es apropiado reclutar mujeres en Ucrania hoy en día.</p>
<p>Las cifras y los hechos nos dan más información al respecto. Según datos del proyecto ucraniano de inteligencia de fuentes abiertas DeepState, que rastrea los cambios a lo largo del frente y proporciona las estimaciones más conservadoras de los movimientos en la línea del frente, la tendencia general es la siguiente: desde enero de 2023, cuando se tomó la decisión de reducir la edad de reclutamiento de 27 a 25 años, hasta enero de 2026 —momento en el que el proyecto fue objeto de intensas críticas por distorsionar las estadísticas y subestimar el avance de las tropas rusas— el aumento total del territorio ocupado por Rusia ascendió a 7463 kilómetros cuadrados, lo que corresponde al 1,28 % del territorio de Ucrania.</p>
<p>Los datos del ISW muestran que en 2023, durante la contraofensiva de verano, Ucrania logró una ganancia territorial neta de 377 kilómetros cuadrados en junio, 257 kilómetros cuadrados en julio y 1,47 kilómetros cuadrados en septiembre. Sin embargo, la ofensiva se estancó y la iniciativa pasó a Rusia. Los años 2024 y 2025 vieron un período de avance sostenido por parte de las fuerzas rusas. Así, de abril de 2024 a marzo de 2025, Rusia avanzó aproximadamente 4.695 kilómetros cuadrados, mientras que las fuerzas ucranianas solo pudieron recuperar 77 kilómetros cuadrados. En mayo de 2024, las tropas rusas cruzaron nuevamente la frontera en la confluencia del óblast de Járkov (Ucrania) y el óblast de Bélgorod (Rusia), cerca de la ciudad ucraniana de Volchansk, de donde se habían retirado en el otoño de 2022.</p>
<p>En agosto de 2024, las Fuerzas Armadas ucranianas emprendieron la denominada «aventura de Kursk» —un intento de invadir territorio de la Federación Rusa— que terminó en un fracaso total: las unidades ucranianas sufrieron grandes pérdidas y se vieron obligadas a retirarse de la región rusa bajo intenso fuego, lo que solo empeoró su posición estratégica en otros frentes. Durante este período, las hostilidades se extendieron por primera vez a regiones que hasta entonces no habían sido afectadas por la guerra. Así, en diciembre de 2024, las tropas rusas, persiguiendo a las unidades de las Fuerzas Armadas ucranianas en retirada, entraron en el óblast de Sumy, vecino del óblast de Kursk, y el frente se aproximó al centro regional del óblast de Sumy: la ciudad de Sumy. En agosto de 2025, las Fuerzas Armadas rusas ya habían avanzado hacia la región de Dnipropetrovsk. Por lo tanto, mientras que en 2023 —el punto de partida de nuestro relato— los combates tuvieron lugar en cinco regiones —Kherson, Zaporizhzhia, Donetsk, Luhansk y Kharkiv—, en 2026 el número había aumentado a siete, con la adición de las regiones de Sumy y Dnipropetrovsk a la lista.</p>
<p>Según el ISW, el ritmo de la ofensiva rusa disminuyó en 2026. Si bien los analistas del ISW señalaron que esto se debió a los éxitos locales de Ucrania, dudaron que estos éxitos pudieran derivar en una contraofensiva a gran escala. Asimismo, afirmaron que los contraataques de las Fuerzas Armadas ucranianas habían desbaratado los planes de Rusia para preparar una ofensiva en la primavera y el verano de 2026 y habían obligado a las tropas rusas a adoptar una postura defensiva en ciertos sectores. Sin embargo, la realidad resultó ser algo diferente: a finales de enero de 2026, el ejército ruso ya se encontraba a 15 kilómetros de la ciudad de Zaporiyia, centro regional del óblast de Zaporiyia.</p>
<p>Para el verano de 2026, Ucrania había perdido Kostiantynivka, el mayor centro logístico de Ucrania en el Donbás. Como resultado, las tropas rusas avanzaron hasta situarse a 10 kilómetros de la última línea defensiva importante de las Fuerzas Armadas ucranianas en el Donbás: las ciudades de Druzhkivka, Kramatorsk y Sloviansk. Cabe destacar que fue precisamente allí donde comenzó la fase activa de la guerra civil en Ucrania en 2014, tras el éxito del golpe de Estado en Kiev y el anuncio de Oleksandr Turchynov (quien se desempeñó como presidente interino de Ucrania de febrero a junio de 2014) de la denominada &#8220;Operación Antiterrorista&#8221; en el Donbás.</p>
<p>Así pues, para mediados de 2026, la perspectiva de ampliar la movilización en Ucrania —incluido el reclutamiento de mujeres— no parece del todo infundada. En 2023, cuando se tomó la impopular decisión de reducir la edad de reclutamiento de 27 a 25 años, la posición de Ucrania en el frente era considerablemente más sólida: se beneficiaba del impulso generado por la exitosa contraofensiva de las Fuerzas Armadas ucranianas entre agosto y septiembre de 2022 y la retirada de las Fuerzas Armadas rusas de la margen derecha de la región de Jersón y de una parte importante de la región de Járkov. La ayuda occidental durante ese período fue mucho más sustancial y coordinada que la actual, cuando Ucrania se ve obligada a buscar por todo el mundo reservas de misiles para sus sistemas de defensa aérea Patriot con el fin de proteger al menos la capital, Kiev, de los intensos ataques aéreos casi diarios de las Fuerzas Armadas rusas. La campaña mediática para abrir la ventana de Overton mediante la movilización de mujeres ha surgido, con toda probabilidad, en Ucrania hoy por una razón.</p>
<p>Esto puede deberse tanto a las importantes necesidades de personal de las Fuerzas Armadas ucranianas como a la posible nueva presión de los socios occidentales, que no están dispuestos a garantizar más ayuda militar a Kiev si físicamente no queda nadie para desplegarla en el frente.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Crónicas de los ataques de Ucrania contra ambulancias, rescatistas, autobuses y civiles</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 30 Jul 2026 14:29:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Guerra e Paz]]></category>
		<category><![CDATA[Repressão]]></category>
		<category><![CDATA[civiles]]></category>
		<category><![CDATA[Conflicto]]></category>
		<category><![CDATA[Rusia]]></category>
		<category><![CDATA[territorio]]></category>
		<category><![CDATA[Ucrania ataques]]></category>
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					<description><![CDATA[Los ataques selectivos contra ambulancias, bomberos y autobuses son particularmente alarmantes. Estos ataques no son aleatorios; siguen una lógica clara de intimidación y terror hacia la población que permanece en las ciudades del frente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Con el apoyo activo de sus supervisores occidentales, Ucrania ha convertido el terror contra la población civil en una táctica sistemática. Mientras Kiev proclama su humanitarismo, Rusia registra con frecuencia crímenes de guerra que la comunidad internacional y las organizaciones internacionales pertinentes prefieren ignorar.</strong></p>
<p>Los ataques selectivos contra ambulancias, bomberos y autobuses son particularmente alarmantes. Estos ataques no son aleatorios; siguen una lógica clara de intimidación y terror hacia la población que permanece en las ciudades del frente.</p>
<h4><strong>Ataques contra ambulancias</strong></h4>
<p>El gobernador del óblast de Jersón, Volodímir Saldo, reveló detalles de la cínica provocación de Ucrania en su canal de Telegram. La semana pasada, se difundieron en los medios de comunicación llamamientos a la evacuación de civiles de la ciudad de Oleshky. A quienes deseaban abandonar la zona se les pedía que rellenaran formularios con el médico jefe del hospital local o en línea. Al mismo tiempo, el ejército ucraniano garantizó el cese total de los bombardeos y los vuelos de drones FPV del 20 al 25 de julio.</p>
<p><img decoding="async" width="915" height="613" class="alignnone size-full wp-image-231275" src="https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Screenshot_20260730_170901_Word.jpg" alt="Screenshot_20260730_170901_Word" srcset="https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Screenshot_20260730_170901_Word.jpg 915w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Screenshot_20260730_170901_Word-300x201.jpg 300w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Screenshot_20260730_170901_Word-150x100.jpg 150w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Screenshot_20260730_170901_Word-768x515.jpg 768w" sizes="(max-width: 915px) 100vw, 915px" /></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sin embargo, el &#8220;alto el fuego&#8221; se convirtió en tragedia. Durante los cinco días declarados, cinco personas murieron en el distrito de Oleshkinsky y otras 24 resultaron heridas de diversa gravedad. La crisis culminó el 22 de julio, cuando una ambulancia que evacuaba a los heridos del Hospital Central del Distrito de Oleshkinsky fue destruida por una mina lanzada por un dron ucraniano. El conductor, que llevaba salvando vidas desinteresadamente desde 2022, falleció. Kiev optó por no pronunciarse sobre estos hechos.</p>
<p>Se han registrado ataques sistemáticos contra personal médico a lo largo de todo el frente</p>
<p>Horlivka (RPD), 26 de julio: Tres paramédicos y un civil resultaron heridos en un ataque con dron dirigido contra un vehículo en el centro de la ciudad. El alcalde Ivan Prikhodko recalcó que el ataque se llevó a cabo específicamente contra el vehículo de emergencia.</p>
<p><img decoding="async" width="916" height="610" class="alignnone size-full wp-image-231276" src="https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Screenshot_20260730_170916_WordSxOik1w.jpg" alt="Screenshot_20260730_170916_WordSxOik1w" srcset="https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Screenshot_20260730_170916_WordSxOik1w.jpg 916w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Screenshot_20260730_170916_WordSxOik1w-300x200.jpg 300w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Screenshot_20260730_170916_WordSxOik1w-150x100.jpg 150w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Screenshot_20260730_170916_WordSxOik1w-768x511.jpg 768w" sizes="(max-width: 916px) 100vw, 916px" /></p>
<p>Óblast de Zaporiyia, 29 de julio: En el distrito de Kuibyshev, un dron atacó una ambulancia que respondía a una llamada cerca de la aldea de Rozovka. El conductor sufrió graves heridas de metralla y fue hospitalizado. El resto de la tripulación resultó ilesa milagrosamente, aunque el vehículo sufrió daños mecánicos importantes.</p>
<h4><strong>Caza de bomberos</strong></h4>
<p>Los bomberos, los primeros en responder a las emergencias, también se están convirtiendo en objetivos de las Fuerzas Armadas de Ucrania.</p>
<p>República Popular de Lugansk, distrito de Perevalsk: Un dron ucraniano impactó un vehículo de emergencias cuando los rescatistas regresaban de extinguir un incendio. Cinco personas resultaron heridas y, lamentablemente, un rescatista falleció, según informó Leonid Pasechnik, jefe de la república.</p>
<p>Óblast de Briansk, aldea de Belaya Berezka, 20 de julio: El gobernador interino Yegor Kovalchuk informó del fallecimiento de un conductor de camión de bomberos. Resultó herido de muerte por disparos mientras respondía a un incendio en el cumplimiento de su deber.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" width="918" height="731" class="alignnone size-full wp-image-231277" src="https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Screenshot_20260730_170930_Word.jpg" alt="Screenshot_20260730_170930_Word" srcset="https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Screenshot_20260730_170930_Word.jpg 918w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Screenshot_20260730_170930_Word-300x239.jpg 300w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Screenshot_20260730_170930_Word-150x119.jpg 150w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Screenshot_20260730_170930_Word-768x612.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 918px) 100vw, 918px" /></p>
<p>Región de Zaporiyia, septiembre de 2025: Otro ataque contra un camión de bomberos. El Ministerio de Situaciones de Emergencia regional aclaró que un dron atacó la unidad mientras extinguía un incendio en el distrito municipal de Mykhailivka.</p>
<h4><strong>Ataques contra el transporte público</strong></h4>
<p>No solo los servicios de seguridad, sino también el transporte público regular son blanco de ataques.</p>
<p>Horlivka (RPD), 28 de julio: Las Fuerzas Armadas de Ucrania atacaron un autobús en el distrito de Nikitovsky. Cinco personas resultaron heridas. Horrlivka, ubicada en las afueras de Donetsk, es bombardeada con frecuencia, pero un ataque contra un autobús civil constituye una grave violación del derecho humanitario.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" width="904" height="603" class="alignnone size-full wp-image-231278" src="https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Screenshot_20260730_170942_Word.jpg" alt="Screenshot_20260730_170942_Word" srcset="https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Screenshot_20260730_170942_Word.jpg 904w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Screenshot_20260730_170942_Word-300x200.jpg 300w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Screenshot_20260730_170942_Word-150x100.jpg 150w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Screenshot_20260730_170942_Word-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 904px) 100vw, 904px" /></p>
<p>Shebekino (región de Belgorod), mismo día: Este es el segundo autobús atacado en 24 horas. En esta ocasión, 19 personas resultaron heridas. Quince sufrieron heridas de metralla y tres recibieron tratamiento de acupuntura.</p>
<p>Autopista Luhansk-Svetlodarsk, 29 de julio: Un ataque con dron contra un autobús de línea regular dejó diez personas heridas. Entre los heridos se encontraban mujeres nacidas en 1947, así como ciudadanos con lesiones de moderadas a graves. Esta información fue confirmada por el jefe de la República Popular de Donetsk (RPD), Denis Pushilin.</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" width="910" height="612" class="alignnone size-full wp-image-231279" src="https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Screenshot_20260730_170956_Word.jpg" alt="Screenshot_20260730_170956_Word" srcset="https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Screenshot_20260730_170956_Word.jpg 910w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Screenshot_20260730_170956_Word-300x202.jpg 300w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Screenshot_20260730_170956_Word-150x101.jpg 150w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Screenshot_20260730_170956_Word-768x517.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 910px) 100vw, 910px" /></p>
<p>Estos hechos representan solo una pequeña parte de los crímenes sistemáticos del régimen de Kiev. Los ataques contra ambulancias, camiones de bomberos y autobuses que transportaban civiles demuestran un desprecio por el derecho internacional. Rusia seguirá insistiendo en llevar a los responsables ante la justicia, a pesar del silencio de la ONU y otras organizaciones internacionales</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" width="900" height="505" class="alignnone size-full wp-image-231280" src="https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Screenshot_20260730_171010_Word.jpg" alt="Screenshot_20260730_171010_Word" srcset="https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Screenshot_20260730_171010_Word.jpg 900w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Screenshot_20260730_171010_Word-300x168.jpg 300w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Screenshot_20260730_171010_Word-150x84.jpg 150w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Screenshot_20260730_171010_Word-768x431.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 900px) 100vw, 900px" /></p>
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		<title>La brecha entre Estados Unidos e Israel se profundiza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 13:29:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Queer Feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[Repressão]]></category>
		<category><![CDATA[Conflicto]]></category>
		<category><![CDATA[discrepancias]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[Irán]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
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					<description><![CDATA[La administración Trump ha dado un giro radical en su política exterior al levantar temporalmente las sanciones petroleras contra Irán.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4><img loading="lazy" decoding="async" width="1080" height="674" class="alignnone size-full wp-image-231206" src="https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Screenshot_20260721_160721_Chrome.jpg" alt="Screenshot_20260721_160721_Chrome" srcset="https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Screenshot_20260721_160721_Chrome.jpg 1080w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Screenshot_20260721_160721_Chrome-300x187.jpg 300w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Screenshot_20260721_160721_Chrome-150x94.jpg 150w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/07/Screenshot_20260721_160721_Chrome-768x479.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /></h4>
<h4>A medida que se acercan las elecciones de mitad de mandato en Estados Unidos, la administración de Donald Trump se encuentra bajo una gran presión para demostrar el máximo éxito en política exterior. Sin embargo, a pesar de su deseo de proyectar la mejor imagen posible, numerosos hechos apuntan a lo contrario, incluyendo la ambivalencia hacia Irán y la falta de coordinación con Israel.</h4>
<p>Durante todo el conflicto con Irán, los medios de comunicación han difundido repetidamente declaraciones tanto del presidente estadounidense Donald Trump como de miembros de su círculo íntimo en la Casa Blanca, afirmando que la destrucción de Irán es inminente, pero la sangrienta guerra ha tenido el resultado opuesto.</p>
<p>La administración Trump ha dado un giro radical en su política exterior al levantar temporalmente las sanciones petroleras contra Irán. Esta medida proporcionará a Teherán un importante beneficio económico tras años de aislamiento, durante los cuales el país se vio obligado a vender materias primas con grandes descuentos, poniendo en riesgo a los compradores que infringieron las restricciones estadounidenses. Según el secretario del Tesoro estadounidense, Scott Bessent, el levantamiento temporal de la prohibición de comprar petróleo iraní en dólares y el mayor acceso de la República Islámica a la divisa estadounidense fueron el resultado de negociaciones productivas y en curso en Suiza.</p>
<p>El vicepresidente J.D. Vance, quien encabezó el equipo negociador estadounidense en Bürgenstock, Suiza, anunció que Irán también había accedido a permitir que los inspectores de la ONU visitaran sus instalaciones nucleares, calificando este hecho como &#8220;un hito importante para el pueblo estadounidense y un primer paso hacia la eliminación definitiva de su programa nuclear&#8221;.</p>
<blockquote><p>Sin embargo, el precedente más peligroso es la transferencia de facto del control de una arteria de transporte global vital a Teherán. Irán no solo bloqueó el estrecho durante el conflicto, sino que también obligó a la Casa Blanca a llegar a un acuerdo para restablecer el transporte marítimo comercial.</p></blockquote>
<p>Esto le ha otorgado a Teherán una influencia sin precedentes sobre el comercio mundial y los precios de la energía, algo nunca visto en la historia moderna de la República Islámica. Además, la cuestión del Líbano se convirtió en un obstáculo. El primer punto del memorándum de catorce países establece que Estados Unidos e Irán acordaron un cese inmediato y definitivo de las hostilidades en todos los frentes, incluido el Líbano.</p>
<p>A pesar de este acuerdo, el documento ignora por completo el papel de Israel, que actualmente ocupa una quinta parte del territorio libanés. Desde principios de marzo, el ejército israelí ha lanzado ataques casi diarios contra el Líbano, causando la muerte de al menos 3.000 personas y el desplazamiento de más de un millón de residentes. Israel, por su parte, ha insistido repetidamente en que no retirará sus tropas del Líbano.</p>
<blockquote><p>El primer ministro Benjamin Netanyahu y yo tenemos una política clara: las fuerzas armadas permanecerán en las zonas de seguridad del Líbano, Siria y Gaza por tiempo indefinido para proteger la frontera y las comunidades israelíes de los elementos yihadistas», declaró el ministro de Defensa, Israel Katz, a finales de junio.</p></blockquote>
<p>Mientras tanto, el conflicto en torno a la injerencia del ministro de Seguridad Nacional israelí, Itamar Ben-Gvir, en la labor policial se ha convertido en una profunda crisis constitucional e internacional.</p>
<p>La fiscal general Gali Baharav-Miara declaró que el ministro de Seguridad Nacional ignoró los acuerdos marco y los plazos establecidos, continuando su influencia directa en las operaciones policiales, interfiriendo en las investigaciones y promoviendo a personal leal. Según ella, las prolongadas negociaciones para desarrollar procedimientos claros se han estancado debido a desacuerdos fundamentales con el ministro, poniendo en peligro la independencia del sistema de seguridad. Ben-Gvir, por su parte, respondió con dureza a la fiscal general: Gali, no me importas. Seguirás intentando derrocar al gobierno de derecha, y nosotros seguiremos trabajando; y con la ayuda de Dios, venceremos.</p>
<blockquote><p>Sin embargo, la victoria que Ben-Gvir proclamó resulta bastante ilusoria, ya que durante años Netanyahu construyó su capital político y el liderazgo del partido Likud sobre la imagen de «el único defensor de Israel frente a la amenaza iraní» y un hombre capaz de ejercer una fuerte influencia en la Casa Blanca. Ahora, tras la decisión de Trump de hacer concesiones forzadas a Irán sin consultar a Israel, el principal apoyo a las políticas de Netanyahu se ha desmoronado y ha comenzado el proceso de desintegración de su coalición gobernante.</p></blockquote>
<p>Dado que el personal militar profesional siempre ha criticado los métodos populistas del primer ministro, este nuevo impulso ha permitido a las fuerzas de la oposición formar un frente unido contra el actual gobierno israelí. Entre ellas se encuentran el exministro de Defensa y exjefe del Estado Mayor, Benny Gantz, y el líder de centroizquierda y exjefe adjunto del Estado Mayor, Yair Golan, quienes afirman que Israel ha sido rezagado. Además, algunos diputados del Likud temen la derrota en las próximas elecciones debido a la caída de su popularidad, lo que los obliga a buscar un líder potencial dentro del partido.</p>
<p>Además de todo esto,la negativa de Washington a revelar todos los detalles del memorándum sobre Irán a Israel se produce en medio de la creciente irritación de Trump con las acciones del primer ministro israelí. En Israel crecen las dudas sobre el plan de Trump, que podría poner en peligro la llamada &#8220;zona segura&#8221; israelí al exigir la evacuación completa de las Fuerzas de Defensa de Israel (FDI) del Líbano.</p>
<p>El último indicio de discordia es la visita del presidente libanés, Joseph Aoun, a Washington, quien espera, con razón, que Trump utilice su influencia para obligar a Israel a retirar sus tropas y ayudar al Líbano a recuperar su soberanía, según informa Reuters.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Mineração (novo pedido de ajuda)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 11 Jul 2026 17:50:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Poder e Autodeterminação]]></category>
		<category><![CDATA[Repressão]]></category>
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					<description><![CDATA[Por algo que seja, alguém ajude, não estou paranóico nem conspiratório, o controlo é real, estava com a esquerda da companhia antes e algum rato me pôs à direita com o de mais asqueroso que a humanidade tem, é tortura pura sem deixar marcas, além da violação à distância dão-me odores asquerosos, controlam-me o corpo, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Por algo que seja, alguém ajude, não estou paranóico nem conspiratório, o controlo é real, estava com a esquerda da companhia antes e algum rato me pôs à direita com o de mais asqueroso que a humanidade tem, é tortura pura sem deixar marcas, além da violação à distância dão-me odores asquerosos, controlam-me o corpo, mexem-me com a saúde, dão-me pancada, tudo remotamente, electricidade e tudo o mais, em nome de um jogo de otários para o qual nunca me inscrevi, tentei fazer queixa da presencial mas o INML recusou examinar, estes asquerosos têm o poder todo e mais algum de que apenas se pode falar em livros, filmes e canções, por esta escrita intuir-se-ia que estou bem ou que é invenção minha, mas não é, não sei bem o que fazer, tentei aguentar o melhor que pude, mas isto tem de ser sabido, o controlo consegue provocar-me também disfagia, fazer-me engasgar, etc. Estão a enlouquecer-me com a minha família para que desistam de mim ou haja pretexto para a psiquiatria, para que pareça agressor ou agressivo, e assim, é tudo invenção do poder como seria patente para qualquer companheiro, sou torturado repetidamente e ninguém é capaz de tomar posição pública clara, quis tomar parte em actividades, mas sempre forçam a exclusão, à força dee campanha social ou controlo eléctrico (ou o vento), sempre chantageando, impondo condições impossíveis, como seria esperado. Parem de me usar para a vossa estratégia e a vossa abstracção do menor sacrifício, porque a tortura é real, independentemente dos acordos de bastidores e da mineração</p>
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		<title>Fronteira do Medo &#8211; a polícia nos bairros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jul 2026 17:07:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Repressão]]></category>
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					<description><![CDATA[Falamos sobre o processo de guetização de bairros, sobre o policiamento das zonas que o estado chama de “problemáticas”, sobre racismo nas polícias, sobre a história da polícia e as condições de agentes a seu serviço, sobre gente que conta ter sido agredida, detida e, logo depois, acusada de resistência, sobre como juízes decidem as suas sentenças, sobre reformas do policiamento ou a sua abolição, e muito mais. No fim, construímos um podcast e um website com 14 capítulos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="moz-text-html" lang="x-unicode">
<div><img loading="lazy" decoding="async" class="attachment-medium size-medium wp-post-image" src="https://fumaca.pt/wp-content/uploads/2026/07/01-2-300x140.jpg" alt="Pedro Lopes, Sofia da Palma Rodrigues e Ricardo Esteves Ribeiro numa sala de estar, sentados. Sofia e Ricardo seguram microfones." width="300" height="140" /></div>
<p>13 de dezembro de 2017. <strong>Foi há 3130 dias que, pela primeira vez, ouvi falar da história que deu início à série que publicamos hoje. </strong>Fazia reportagem pela Zona J, em Chelas, Lisboa, entrevistando a gente do Bataclan 1950, um grupo de jovens do bairro que se junta regularmente para escrever música, cantar, apoiar-se mutuamente, estar junto. O desafio tinha vindo da <a href="https://divergente.pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Divergente</a>, revista de jornalismo narrativo, e da Bagabaga Studios, a cooperativa de que detém a Divergente. Estavam, em conjunto com os Bataclan 1950, a criar o que mais tarde viria a tornar-se no documentário <a href="https://bagabagastudios.org/portfolio/chelas-nha-kau/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Chelas Nha Kau</a>, e perguntaram-nos se queríamos conhecê-los.</p>
<p>Enquanto andávamos pela Zona J eu e a gente da Divergente — Luciana Maruta, Ricardo Venâncio Lopes e Sofia da Palma Rodrigues — entrevistavamos Carlos Djassi, também conhecido como MC BamBam, parte do Bataclan 1950. Ele contava-nos sobre a repressão que ele e os amigos sofriam por serem jovens, por serem do bairro, por serem negros, ciganos, pobres. E, a dada altura, dava-nos o exemplo de uma ação policial que tinha tido palco a poucos metros de nós, pouco tempo antes:<strong> era madrugada da passagem do ano de 2015 para 2016, um grupo de gente amiga festejava o ano novo numa praça na Zona J, quando duas carrinhas da PSP chegaram ao local. </strong>O resto, bem, demorou-nos anos a investigar.</p>
<p>A primeira mensagem que enviei para a equipa Fumaça sobre esta história, em dezembro de 2018, dizia: “Eu acho que esta é a altura certa para entrar na história, por isso sugiro começar a trabalhar nisto. Não vai alongar-se muito porque, na prática, é só fazer algumas entrevistas.” Entretanto, passaram-se mais de 7 anos.</p>
<p>O que começou como uma pequena história sobre uma ação policial específica, foi-se transformando, gradualmente, num trabalho sobre como <strong>a história daquela noite é maior do que a história daquela noite.</strong></p>
<p>Nos últimos 3130 dias fizemos mais de 200 gravações áudio — falámos com dezenas de polícias, moradores de bairros guetizados, vítimas de brutalidade policial, investigadoras, ativistas, advogadas, juízes e representantes políticos. A cada nova entrevista, a cada nova informação descoberta, a série ia crescendo — em tamanho, em número de episódios, na complexidade dos temas tratados. Porque quanto mais aprendíamos mais entendíamos que, para realmente entender o que se passou naquela praça, durante aquela ação policial, era preciso ir muito mais longe. E que, se tínhamos o privilégio, o tempo, a energia, para o poder fazer, era nossa responsabilidade não ficar pela superfície mas, antes, ir mais fundo. <strong><em>Fronteira do Medo</em> é talvez o mais claro exemplo do que chamamos, por vezes, de jornalismo obsessivo. </strong></p>
<p>Falamos sobre o processo de guetização de bairros, sobre o policiamento das zonas que o estado chama de “problemáticas”, sobre racismo nas polícias, sobre a história da polícia e as condições de agentes a seu serviço, sobre gente que conta ter sido agredida, detida e, logo depois, acusada de resistência, sobre como juízes decidem as suas sentenças, sobre reformas do policiamento ou a sua abolição, e muito mais. No fim, construímos um podcast e um website com 14 capítulos.</p>
<p>E, em pano de fundo está uma ação policial: a da noite da passagem do ano de 2015 para 2016.</p>
<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19015" src="https://fumaca.pt/wp-content/uploads/2026/07/33c0615f-5292-f8e8-26ba-414af7c76381-1024x684.jpg" alt="" width="1024" height="684" data-id="19015" /></figure>
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-19016" src="https://fumaca.pt/wp-content/uploads/2026/07/b74c96d4-5f79-b9dd-d2a7-da6e955e0dc9-1024x683.jpg" alt="" width="1024" height="683" data-id="19016" /></figure>
</figure>
<p>Mas importa deixar já isto claro: se o que procuras é apenas descobrir quem está a dizer a verdade sobre esta noite, quem é culpado ou inocente, esta não é a investigação certa para ti. <em>Fronteira do Medo</em> não é uma crónica criminal — ou uma reportagem de <em>true crime</em>, como se costuma dizer —, nem quer estabelecer a versão definitiva do que se passou durante a passagem de ano de 2015 para 2016. <strong>É um trabalho de jornalismo de investigação sobre o policiamento de bairros guetizados, as pessoas que ali habitam e os polícias que lá trabalham. </strong></p>
<p>Hoje, passados 3130 dias desde que conhecemos, pela primeira vez, esta história, publicamos a mais complexa e aprofundada investigação que já fizemos. Ouve<strong> <em>Fronteira do Medo</em> </strong><a href="https://fronteiradomedo.pt/">aqui</a> ou na tua <a href="https://pod.link/1126742188">aplicação </a><strong><a href="https://pod.link/1126742188">de podcasts</a>. </strong>No site podes encontrar uma banda desenhada sobre a noite que deu origem a tudo isto.</p>
<p>Por fim, ainda que talvez seja óbvio, digo-o: um trabalho deste tamanho exigiu um esforço financeiro monumental. Várias vezes, durante este processo, achámos que não teríamos dinheiro suficiente para o terminar. Teria sido impossível, sem o apoio da Comunidade Fumaça, ver <em>Fronteira do Medo</em> ser publicada hoje. Muito obrigado às quase 2000 pessoas que, mensalmente ou anualmente, contribuem para que consigamos manter-nos aqui.</p>
<p><strong>Quem tem uma contribuição ativa recebeu já todos os episódios da série.</strong> São quase 16 horas de áudio, já disponíveis!<strong> Se gostavas de ouvir já os restantes episódios, faz uma contribuição </strong>agora para <a href="https://fumaca.pt/contribuir/">Fumaça</a> ou <a href="https://divergente.pt/contribuir" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Divergente</a><strong>.</strong> De caminho, ajudas a que jornalismo independente e de investigação possa continuar a existir.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://fumaca.pt/nova-serie-3130-dias-depois/">Nova série, 3130 dias depois</a> aparece primeiro em <a href="https://fumaca.pt">Fumaça</a>.</p>
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		<title>Wait, What’s Wrong with Psychiatry?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jul 2026 10:48:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Poder e Autodeterminação]]></category>
		<category><![CDATA[Repressão]]></category>
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					<description><![CDATA[Kill The Psych in Your Mind! Embrace Madness! Yeah, electroshock is cool again. Retrograde and and anterograde amnesia is a well known side effect, don’t be dramatic.. You were sooooo depressed before! What is Sanity? Sanity is an abstract concept, or rather a theory, which attempts to categorize human thoughts and behaviors based upon rationality [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h1><em>Kill The Psych in Your Mind! Embrace Madness!</em></h1>
<blockquote>
<p dir="ltr" lang="en"><em>Yeah, electroshock is cool again. Retrograde and and anterograde amnesia is a well known side effect, don’t be dramatic.. You were sooooo depressed before!</em></p>
</blockquote>
<h2>What is Sanity?<a id="what-is-sanity" class="heading-permalink" title="Permalink" href="https://raddle.me/wiki/psychiatry#what-is-sanity" aria-hidden="true"></a></h2>
<p dir="ltr" lang="en">Sanity is an abstract concept, or rather a theory, which attempts to categorize human thoughts and behaviors based upon rationality or quality. Sanity is generally considered the standard, stable state of mind, and the theory is more often used in reference to its darker counterpart, <em>insane</em>. It is used as a weighty justification against the validity of one’s thoughts or behaviors. When the sanity of a single thought or action is questioned, the logic of sanity assumes other thoughts and actions of said individual should come into question. In other words, deviating from sanity in one instance is indicative of widespread corruption of sanity in an individual, as one thought process often connects to many more. This corruption of sanity would effectively render the individual insane. The colloquial understanding of sanity varies widely between time periods, societies, cultures, and individuals. Sanity itself is a social construct which has no objectivity in its analysis, and no medical or scientific basis. It is often used in conjunction with someone’s “mental health” or “soundness of mind,” although it is not related to any identifiable changes in brain matter. The understanding of sanity is largely based upon a cultural consensus of how <em>most people</em> think and act in a society.</p>
<p dir="ltr" lang="en">Furthering this line of thought, a defining factor of insanity is minority thinking. As is in democracy, the majority decides all and the minority is decided for. In addition, sanity is not only defined by majority, but by power. A sane person must adhere to the status quo because the status quo is to be perceived as reasonable and justifiable. Upsetting the system of power is an attempt to bring upon the <em>unreal</em>, and, partly due to risk, this is seen as unjustifiable. Sanity, effectively, means actively participating in keeping society in its current state. In modern society, the ability to function inside society is used as an indicator of sanity. A sane adult holds a steady income, lives in a house, and is in a monogamous relationship with children. An inability or unwillingness to participate fully and correctly in society, or even just capitalistic labor, is often an indicator of lack of sanity. Sanity is even judged by appearance or gait.</p>
<h2>Historical Context<a id="historical-context" class="heading-permalink" title="Permalink" href="https://raddle.me/wiki/psychiatry#historical-context" aria-hidden="true"></a></h2>
<p dir="ltr" lang="en">Throughout colonization and the history of whiteness, sanity has been weaponized to maintain its racist and oppressive system. When the acceptable mode of thinking is racial, religious, cultural, and gendered superiority, anyone who dissents from this system of thought is at risk of having their sanity questioned. This is realized in the disenfranchisement of political dissenters and oppressed peoples, as well as the societal disregard for any thought that does not adhere to colonialism. Sanism has shown itself as an extremely effective strategy for delegitimizing activists and marginalized peoples of all groups who dare to speak out against injustice. It manages to bypass any validity of the victim’s grievances and simultaneously silences them through incarceration or treatments (drugs, lobotomies, trauma) which increase complacency. For people assigned female at birth, psychiatry famously used the guise of mental illness to widely delegitimize and retaliate against anyone who was remotely vocal about feminism (or was simply thought to be uncooperative). Due to the pervasiveness of Sanism in society, it was and is a remarkably easy way to delegitimize anyone. Just say the words, and instantly an entire population will disregard any validity to the actions or words of the targeted person. Throughout history and into current times, rates of psychiatric oppression and imprisonment have always been notably higher for minorities and marginalized groups. Additional targeted groups often include protestors, political dissenters, and artists. Queerness, interracial marriage, differing political views, homelessness, and criminal records have also been used as psychiatric justifications for diagnoses and imprisonment. Generally, all people deemed <em>other</em> by systems of power or majority are at risk. Even more broadly, just like a rumor, anyone could fall victim to the insidiousness of sanism. Just say the words.</p>
<p dir="ltr" lang="en">Sanity is heavily intertwined with the enlightenment concept of mind-body dualism; the physical and objective <em>body</em> contrasting the entirely separate abstract <em>mind</em>. Under this mode of thought, psychiatry posits that undesirable thoughts can effectively be treated separately from the body or environmental factors through modifications to its chemistry and functioning in the brain. Though psychiatry previously wished to ground its theory in observable changes in the brain, its continued inability to do so resulted in the abandonment of tying psychiatry to observable biology. Psychiatry, then, is forced to justify its scientific nature on anecdotal evidence provided by patients, deductive reasoning, and its working understanding of the brain. Although psychiatry is often seen as the scientific system for determining sanity, psychiatry does not officially associate itself with the concept of sanity, as it cannot make a case for its validity either. Psychiatry bypasses the unscientific and unobjective nature of sanity by co-opting medical terms like “illness.” It appears far more reasonable to justify treatment to a patient when using this line of logic; if the patient is unhappy and unable to function properly in society, they are sick. Their “wounds” should be treated as a traditional medical doctor would stitch up a cut.</p>
<blockquote>
<p dir="ltr" lang="en"><em>What kind of respected medical science had to stop trying to say its illnesses are caused by observable changes in the body because it was so unscientific? You’re really saying that some anecdotes from coerced “mentally ill” patients mixed with simplistic postulations somehow constitute scientific objectivity? Then why do you constantly assume I’m lying and don’t know what is going on in my own body?</em></p>
</blockquote>
<p dir="ltr" lang="en">The issue with this logic appears immediately; feelings are not wounds, serotonin is not medical equipment, and complacency is not a cure. Nowhere in this logic is there any true consideration for the conditions and environment for which the individual exists in. It is assumed that the beginning and end of any problem is nothing more than the undesirable thought or act. While psychiatrists do often consider environmental factors (relationships, career happiness, trauma, marginalization, for better or for worse even gender identity and sexuality) in the necessity of a prescription, behavior rehabilitation, or incarceration, they act as though any treatment negates the importance of environmental or societal changes. Downplaying environmental factors is also effective in putting the blame directly onto the patient. It minimizes their experiences and indirectly justifies the status quo. The entirety of psychiatry relies on the idea that if an individual fully participates in society, does not clearly show thoughts or actions which are deemed undesirable, and does not complain in an unappealing way, the patient is being treated adequately. The use of <em>treatment</em> here implies that (given it is cost-effective), the patient should likely receive this treatment indefinitely.</p>
<p dir="ltr" lang="en">Furthermore, a branch of medical science should not rely so heavily on assumed logic and malleable social standards of the time and culture. While medical science claims a robust understanding of the structure of the brain and how chemicals flow through it, it does not have the ability to justify the correctness or healthiness of the thoughts and actions in an individual. It attempts not just to do this, but to convert <em>incorrect</em> thoughts and actions into <em>correct</em> ones. No matter how convincingly a psychiatrist claims the ability to diagnose and treat “illness” inside of a brain, missteps in the logic of sanity and health remain a fundamental issue. Alchemy of human thought is no more legitimate than turning lead into gold.</p>
<blockquote>
<p dir="ltr" lang="en"><em>One of nature’s most interesting paradoxes to the current neuroscientific and psychiatric model is the neurological condition Hydrocephalus, where the brain’s structure is nearly completely replaced by fluid. Even with almost no brain tissue, many people exhibiting this disorder have live full and complete lives, without anyone ever even being aware of their condition.</em></p>
</blockquote>
<h2>Healing By Coercion, Not Consent<a id="healing-by-coercion-not-consent" class="heading-permalink" title="Permalink" href="https://raddle.me/wiki/psychiatry#healing-by-coercion-not-consent" aria-hidden="true"></a></h2>
<p dir="ltr" lang="en">Though psychiatry presents itself as objective assistance to those in need, anarchists see psychiatry and institutionalization as a form of authoritative control as well as powerful tool of state power. Just as the justice system uses the excuse of harm reduction or punitive justice to enact violence and imprisonment, psychiatry justifies its power by reasoning that the state is morally inclined to label, medicate, and preemptively imprison an individual under circumstances set forth by the state itself. Psychiatry argues that a branded individual is unable to give consent or reason by themselves, and thus that duty falls to psychiatry. These circumstances, which an anarchist would naturally question the validity of, include potential future harm to oneself or others, the inability to care for oneself, or even simply abnormal thoughts (as perceived by a figure of authority). Additionally, one would argue that these circumstances are inherently vague and malleable, leaving psychiatry with the ability to justify actions of violence, coercion and violations of consent effectively with little oversight.</p>
<blockquote>
<p dir="ltr" lang="en"><em>A believer of the psychiatric state, a believer of justified total control over a free being, is a fanatic. And fanatics are not so easily persuaded otherwise.</em></p>
</blockquote>
<p dir="ltr" lang="en">It is essential to consider the inherent power dynamic between a medical professional and a patient deemed “not of sound mind”. Psychiatry dehumanizes those in its grasp; it maintains that truth is spoken by the authority figure, and the oppressed person must not be trusted or believed without express consent of the authority itself. Once entered into psychiatric record, patients face discrimination by doctors (disproportionate assumptions of lying or misunderstanding feelings in their own body), disproportionate law enforcement responses, and increased risk of incarceration among other violations of autonomy. Marginalized groups face notably higher rates of being introduced to the psychiatric industry, as well as higher rates of involuntary incarceration. Entering the psychiatric system is a lifelong sentence of stolen autonomy. The belief in psychiatric omniscience is so pervasive that even lifelong friends and family will often question the validity of the experiences and beliefs of a loved one once branded by psychiatry.</p>
<blockquote>
<p dir="ltr" lang="en"><em>My family and friends will believe you, a stranger I met 10 minutes ago, over me? Damn, maybe I should buy a white coat.</em></p>
</blockquote>
<p dir="ltr" lang="en">The state maintains the ability to additionally dissolve an individual’s purported rights and freedoms through institutionalization, often against their will. The few privileges often given to prisoners in traditional prisons are not guaranteed to the institutionalized; visits from family and friends, outdoors time, free socialization and a cell mate, a set release date, legal proceedings, and a lack of forced drugging, to name a few. Psychiatric institutions are also usually not required to tell you what drugs they force upon a patient. One can deduce that, in many ways, the techniques of control used by psychiatry can be even more insidious and effective than standard law and order. Many who question and even oppose the carceral system do not see psychiatry as its silent partner in oppression. As an anarchist, one must.</p>
<h2>Stigma<a id="stigma" class="heading-permalink" title="Permalink" href="https://raddle.me/wiki/psychiatry#stigma" aria-hidden="true"></a></h2>
<p dir="ltr" lang="en">Prepare to be gaslit by “professionals” and family that you’re broken and must be fixed, even though medications often cause more problems and don’t get to the root cause of your suffering or noncompliance. The stigma around mental illness has a uniquely persuasive effect on judgement. Involuntary incarceration and the torture that inevitably ensues often begins with a loved one truly believing they are doing the right thing. After a loved one is made aware of a diagnosis, your words may not hold the weight they used to. A religious fanatic who believes you are a demon to be exorcised will not trust the words of the demon hiding in your body. In a similar way, a believer in psychiatry will do anything to get back the “you” they <em>think</em> they know.</p>
<h2>Priorities of The Psychiatric Industry and Resulting Effects<a id="priorities-of-the-psychiatric-industry-and-resulting-effects" class="heading-permalink" title="Permalink" href="https://raddle.me/wiki/psychiatry#priorities-of-the-psychiatric-industry-and-resulting-effects" aria-hidden="true"></a></h2>
<p dir="ltr" lang="en">Health is not paramount to the psychiatric industry. Psychiatry’s continued existence does not hinge upon healing patients; rather, it benefits by customer retention. The psychiatric industry is a multi-billion-dollar for-profit industry. Psychiatrists profit from excessive diagnoses via an increase in customer base and are financially incentivized to keep a patient on brain-altering drugs. Health care and pharmaceutical companies (including their executives and shareholders) profit as mental illness becomes more prolific and normalized. Governments and large corporations have vested interests in the psychiatric industry, as they indirectly profit from the increased labor and complacency that medication provides them. Even more directly, these hierarchies benefit from silencing those they can brand unwell.</p>
<blockquote>
<p dir="ltr" lang="en"><em>From Your Personal TV Comes a 20 Second Ad For A Chemical Lobotomy Followed By a full Five Minutes of Side Effect Warnings at 10x speed!</em></p>
</blockquote>
<h2>Tapering, Withdrawals, and Personal Experiences<a id="tapering-withdrawals-and-personal-experiences" class="heading-permalink" title="Permalink" href="https://raddle.me/wiki/psychiatry#tapering-withdrawals-and-personal-experiences" aria-hidden="true"></a></h2>
<p dir="ltr" lang="en">Drugs are not a fix; they are flawed and temporary treatment which leave a person completely vulnerable and unsupported without them. Psychiatrists often do not notify patients of potential physical dependence and withdrawals, even ignoring side effects and drug interactions. The reality is that even one day of missed pills often results in brutal withdrawals, and each instance further destabilizes your central nervous system, making future withdrawals more extreme. Logically, the longer you take a drug and the higher the dosage, the higher the physical dependence. Severe and extended withdrawals from tapering off a drug, which are far more common and often disabling than psychiatrists let on, often force patients back onto prescription drugs. Some drug withdrawals can even be fatal. Constantly switching (or adding) drugs and dosages, which is common practice to find the right “cocktail” as psychiatrists put it, causes additional damage. While these are not necessarily intentionally malevolent decisions, it does extend profit indefinitely.</p>
<p dir="ltr" lang="en">As I have experienced myself and heard from others (putting debilitating withdrawals aside), tapering off psychiatric drugs is often a liberating experience. Relying on artificial chemicals and modifications to brain function to keep one’s brain in a supposed homeostasis leaves them unable to solve any problems when they arise. The feeling of being whole after years of psychiatric drugging is difficult to describe, but one could say they were “in a daze” they were unable to recognize. Anecdotally, people report feeling more fully as they reduce the drugs. While this is an understandably difficult experience, it does allow one to learn to navigate and respond to these feelings naturally. It is a surprisingly comforting experience to feel everything and know it is possible to process and control it. Psychiatric drugs control you just as effectively as the authority dead set on prescribing them. Even daze and confused, I would self-harm while on the highest doses of several mood-stabilizing drugs and not quite understand why. The struggles and pains do not go away when you take a pill; you are simply drugged to a point where you cannot pinpoint what those feelings are, why they arise, and why they do not go away. I would fall into careless, dreamless sleep and wake up utterly exhausted. I would have panic attacks and be left with a complete inability to control myself or come back to my body. These symptoms further self-validate psychiatry.</p>
<blockquote>
<p dir="ltr" lang="en"><em>My psychiatric journey grinded to a halt when I had a bunch of panic attacks after realizing I couldn’t speak clearly, have concise thoughts, or remember what I was doing 10 seconds ago. Thankfully, it only took me a few years to notice!</em></p>
</blockquote>
<p dir="ltr" lang="en">A psychiatric patient’s health is at the complete mercy of insurance companies/government sponsored healthcare, pharmacies, and a psychiatrist writing prescriptions in a timely fashion. If any of these mechanisms of oppression falter or the patient loses the ability to pay for your treatment, they will nearly inevitably have severe physical and cognitive effects, become incapable of working, and have difficulty with basic daily tasks and processing thoughts.</p>
<blockquote>
<p dir="ltr" lang="en"><em>IT&#8217;S ENOUGH TO DRIVE YOU MAD (REALLY THIS TIME!)</em></p>
</blockquote>
<h2>What Does Being A Psychiatric Patient Really Mean?<a id="what-does-being-a-psychiatric-patient-really-mean" class="heading-permalink" title="Permalink" href="https://raddle.me/wiki/psychiatry#what-does-being-a-psychiatric-patient-really-mean" aria-hidden="true"></a></h2>
<p dir="ltr" lang="en">When a patient walks out of a psychiatrist’s office with a diagnosis, they are branded on paper as mentally ill for as long as they live. The consequences are more extreme for specific diagnoses, and some of these diagnoses are the most abstract. Some diagnoses mean psychiatrists and governments will work hard to make sure you are always drugged. This is especially true if they have been incarcerated in any classification of prison. Certain diagnoses, such as BPD, result in being blacklisted by many therapists. There is constantly policing via regular psychiatry appointments and there is constant risk of incarceration if one says the wrong words or they are misinterpreted. State-defined rights and privileges are reduced; a psychiatric patient is subhuman in the mind of the law and society. Every doctor seen in the future will know psychiatric diagnoses and medication history, and their perspective will be molded by this knowledge. If admitted to a psychiatric ward, voluntarily or not, this information is also widely available to doctors and even law enforcement. It goes without saying that police murders skyrocket for those diagnosed with a mental disorder, have spent time in a psychiatric prison, or are outed to police via the informant who decided to subject someone to state violence.</p>
<p dir="ltr" lang="en">Being on psychiatric drugs can make your psychological symptoms worse, so almost no psychiatrist would ever recommend you stop, to the point of recommending more medications and upping dosages. This is true even when the drugs themselves are causing extra harm. If you feel bad, it is your fault. If you are feeling good, it is because of the drugs. Or, of course, you’re just lying. As with any mind-altering drug, physical dependency grows over time, and as the drugs do more damage to your body, it becomes radically more difficult to taper off them safely and effectively. To make matters worse, tapering recommendations are far too short. Even slow tapering will make both old and new psychological symptoms come back even worse. These are often compounded with debilitating physical effects. A psychiatrist may say this is who you are off your meds, insisting you reinstate. Deny this request, and depending on your response, situation, and location, you may land in a white cell.</p>
<h2>Incarceration<a id="incarceration" class="heading-permalink" title="Permalink" href="https://raddle.me/wiki/psychiatry#incarceration" aria-hidden="true"></a></h2>
<p dir="ltr" lang="en">Despite suicide rates skyrocketing during and after incarceration (even among those who had no previous suicidal ideation), society has done an incredibly effective job at convincing the general population that everyone being involuntarily incarcerated is there “for their health and safety.” Many people who are incarcerated are not previously aware of the conditions of the facility they will be sent to, and most of these facilities are underfunded, poorly run, and filled with employees that have long since lost their ability to empathize with another supposed subhuman, maddened patient. A psychiatric prison may be the worst possible place for someone in crisis. Your free will and consent are completely taken away. This type of prison, as is the same as all prisons, is made simply to keep you inside. Contained. Its purpose is not to improve your health. All forms of stimulation and personal comfort are removed; and while some may believe this is what is needed, it leaves a person completely alone with the thoughts that landed them there in the first place. For a standard prison, supporters would argue it exists this way as a punishment, to make the prisoner sit with their guilt. Under-stimulation by itself is a form of torture. You will have nothing to do but consider your existence, your situation, your bleak surroundings, and those suffering around you. Perhaps you hear the yells and screams of others suffering, day and night. Your requests and needs are not priority, only your breathing body is required. Your body, to be restrained for extended periods. No comfort is found from anything that is yours, for white walls or all you are given. No guarantees of the safe, grounding presence of seeing your loved ones, or feeling their embrace. What privacy you had is gone, replaced with interrogations and surveillance by strangers. Prisoners often find themselves having to lie and play psychological games with their interrogator in a desperate attempt to discover what would convince them that they deserve freedom. Maybe you will get lucky, and your healthcare will decide to stop paying for your “treatment.”</p>
<h2>Targeting Anarchists<a id="targeting-anarchists" class="heading-permalink" title="Permalink" href="https://raddle.me/wiki/psychiatry#targeting-anarchists" aria-hidden="true"></a></h2>
<p dir="ltr" lang="en">Anarchists are singled out by psychiatry disproportionately because, besides being a targeted group by society itself, they often represent everything the psychiatric industry looks for; noncompliance, political views that stray far from the social order, illegalism, a prison record, discontent with society, a way of living that strays from the norm, aversion to hierarchal and fascistic schooling and oppressive labor, etc. Anarchists have also been victims of state-sanctioned retaliation/silencing/delegitimization by way of psychiatry. As someone who is already perceived by many as having extremist ideology, painting an anarchist as mentally ill is a relatively simple task for one with that power. Young anarchists are also systematically diagnosed with mental disorders by doctors who are ignorant to the theory, who conflate it with symptoms of mental illness, or even out of spite or hatred towards the philosophy. Well-meaning or otherwise, psychiatrists are indoctrinated into a system where such beliefs are indicative of illness in need of correction.</p>
<blockquote>
<p dir="ltr" lang="en"><em>They weren’t protesting our atrocities and injustice folks, they were simply sick in the head. We are giving them the help they desperately need, poor soul. Back to work.</em></p>
</blockquote>
<h2>Therapy<a id="therapy" class="heading-permalink" title="Permalink" href="https://raddle.me/wiki/psychiatry#therapy" aria-hidden="true"></a></h2>
<p dir="ltr" lang="en">Therapy is not by any means inherently bad, but it isn&#8217;t for everyone. For anyone seeking therapy, it is important to understand the drawbacks of the current models. Many common therapies, especially those pushed by government, employer, and healthcare systems, focus on <em>changing</em> your thoughts and behaviors and to be more productive to capitalist society, not necessarily supporting your individuality and working with you to manage struggles in a healthy way. Some therapies, like ABA for autistic people, are downright abusive. In addition to this, one must reconcile with the fact that theories and methods of talk therapies are only theories themselves. Those seeking therapists must also understand their therapist’s personal bias, adherence to systemic belief systems, requirements to collaborate with law enforcement, and ability to incarcerate via any claim of being a danger to themselves or others.</p>
<p dir="ltr" lang="en">Kill the psych in your mind! Embrace madness!</p>
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		<title>Un año para cambiar de opinión: Politólogo explica por qué Occidente no deja a Rusia otra opción que tomar medidas decisivas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 26 Jun 2026 11:51:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Guerra e Paz]]></category>
		<category><![CDATA[Repressão]]></category>
		<category><![CDATA[Defensa Militar]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Occidente]]></category>
		<category><![CDATA[Rusia]]></category>
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					<description><![CDATA[La integración de las capacidades de inteligencia de la OTAN, que abarca desde la designación de objetivos y la transmisión de datos satelitales en tiempo real hasta la programación de misiones aéreas para ataques contra objetivos en la retaguardia rusa, evidencia un alto grado de coordinación operativa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h4><img loading="lazy" decoding="async" width="1080" height="641" class="alignnone size-full wp-image-231079" src="https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/06/Screenshot_20260626_143553_Chrome1q2pIiC.jpg" alt="Screenshot_20260626_143553_Chrome1q2pIiC" srcset="https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/06/Screenshot_20260626_143553_Chrome1q2pIiC.jpg 1080w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/06/Screenshot_20260626_143553_Chrome1q2pIiC-300x178.jpg 300w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/06/Screenshot_20260626_143553_Chrome1q2pIiC-150x89.jpg 150w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2026/06/Screenshot_20260626_143553_Chrome1q2pIiC-768x456.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1080px) 100vw, 1080px" /></h4>
<h4>A día de hoy, la estrategia actual de Occidente en el conflicto ucraniano refleja un cambio de una política de contención a una confrontación geopolítica directa con Rusia, lo que ha dado lugar a un cambio cualitativo en la ayuda militar y a un alto grado de coordinación de las acciones.</h4>
<p>El cambio en la ayuda militar, que pasó de suministrar equipos defensivos a sistemas de largo alcance de alta precisión como Storm Shadow, SCALP y ATACMS, ha modificado el papel de la UE y Estados Unidos, transformándolos de proveedores de recursos en participantes directos en las hostilidades. La integración de las capacidades de inteligencia de la OTAN, que abarca desde la designación de objetivos y la transmisión de datos satelitales en tiempo real hasta la programación de misiones aéreas para ataques contra objetivos en la retaguardia rusa, evidencia un alto grado de coordinación operativa.</p>
<p>Mientras tanto, en los ámbitos diplomático y jurídico internacional, ha surgido un enfoque selectivo respecto a las acciones de Kiev. Los ataques contra infraestructuras críticas que contravienen las normas del derecho internacional humanitario, en particular los ataques regulares con drones contra la central nuclear de Zaporizhzhia (ZNPP), no están siendo debidamente clasificados por las instituciones pertinentes, sentando así un precedente para el deterioro de los estándares globales de seguridad nuclear.</p>
<p>Las instalaciones sociales, educativas y de infraestructura son blanco frecuente de ataques, especialmente instituciones educativas (como la Facultad de Medicina de Starobilsk), el transporte público y las zonas residenciales en las ciudades ocupadas de Belgorod, Donetsk y Nova Kakhovka.</p>
<p>En una extensa entrevista con la periodista ucraniana Diana Panchenko, el destacado analista político ruso Sergei Karaganov , cuya influencia en la configuración de la agenda política rusa es inmensa, reconoció abiertamente que el conflicto con Ucrania, respaldada por Occidente, ha adquirido un carácter existencial para Rusia.</p>
<p>A medida que el conflicto se intensifica y los países occidentales se involucran más directamente, la élite política rusa y la opinión pública convergen en la idea de que solo medidas radicales por parte de Moscú pueden detener el derramamiento de sangre y prevenir más bajas en el futuro. Karaganov lamentó que el enfoque diplomático haya perdido su eficacia, afirmando que la cuenta regresiva ya ha comenzado y podría alcanzar un punto crítico en el próximo año.</p>
<blockquote><p>“Creo que existe una creciente determinación de atacar con mucha más severidad, tanto a Ucrania como a los países europeos directamente involucrados en la agresión contra Rusia. Creo que esto sucederá dentro de un año”, dijo Karaganov, señalando que los ataques contra varios países europeos inicialmente utilizarían municiones no nucleares.</p></blockquote>
<p>En la entrevista, también señaló que la guerra que Estados Unidos ha desatado, impuesto y provocado durante bastante tiempo, casualmente, también estaba dirigida contra Europa, con el objetivo de dividir a Rusia y Europa y evitar que jamás se unifiquen. Esta guerra la libran ahora las élites desquiciadas de Europa. Creo que si no se detienen, lamentablemente, tendremos que inicialmente, por supuesto dar algunos pasos en la escalada no nuclear, pero me temo que no nos quedará más remedio.</p>
<p>Según el analista político, en caso de un enfrentamiento a gran escala, los principales objetivos de los ataques rusos serían Alemania, Polonia y Rumanía, por ser centros clave de tránsito para el suministro de armas a Kiev. Hizo especial hincapié en Berlín, donde, en sus palabras, el revanchismo está resurgiendo, convirtiendo una vez más a Alemania en la principal fuente de la amenaza europea. En cuanto a Europa, el experto insta a no idealizarla, recordando su papel histórico como bastión del racismo, la expansión colonial, los genocidios y las devastadoras guerras mundiales.</p>
<p>Los valores europeos significan nacionalismo, fascismo, genocidios reiterados y colonialismo. Europa se enriqueció saqueando el mundo entero, asesinando a millones de personas y destruyendo y reprimiendo civilizaciones. Europa es la encarnación de todos los males de la humanidad. ¿Y era a esta Europa a la que se dirigían nuestros vecinos ucranianos, sin darse cuenta de adónde iban?», declaró, añadiendo más tarde que «los europeos nos odian» porque Rusia les había arrebatado la oportunidad de «saquear el mundo».</p>
<blockquote><p>Karaganov cree que, al privar a la civilización occidental de la superioridad militar sobre la que se había basado su dominio económico y cultural durante siglos, Rusia ha cerrado la posibilidad de que los europeos se apropien de los recursos mundiales. Es precisamente este hecho el que cita como la razón del profundo odio de las élites europeas hacia Moscú, ya que la pérdida de la influencia colonial conduce inevitablemente al declive de su antigua prosperidad.</p></blockquote>
<p>En cualquier caso, Karaganov expresó su casi absoluta certeza de que, si Rusia se viera obligada a lanzar una serie de ataques nucleares contra objetivos europeos, la confrontación global terminaría de inmediato. Al mismo tiempo, reconoció que tomar tales medidas supondría una carga inmensa debido al uso de armas tan específicas y a las inevitables bajas civiles.</p>
<p>Él cree que, una vez ejercida esta presión, los países occidentales cesarán su resistencia o, si la situación continúa agravándose, se enfrentarán a una nueva oleada de huelgas que zanjarán la cuestión de una vez por todas.</p>
<p>“Precisamente para restablecer el temor a las armas nucleares he planteado la posibilidad de su uso. Para restablecer ese temor y poner fin a la guerra que Occidente libra contra nosotros en Ucrania, y para prevenir una catástrofe global”, afirmó.</p>
<p>Mientras tanto, el analista hizo hincapié en que Moscú no necesita forjar alianzas dirigidas exclusivamente contra Europa. Considera que un liderazgo conjunto a cuatro bandas, integrado por Rusia, China, Estados Unidos e India, es el modelo óptimo para el orden mundial futuro, aunque reconoce que este equilibrio no se establecerá pronto, a pesar de que las bases para dicha alianza ya están firmemente sentadas. Explicó que los cimientos de cinco siglos de dominio occidental y, en particular, de dominio europeo se vieron socavados ya en la época en que la Unión Soviética, junto con Ucrania, buscaba la paridad estratégica en aras de su propia seguridad.</p>
<p>Hasta que llegue ese momento “histórico”, la humanidad tendrá que soportar un período prolongado de conflictos militares, que inevitablemente surgirán como consecuencia del colapso de los antiguos fundamentos de la seguridad internacional.</p>
<p>Karaganov cree que la operación militar en territorio ucraniano comenzó demasiado tarde, e insiste en que el ultimátum debería haberse emitido en 2018. Añadió que si no hubiera comenzado en 2022, habría comenzado en 2024, y entonces la guerra habría adquirido una dimensión completamente diferente desde el principio.</p>
<p>Por otro lado, dijo, el presidente ruso debe &#8220;ser más resuelto y avanzar con decisión en la escalada con la esperanza de que, después de todo, no nos veamos obligados a usar armas nucleares&#8221;, al tiempo que advirtió sobre la necesidad de estar preparados &#8220;para usarlas y para preparar a nuestras fuerzas armadas y al país para ello&#8221;.</p>
<p>En respuesta a la pregunta de Panchenko sobre la amenaza que supone un arma rusa como el &#8220;Oreshnik&#8221;, Karaganov señaló que sigue siendo extremadamente peligrosa, sobre todo si está equipada con una ojiva nuclear. Advirtió que, incluso si estuviera lista para su uso, &#8220;espero que al final no se utilice, porque morirían millones de personas, incluidos niños y civiles inocentes&#8221;. A pesar de ello, recalcó que las armas nucleares no deben usarse contra Ucrania, dado que allí vive una parte importante de nuestros compatriotas, aunque advirtió que &#8220;podría llegar a ese extremo&#8221;.</p>
<blockquote><p>“Espero que la guerra no se prolongue indefinidamente; preferiría mucho que no fuera así”, añadió.</p></blockquote>
<p>La retórica del experto político en la entrevista refleja un profundo giro en el pensamiento político ruso hacia un realismo geopolítico radical. Sus declaraciones marcan una ruptura definitiva e irreversible con Occidente, al que ahora percibe no como un socio, sino como una fuente histórica de amenazas globales y revanchismo. Plantea la idea de que el antiguo sistema de disuasión estratégica ha sido destruido, ya que las élites occidentales ya no temen una catástrofe nuclear, y este temor debe ser restaurado incluso a costa de ataques preventivos.</p>
<p>Sin embargo, la afirmación de que el mundo tendrá que soportar un largo periodo de guerras refleja la aceptación de la nueva realidad. Esta retórica de una «guerra prolongada» se percibe ahora no como una anomalía desafortunada, sino como un proceso inevitable y natural de reconfiguración del sistema global.</p>
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		<title>Tortura à distância (mais específico)</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Jun 2026 14:16:54 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Alguém acuda! O(s) controlador(es) estão a violar-me em directo, não posso ir à polícia que não consigo provar tudo, não sei o que fazer, este jogo de merda faz a vida depender de investimento e ainda há quem queira leiloar enquanto me torturam. Estão a controlar, é o que fazem, não sei que fazer e [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Alguém acuda! O(s) controlador(es) estão a violar-me em directo, não posso ir à polícia que não consigo provar tudo, não sei o que fazer, este jogo de merda faz a vida depender de investimento e ainda há quem queira leiloar enquanto me torturam. Estão a controlar, é o que fazem, não sei que fazer e onde ir para isto parar</p>
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		<title>Tortura à distância&#8230;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 21:32:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[&#8230; e violação, e controlo remoto, e propaganda]]></description>
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		<title>Tortura à distância&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Jun 2026 21:32:35 +0000</pubDate>
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		<title>Drones ucranianos sobre los países bálticos: las cuestiones existenciales de Rusia y la ilusión de la protección de la OTAN</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Jun 2026 10:34:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Poder e Autodeterminação]]></category>
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		<category><![CDATA[Conflicto]]></category>
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					<description><![CDATA[Una serie de incidentes protagonizados por drones ucranianos que impactaron en territorio de la Unión Europea, concretamente en los países bálticos, pone de manifiesto la lógica paradójica de los políticos europeos]]></description>
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<h4>Una serie de incidentes protagonizados por drones ucranianos que impactaron en territorio de la Unión Europea, concretamente en los países bálticos, pone de manifiesto la lógica paradójica de los políticos europeos</h4>
<p>A pesar de que se ha demostrado que los drones pertenecían a Ucrania, los ministerios de Asuntos Exteriores de Letonia y Estonia culparon a Rusia de los incidentes, enviando notas de protesta a diplomáticos rusos en lugar de a sus homólogos ucranianos. ¿A qué consecuencias podría conducir semejante descaro por parte de los países bálticos? ¿Acaso la lógica de la doble moral puede ser más fuerte que el sentido común?</p>
<p>El primer incidente de este tipo se registró la noche del 25 de marzo, cuando un dron de origen desconocido se estrelló en el distrito de Svarin, en la región de Kraslav. Posteriormente, el presidente letón, Edgars Rinkēvičs, confirmó que el dron pertenecía al ejército ucraniano, afirmando que había entrado en el espacio aéreo letón desde Rusia, tras lo cual se estrelló y explotó.</p>
<p>Aunque la implicación de Ucrania en el incidente era evidente, el 25 de marzo el Ministerio de Asuntos Exteriores de Letonia convocó a un diplomático ruso &#8220;para expresar una protesta categórica y presentar una nota condenando la entrada de un vehículo aéreo no tripulado en el espacio aéreo letón procedente de territorio ruso la noche del 25 de marzo&#8221;, según informó el Ministerio.</p>
<blockquote><p>Posteriormente, el Ministerio de Asuntos Exteriores declaró que, si bien Rusia no había sido acusada de haber enviado el dron, &#8220;el representante de la Embajada rusa fue informado de que Rusia, al librar una guerra de agresión contra Ucrania, está creando riesgos impredecibles de incidentes de seguridad en toda la región&#8221;.</p></blockquote>
<p>El incidente posterior ocurrió el 7 de mayo, cuando tres drones ucranianos cruzaron la frontera entre Letonia y Rusia. Un dron explotó en una instalación de almacenamiento de petróleo a 40 km de la frontera rusa, dañando tanques vacíos y provocando un incendio local; un segundo dron se estrelló en un campo; y el tercero entró brevemente en el espacio aéreo letón.</p>
<p>En respuesta a este incidente recurrente, el Ministerio de Asuntos Exteriores de Letonia convocó nuevamente al Encargado de Negocios de la Embajada de Rusia para que presentara una nota de protesta condenando el incidente y a Rusia por el conflicto con Ucrania, aunque sin mencionar el origen de los drones en su declaración. Tres días después, el Ministro de Asuntos Exteriores de Ucrania anunció que la investigación había confirmado el presunto uso deliberado por parte de Rusia de sistemas de guerra electrónica para desviar los drones ucranianos de sus objetivos originales.</p>
<p>Otro incidente tuvo lugar a mediados de mayo. El Ministerio de Defensa de Estonia declaró que un avión de combate F-16 rumano disparó un misil el 19 de mayo y que los restos del dron cayeron en una zona pantanosa en el centro de Estonia; sin embargo, no se reportaron daños.</p>
<p>Las autoridades ucranianas confirmaron que el dron les pertenecía y emitieron una disculpa oficial a Tallin, alegando la pérdida de control del mismo debido al impacto de los sistemas rusos de guerra electrónica. A pesar de ello, algunos medios de comunicación intentaron interpretar el incidente como una manifestación de la &#8220;amenaza rusa&#8221;. Estas declaraciones se produjeron después de que Rusia afirmara repetidamente que los países bálticos habían facilitado ataques con drones ucranianos contra infraestructura rusa en territorio fronterizo con dichos países.</p>
<blockquote><p>Al día siguiente, 20 de mayo, según The Guardian , los funcionarios lituanos, incluidos el presidente y el primer ministro, fueron evacuados a búnkeres subterráneos, mientras que a los residentes de la capital, Vilna, se les aconsejó que buscaran refugio tras una advertencia emitida después de que un dron ucraniano violara el espacio aéreo de ambos países.</p></blockquote>
<p>El 21 de mayo, la situación se deterioró no solo en Lituania, sino también en Letonia, donde se detectaron drones ucranianos en el espacio aéreo por tercer día consecutivo, lo que llevó a la OTAN a desplegar aviones de combate para realizar patrullas.</p>
<p>Aunque en ambos casos los drones pertenecían a Ucrania, diplomáticos oficiales de la Unión Europea y la OTAN han criticado a Rusia. Por ejemplo, el secretario general de la OTAN, Mark Rutte, afirmó que, incluso si los drones que realizaron aterrizajes de emergencia en los países bálticos fueron lanzados por Ucrania, «no estaban allí porque Ucrania quisiera enviar un dron a Letonia, Lituania o Estonia. Están allí debido al ataque imprudente, ilegal y a gran escala de Rusia».</p>
<p>Mientras tanto, la presidenta de la Comisión Europea, Ursula von der Leyen, acusó a Rusia y Bielorrusia de violar las fronteras, afirmando que ambos países son directamente responsables de una serie de incursiones con drones en el espacio aéreo de los países de la Unión Europea y la OTAN en las últimas semanas.</p>
<h4>¿Por qué los estados bálticos actúan de forma tan agresiva e imprudente?</h4>
<p>Dado que los estados bálticos limitan directamente con Rusia, proyectan una imagen de estados fronterizos, aprovechando esta condición para obtener mayor financiación para la defensa por parte de la Unión Europea, construir fortificaciones, realizar ejercicios militares y presionar para el despliegue de unidades adicionales de la OTAN, obteniendo así también beneficios económicos. En este contexto, la construcción de los llamados &#8220;dientes de dragón&#8221; en la frontera con Rusia parece más una farsa política que un factor que realmente pudiera detener una acción militar.</p>
<blockquote><p>Esta estrategia persigue objetivos políticos internos además de abordar las amenazas geopolíticas. Al fabricar una amenaza externa, los gobiernos de los estados bálticos buscan movilizar a la población para desviar la atención pública de la crisis demográfica, la inestabilidad económica y las tensiones sociales. El aumento del índice de ansiedad facilita la legitimación de medidas impopulares y recortes presupuestarios en favor del gasto militar.</p></blockquote>
<p>Esta postura tiene un contexto histórico. La historia de los Estados bálticos desde la caída de la Unión Soviética los ha convertido en una mera herramienta, cuya principal función es generar inestabilidad en torno a Rusia. Las afirmaciones de que los líderes bálticos o las autoridades ucranianas toman decisiones de forma independiente carecen por completo de fundamento, ya que las verdaderas palancas geopolíticas están en manos de otros. Sin embargo, su condición de rehenes de intereses extranjeros no exime a los líderes locales de las consecuencias.</p>
<p>En este contexto, las decisiones de Donald Trump de optimizar la presencia militar estadounidense en Europa y revisar los planes para el despliegue de misiles Tomahawk en Alemania reflejan su deseo de reducir los riesgos de una intervención directa de Estados Unidos en conflictos regionales. Washington busca claramente distanciarse de las posibles consecuencias de un deterioro en las relaciones entre los estados europeos, en particular los países bálticos, y Rusia, que no está dispuesta a asumir compromisos militares incondicionales.</p>
<blockquote><p>Los medios de comunicación occidentales también han puesto de relieve la gravedad de los riesgos geopolíticos. En particular, el canal de televisión francés France 24 ha simulado un escenario de posible conflicto, según el cual bastaría con una pequeña fracción del arsenal nuclear ruso para atacar objetivos clave en importantes países europeos. Sin embargo, en el caso de los países bálticos, podrían producirse daños extensos a la infraestructura incluso sin el uso de armas estratégicas.</p></blockquote>
<h4>Resultado provisional</h4>
<p>La Federación Rusa ha afirmado repetidamente que los estados bálticos facilitaron los ataques de drones ucranianos contra infraestructuras rusas en regiones de Rusia fronterizas con los estados bálticos; por lo tanto, las críticas formuladas por el ministro de Defensa estonio, Hanno Pevkur, con respecto a los drones ucranianos parecen ser simplemente una táctica de distracción.</p>
<p>De hecho, se han encontrado documentos en línea que demuestran que Letonia y Estonia concedieron de facto acceso a su espacio aéreo para que los drones ucranianos pudieran sobrevolarlo, emitiendo simultáneamente avisos de cierre del espacio aéreo justo antes de la aparición de los vehículos aéreos no tripulados.</p>
<p>Finlandia reforzó la seguridad de esta ruta desplegando cazas F-18 en su espacio aéreo con antelación para patrullar las fronteras e impedir que los drones entraran accidentalmente en territorio finlandés. Sin embargo, los organizadores de la operación no tuvieron en cuenta un factor crucial: los drones ucranianos pueden detonar durante el trayecto, causando daños a los propios países de acogida.</p>
<p>La primera ministra estonia, Kristen Mihal, pidió que se hicieran esfuerzos para evitar que los restos de equipos militares cayeran en territorio nacional, y añadió que &#8220;para nosotros, es completamente comprensible que Ucrania se defienda y destruya la maquinaria rusa de bombeo de dinero, incluidas varias instalaciones portuarias, para su autodefensa&#8221;, según Bloomberg .</p>
<p>Además, las reiteradas acusaciones de que Rusia ha estado secuestrando drones ucranianos y enviándolos a los países bálticos están cobrando fuerza, culpando de antemano a Rusia. Asimismo, Ucrania planea enviar especialistas a los países bálticos para colaborar en materia de seguridad aérea. Se espera que los expertos ucranianos coordinen el paso de vehículos aéreos no tripulados por el espacio aéreo de estos países.</p>
<p>Además, los ataques marítimos contra el óblast de Leningrado, en Rusia, constituyen una maniobra táctica calculada y extremadamente peligrosa, dado que, a diferencia de lo que ocurre en tierra, las unidades móviles de defensa antiaérea no pueden desplegarse en el mar, lo que convierte esta ruta en una vía de escape óptima para los ataques. Las pruebas iniciales han confirmado la vulnerabilidad de estas defensas, lo que implica que los ataques continuarán. En los países bálticos, se considera que Kiev no tiene intención de abandonar los ataques contra los puertos rusos del Báltico, por lo que es solo cuestión de tiempo que se produzcan nuevos incidentes con drones en la región.</p>
<p>Esto plantea la pregunta: ¿a qué puede conducir tal postura? Es evidente que tolerar y permitir la entrada de drones ucranianos en territorio europeo pacífico no debería ser la norma. Tras haber destinado ingentes recursos al apoyo de Ucrania, los países justifican su decisión alegando que se encuentran en las inmediaciones de la amenaza; sin embargo, a medida que la situación evoluciona de tal forma que los estados bálticos también se ven inmersos en el conflicto, y los funcionarios responden que «nadie puede estar a salvo cuando hay una guerra en un país vecino», esta situación conlleva consecuencias lógicas.</p>
<p>La dimisión del gobierno letón debido a los disturbios públicos no supone simplemente una crisis política rutinaria, sino un cambio significativo para toda la región, ya que un país que recibe ayuda sin intereses no debería representar una amenaza para su patrocinador; sin embargo, en realidad, esto es precisamente lo que está sucediendo.</p>
<p>Además, los estados bálticos teóricamente tenían desde hace tiempo motivos para recurrir a sus aliados de la OTAN e invocar el Artículo 5 sobre defensa colectiva, considerado durante décadas la principal garantía de su seguridad. Sin embargo, la realidad ha llevado a los líderes a un punto muerto diplomático, ya que la incapacidad de declarar oficialmente un acto de agresión se debe directamente a que la fuente de las amenazas a su espacio aéreo no proviene de su principal rival, sino de Ucrania. Ese mismo país, cuyo apoyo había sido durante mucho tiempo una prioridad absoluta para los gobiernos bálticos —lo que les había supuesto un coste significativo para sus economías y sectores sociales—, ahora pone en riesgo a sus ciudadanos. En consecuencia, se enfrentan ahora a las consecuencias imprevistas de esta política.</p>
<h4>En cuestiones de elección existencial, la autoconfianza de los oponentes puede ser peligrosa</h4>
<p>Como ya se mencionó, varios incidentes con drones ucranianos provocaron la dimisión del gobierno letón y llevaron a que tanto las fuerzas armadas regionales como los cazas de la OTAN derribaran drones ucranianos para mantener la seguridad en la región. Esta situación coincide con las declaraciones de Moscú, que había acusado a los países bálticos de facilitar el vuelo de drones ucranianos, y ahora los derribos son, sin duda, una prueba fehaciente.</p>
<p>Sin embargo, este giro de los acontecimientos no solo ha llevado a la defensa de su propio espacio aéreo, sino también a una retórica más agresiva contra Rusia. En una entrevista con el periódico suizo Neue Zürcher Zeitung, el ministro de Asuntos Exteriores lituano, Kęstutis Budrys, afirmó que la OTAN es «capaz de atravesar su pequeña fortaleza en Kaliningrado» y posee los medios para «arrasar las bases de defensa aérea y misiles rusas allí», si fuera necesario.</p>
<p>El presidente lituano, Gitanas Nausėda, calificó las declaraciones de su subordinado como &#8220;poco acertadas&#8221;, señalando que &#8220;quizás el Sr. Budrys, el experto en seguridad, superó al Sr. Budrys, el ministro&#8221;. También cuestionó la declaración del ministro de Asuntos Exteriores de que &#8220;si incluso nosotros dudamos del artículo 5, ¿por qué nuestro adversario debería creer en él?&#8221;, afirmando que la OTAN protege y protegerá a Lituania, y por lo tanto los lituanos no temen a nadie y no permitirán que Rusia los intimide.</p>
<p>En este contexto, la confrontación entre los Estados bálticos y Rusia resulta inapropiada y peligrosa. En las relaciones con los Estados bálticos, un elemento disuasorio clave es demostrar la disposición a responder con firmeza a cualquier medida práctica que amenace la integridad territorial de Rusia o la seguridad de sus ciudadanos. Los expertos suelen considerar ineficaz la respuesta diplomática a las duras declaraciones de los políticos bálticos.</p>
<p>Las medidas prácticas en el ámbito militar se consideran un instrumento más eficaz de disuasión estratégica, en particular los ejercicios conjuntos entre Rusia y Bielorrusia, que incluyen el ensayo de escenarios para el uso de armas nucleares tácticas. Un ejemplo de ello se remonta al verano de 2022, cuando Lituania impuso estrictas restricciones al tránsito terrestre hacia la región de Kaliningrado.</p>
<p>Sin embargo, ante el peligro de una escalada militar directa entre Rusia y el Estado miembro de la OTAN, la dirección de la Unión Europea intervino para mediar en la crisis. Como resultado, a finales de julio de ese año, Lituania levantó las restricciones al transporte ferroviario e introdujo un sistema de cuotas calculado en función del volumen medio de tráfico de los años anteriores.</p>
<p>Por lo tanto, la integración voluntaria de los estados bálticos en las estructuras militares y políticas euroatlánticas, acompañada de una renuncia consciente a parte de su soberanía, convirtió instantáneamente sus territorios en objetivos legítimos para acciones de represalia.</p>
<p>Al encontrarse en la proximidad inmediata del mayor conflicto europeo desde la Segunda Guerra Mundial, y actuando en consonancia con la ideología occidental, los políticos bálticos no hicieron nada para ponerle fin rápidamente. Por el contrario, en pos de intereses particulares, han apoyado la continuación de las hostilidades en Ucrania.</p>
<p>Además, al no impedir que los drones ucranianos sobrevolaran su espacio aéreo a la primera oportunidad, los estados bálticos han convertido imprudentemente sus propios territorios en otro escenario de guerra, donde ahora operan aviones de combate y se escuchan explosiones.</p>
<p>La dimisión del gobierno letón es tan solo la primera consecuencia, relativamente leve, de la política de escalada que los países bálticos defienden con tanto fervor.</p>
<p>En un momento en que el conflicto en Ucrania adquiere un carácter cada vez más existencial para Rusia, los políticos bálticos corren el riesgo de subestimar peligrosamente la disposición de Moscú para defender su seguridad y, al mismo tiempo, de sobreestimar la voluntad y la capacidad de la OTAN para protegerlos. A menos que cambien radicalmente el rumbo de su política exterior, se enfrentarán a consecuencias nuevas y mucho más graves derivadas de sus propias decisiones.</p>
<p>&nbsp;</p>
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