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		<title>Não Passarão: Sobre o 3 de Fevereiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Feb 2024 20:51:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Indymedia]]></category>
		<category><![CDATA[Movimentos Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Anti Racismo]]></category>
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					<description><![CDATA[via: @naopassaraonuncapassarao SOBRE O 3 DE FEVEREIRO No último sábado, 03 de fevereiro, evidenciou-se, mais uma vez, a complacência das forças de segurança com os grupos racistas de extrema direita. Após terem sido proibidos pela justiça e terem recurso negado, um agrupamento neonazi insistiu marchar sob o detestável slogan &#8220;Contra a Islamização da Europa&#8221;, reunindo [&#8230;]]]></description>
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<p>via: <a href="https://www.instagram.com/p/C3BPjI6sasr/?igsh=Mmwyc2xxdzBkN2hk">@</a><a href="https://www.instagram.com/naopassaraonuncapassarao/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">naopassaraonuncapassarao</a></p>



<p><strong>SOBRE O 3 DE FEVEREIRO</strong></p>



<p>No último sábado, 03 de fevereiro, evidenciou-se, mais uma vez, a complacência das forças de segurança com os grupos racistas de extrema direita. Após terem sido proibidos pela justiça e terem recurso negado, um agrupamento neonazi insistiu marchar sob o detestável slogan &#8220;Contra a Islamização da Europa&#8221;, reunindo pouco mais de 3 dezenas de racistas. Este processo contou com a escolta ostensiva da PSP, que fez tudo o que estava ao seu alcance para garantir que o grupo neonazi cumpria o seu objetivo de marchar.<br><br>Simultaneamente, cerca de 40 coletivos e associações juntaram mais de 2 mil pessoas no largo do Intendente para fazer uma concentração de caráter político-cultural para celebrar a diversidade e dizer um sonoro &#8220;NÃO&#8221; ao racismo e fascismo. O protesto cultural contou com artistas migrantes de diversas partes do mundo, além de contar com discursos e gritos de protesto contra o racismo, o fascismo e o colonialismo. Durante 6 horas, garantiu-se um espaço seguro, naquela que é a zona com maior diversidade cultural de Portugal, e que estava, há semanas, ameaçada de ataque por estes grupelhos racistas. Esta manifestação contrariava conscientemente a recomendação do presidente da junta de freguesia de Arroios, que, demonstrando uma clara complacência com o que há de pior na sociedade portuguesa, apelou para que migrantes e pessoas racializadas ficassem em casa, entregando as ruas a estes grupelhos neonazis. Cabe ressaltar que a proibição da manifestação racista só se deu devido à iniciativa da sociedade civil, convocando, a partir das suas bases, uma reação antirracista.</p>



<p>Enquanto ocorria a concentração no largo do Intendente, reuniram-se mais de uma centena de pessoas para afrontar e tentar barrar o percurso de ódio da marcha nazifascista, rumo à Praça do Município. Ao ingressarem no Largo do Municipio, e colocarem-se em posição de bloqueio, cantando cânticos de repúdio ao fascismo e ao racismo, a PSP, sem dar nenhum aviso prévio, ou encetar qualquer tentativa de diálogo, atacou violentamente os manifestantes antirracistas, com bastonadas, socos e pontapés, numa ação completamente desmedida e desproporcional com a situação. Nenhum agente de polícia estava identificado. Seis pessoas foram parar ao hospital, pelo simples motivo de serem ativamente antirracistas. Ainda foram detidas três pessoas, libertadas logo em seguida, sem acusação.</p>



<p>Junto aos nazis, os polícias estavam sorrindo, apertando as mãos e dando palmadinhas nas costas. Acreditamos que isto não é acidente: há não muito tempo foi publicado um dossier, por diversos meios de comunicação, mostrando o quão alastrada são as ideias da extrema direita dentro das forças policiais. Esta afinidade reflete-se em situações como esta, que acabam sendo uma amostra da seletividade eletiva com que operam as forças. Isto mostra que a partir das forças de segurança, não há segurança possivel para as pessoas racializadas, migrantes e dissidentes políticos e sexuais. Repudiamos ainda o papel da mídia de massa, que serviu de microfone para o racismo e o fascismo, realizando um directo durante a marcha neonazi com direito a entrevistas com racistas notórios e reprodução acrítica de palavras e discursos de ódio.</p>



<p>Alguns diriam que os neo-nazis estavam ordeiramente a usufruir da sua liberdade de expressão, enquanto faziam saudações nazis, gritavam por passados coloniais, pela supremacia branca e pelo ódio racial. Uma caricatura assustadora da ordem social em que vivemos, personificada pelos assassinos de Alcindo Monteiro e seus apoiantes, desfilou pelas ruas do centro de Lisboa, levados ao colo pela PSP.</p>



<p>Na complexa linha de comandos que dá legitimidade a uma mão cheia de polícias, o uso da violência extrema, contra mais de uma centena de contra-manifestantes que se opunham a tudo o que está referido acima, foi legitimado por uma série de responsáveis que não pensaram duas vezes antes de emitir ordens para partir cabeças às pessoas que se encontravam em frente à Camâra Municipal da cidade onde habitam, gritando &#8220;fascismo nunca mais&#8221;. Tal como a 10 de Junho de 1978 &#8211; quando a PSP disparou a matar contra uma contra manifestação antifascista exatamente nas mesmas ruas, assassinando José Jorge Morais, a história repete-se. 46 anos depois, a mesma força policial provou, mais uma vez, que a sua índole fascista, racista e de controlo social é estrutural, faz parte da sua essência e não pode ser reformada. Novamente, vemos que a luta contra o racismo e o fascismo nunca foi feita com a permissão das forças de ordem, muito pelo contrário.<br>Para pessoas migrantes e racializadas, um desfile supremacista como o que ocorreu no dia 03 é de uma violência tremenda: questiona o status da nossa humanidade, colocando-nos em uma categoria inferior; ameaça a nossa integridade física e moral, apontando-nos como responsáveis por tudo que há de errado no país; nos rebaixa e marginaliza. Não há complacência possivel com este tipo de violência. Saudamos todes aqueles que ousaram se levantar contra estes seres abjetos. </p>



<p>Não passarão!</p>



<p>Fascistas, racistas,<br>chegou a vossa hora!<br>Os imigrantes ficam<br>e vocês vão embora!</p>
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