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		<title>Dia Internacional pela Despatologização das Identidades Trans</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Oct 2023 14:44:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Discriminação]]></category>
		<category><![CDATA[Indymedia]]></category>
		<category><![CDATA[Queer Feminismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Direitos Trans são Direitos Humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[A 22 de Outubro, assinala-se o Dia Internacional pela Despatologização das Identidades Trans. Este dia, convocado pela STP – Stop Trans Pathologization e resulta de uma iniciativa de ativistas na primeira década do século XXI. Desde 2007 que são realizadas mobilizações pela despatologização das identidades trans. Historicamente, esta campanha visa a retirada da classificação dos […]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A 22 de Outubro, assinala-se o Dia Internacional pela Despatologização das Identidades Trans. Este dia, convocado pela STP – Stop Trans Pathologization e resulta de uma iniciativa de ativistas na primeira década do século XXI. Desde 2007 que são realizadas mobilizações pela despatologização das identidades trans. Historicamente, esta campanha visa a retirada da classificação dos processos de reafirmação de género como trastorno mental no catálogo de diagnósticos (DSM da Associação de Psiquiatria Americana e CID da Organização Mundial de Saúde).</p>
<p>Também se procura promover um acesso aos cuidados de saúde trans específicos e trans não específicos digno, sustentável, público e gratuito. Promover um acesso aos tratamentos trans específicos com base no consentimento informado. Promover o acesso à autodeterminação de género sem qualquer requisito médico, algo que a lei portuguesa nº 38/2018 veio concretizar, em todos os lugares. Promovemos a despatologização das diversidade de género na infância e a abolição de tratamentos de normalização a pessoas intersexo.</p>
<p>Este dia também nos relembra que o questionamento do binarismo das normas sociais, da cis-norma é importante para visibilizar e despatologizar outras vivências e realidades. O questionamento deste modelo visa também entender como funcionam os mecanismos de género e como a transfobia opera contra pessoas de identidades dissidentes. É importante relembrar que não é o facto de alguém ser trans que fere ou mata, mas sim a transfobia que a sociedade transporta consigo.</p>
<p>Com o crescimento e ascensão de forças políticas e ideológicas que perpetuam o discurso de ódio e que procuram ver os nossos direitos questionados e negados, é necessário continuar a lutar para existir. Neste momento histórico, mais do que nunca, devemos procurar a união e lutar pela nossa visibilidade e pelo nosso posicionamento na sociedade.</p>
<p>Por tudo isto e muito mais, assinalamos este dia.</p>
<p>Porque ser trans é existir e resistir.</p>
<p>Créditos:<a href="https://ilga-portugal.pt/dia-internacional-da-despatologizacao-trans/"> ILGA-PORTUGAL.PT</a></p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-attachment-id="2074" data-permalink="https://leiturasqueer.wordpress.com/2023/10/22/dia-internacional-pela-despatologizacao-das-identidades-trans/img/" data-orig-file="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/10/4_img.jpg" data-orig-size="1245,701" data-comments-opened="0" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="img" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/10/2_img.jpg" data-large-file="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/10/img.jpg" data-id="2074" src="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/10/img.jpg" alt="" class="wp-image-2074" srcset="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/10/img.jpg 1024w, https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/10/1_img.jpg 150w, https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/10/2_img.jpg 300w, https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/10/3_img.jpg 768w, https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/10/4_img.jpg 1245w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Sylvia Rivera na Marcha ACT-UP,  1994</figcaption></figure>
</figure>
<blockquote class="wp-block-quote">
<p>&#8220;<strong>Não podemos continuar a ser invisíveis. Temos de ser visíveis. Não devemos ter vergonha de quem somos. Temos de mostrar ao mundo que somos numerosas. Há muitas de nós por aí.</strong>&#8220;</p>
<p><cite>Silvya Rivera</cite></p></blockquote>
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		<title>A paz, o pão, saúde, educação, habitação: Orgulho e Resistência em 2023</title>
		<link>https://indymedia.pt/32929/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Oct 2023 10:23:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Habitação]]></category>
		<category><![CDATA[Indymedia]]></category>
		<category><![CDATA[Poder e Autodeterminação]]></category>
		<category><![CDATA[Queer Feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Extrema-Direita]]></category>
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		<category><![CDATA[Ideologia de Género]]></category>
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					<description><![CDATA[O título é de uma famosa música de intervenção de Sérgio Godinho. Editada em 1974, fruto da revolução democrática dos cravos, Liberdade, é não só o nome de uma longínqua cantiga, referência de uma luta antiga, mas, na ordem do dia, labuta do movimento LGBTQIA+ português.  Desde 2000 que o movimento ativista LGBTQIA+ em Portugal […]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O título é de uma famosa música de intervenção de Sérgio Godinho. Editada em 1974, fruto da revolução democrática dos cravos, Liberdade, é não só o nome de uma longínqua cantiga, referência de uma luta antiga, mas, na ordem do dia, labuta do movimento LGBTQIA+ português.&nbsp;</p>



<p>Desde 2000 que o movimento ativista LGBTQIA+ em Portugal tem mostrado um crescendo. Somando-lhe diferentes causas e reivindicações, alianças, geografias e conquistas e desafios chegamos a Outubro de 2023 com o número inédito e exemplar de 27 cidades portuguesas a saírem à rua e manifestarem o seu orgulho contra o conservadorismo, pelo direito a ter direitos, pela liberdade em se ser e amar quem quiser, por uma sociedade mais tolerante e menos desigual.</p>



<p>Em retrospetiva, começamos o ano de 2023 com a 1ª Marcha da Visibilidade Trans no Porto, uma marcha inaugural que contando com mais de 500 participantes contestou a visibilidade e direitos das comunidades Trans na cidade que fora paco de um dos assassinatos mais vis que a sociedade portuguesa assistiu este século. Prosseguiu-se, a 17 de Maio, &nbsp;Dia Internacional contra a Homofobia e Transfobia, a 14ª Marcha contra a Homofobia e Transfobia de Coimbra, seguindo-lhe Vila Real, Covilhã, Algarve, Braga, Peniche, Aveiro, Sintra, Lisboa, entre tantas outras, do norte ao sul do país, no continente e ilhas, que celebrando conquistas não se esqueceram do que falta cumprir.</p>



<p>Terminamos o calendário de marchas LGBTQIA+ na cidade de Viseu com a 6ª Marcha de Viseu pelos Direitos LGBTQIA+ sobe o mote “Pela justiça interseccional, contra a opressão estrutural<strong>”. </strong>Uma marcha no interior do país, outrora capital nacional da Homofobia, que relembra como o caminho da igualdade mostra tardar em cumprir-se. Como apesar de nas últimas duas décadas se ter assistido ao desenrolar de leis em prol da igualdade e não discriminação com base na orientação sexual, identidade e ou expressão de género, as práticas sociais continuam a mostrar o símbolo da diferença entre as leis e as práticas.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/10/rni-films-img-38d0e898-1a4a-4d48-9c68-9a4bc351a18c.jpg" alt="" class="wp-image-1883"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>6.ª Marcha de Viseu Pelos Direitos LGBTQIA+</strong></figcaption></figure>



<p>Num momento de polarizações e de fundamentalismos, do uso dos <em>social media</em> e plataformas digitais para propagar conteúdos de desinformação e diabolização LGBTQIA+, da proliferação do medo e normalização das formas de violência no espaço público, não foram esquecidos pelo movimento ativista episódios como os protestos “transfake” de Keyla Brasil e Dusty Whistles no Teatro São Luiz em Lisboa; os ataques da “ideologia de género” nas escolas por Rita Matias, deputada da extrema-direita no Parlamento; e por último, a manifestação&nbsp;«Não há orgulho no apartheid!» contra o&nbsp;<em>pinkwashing&nbsp;</em>colonial israelita que continua a explorar, matar e oprimir as pessoas LGBTQIA+ palestinianas.</p>



<p>Certamente que também não foram esquecidas as formas de intolerância e violência homofóbica e transfóbica assistidas no 1ª Pride de Évora, nas marchas de Leiria e Bragança, ou mais recentemente, do boicote à apresentação do livro “No Meu Bairro”, o livro&nbsp;infanto-juvenil de Lúcia Vicente, episódios que mostram como a liberdade de expressão de grupos minoritários continuam a ser alvo de tentativas de inviabilização e censura.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/10/230929_20230929190619__mb_8280-01.jpg" alt="" class="wp-image-1886"/><figcaption class="wp-element-caption">Manifestações contra a apresentação do livro “No Meu Bairro” de Lúcia Vicente</figcaption></figure>



<p>Acontecimentos tais que mostram o retrocesso democrático assistido nos últimos anos&nbsp; e a evolução de dialéticas morais que colocam nas identidades e corpos LGBTQIA+ a ameaça ao futuro da sociedade/humanidade. Portugal, mostra cada vez mais não o distanciamento desejável mas a proximidade com&nbsp; o retrocesso legal assistido em países como Itália, Polónia e Hungria. A deputada do Chega, Rita Matias, declarara publicamente que se o seu partido formasse governo em Portugal, todas as leis produzidas em torno da igualdade e não discriminação da identidade e/ou expressão de género, orientação sexual e características sexuais seriam revertidas.</p>



<p>Sem querer criar alarmismos, talvez fosse melhor refletirmos sobre a importância de continuar a marchar. A necessidade de construção de alianças entre diferentes movimentos sociais, numa luta interseccional contra a opressão estrutural. Num país periférico, pobre, de democracia frágil como Portugal, o movimento ativista LGBTQIA+ mostra enfrentar-se com novos desafios políticos e sociais em torno de velhas causas como o direito à paz, ao pão, à&nbsp; saúde, educação e habitação. Bem sabemos sobre quem recaem as consequências de uma crise social, política e económica, alimentada por um contexto de guerra. Também sabemos que, se o calendário de marchas LGBTQIA+ mostrara chegar ao fim deste ano, as nossas lutas mostram estar longe do seu fim.</p>
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