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	<title>Extrema-Direita &#8211; indymedia.pt</title>
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		<title>Membro de extrema direita detido após ameaças de morte a jornalista brasileira em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Oct 2025 12:54:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Discriminação]]></category>
		<category><![CDATA[Extrema-Direita]]></category>
		<category><![CDATA[Terrorismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Membro de extrema direita detido pela PJ por ameaças de morte a jornalista brasileira. Ameaças foram cometidas em setembro. A Unidade de Contraterrorismo da Polícia Judiciária deteve na manhã desta terça-feira um elemento de extrema-direita por incitamento ao ódio e ameaças de morte à jornalista brasileira Stefani Costa, que trabalha em Portugal, apurou a CNN [&#8230;]]]></description>
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<p class="reader-title"><strong>Membro de extrema direita detido pela PJ por ameaças de morte a jornalista brasileira. Ameaças foram cometidas em setembro.</strong></p>
<p class="reader-title">A Unidade de Contraterrorismo da Polícia Judiciária deteve na manhã desta terça-feira um elemento de extrema-direita por incitamento ao ódio e ameaças de morte à jornalista brasileira Stefani Costa, que trabalha em Portugal, apurou a CNN Portugal. Na rede social X, entre outras publicações onde faz comentários nomeadamente de apologia neonazi, Bruno Silva afirmou oferecer dinheiro “a quem realizar um massacre e exterminar pelo menos 100 brasileiros em Portugal”. Por fim disse dar “um bónus de 100 mil euros a quem me trouxer a cabeça de Stefani Costa”. Estas ameaças foram cometidas em setembro, depois de, em junho do ano passado, o mesmo homem ter enviado à jornalista uma imagem a segurar “armas que seriam usadas para matá-la”. A vítima apresentou queixa ao Ministério Público, com o apoio da embaixada brasileira, e o processo está a correr no DIAP de Lisboa, em articulação com a PJ.&nbsp; Esta terça-feira, o suspeito, Bruno Silva, foi detido em casa, na zona de Vila Real, e será presente a um juiz em Lisboa. As últimas ameaças, de setembro, ocorreram dias depois de a PJ ter detido outro homem que nas redes sociais disse oferecer “500 euros por cada cabeça de brasileiro decapitado”.»</p>
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<p><a href="https://cnnportugal.iol.pt/stefani-costa/policia-judiciaria/membro-de-extrema-direita-detido-pela-pj-por-ameacas-de-morte-a-jornalista-brasileira/20251021/68f774d1d34ee0c2fed1809e">https://cnnportugal.iol.pt/stefani-costa/policia-judiciaria/membro-de-extrema-direita-detido-pela-pj-por-ameacas-de-morte-a-jornalista-brasileira/20251021/68f774d1d34ee0c2fed1809e</a></p>
<p>Três dias depois de a Polícia Judiciária <a href="https://www.publico.pt/2025/09/10/publico-brasil/noticia/mp-abre-inquerito-homem-ofereceu-500-euros-cabeca-brasileiro-torna-reu-2146719">prender o português João Paulo Silva Oliveira</a> — ele já foi solto — por oferecer 500 euros por cabeça de brasileiro decapitado, a jornalista Stefani Costa, do Ópera Mundi, foi ameaçada de morte por outro extremista de direita, Bruno Silva, (agora preso.)</p>
<p><a href="https://www.publico.pt/2025/09/11/publico-brasil/noticia/jornalista-brasileira-portugal-recebe-ameaca-morte-mp-investiga-2146875?utm_source=copy_paste">https://www.publico.pt/2025/09/11/publico-brasil/noticia/jornalista-brasileira-portugal-recebe-ameaca-morte-mp-investiga-2146875</a></p>
<h4 class="post__title">Correspondente de Opera Mundi é ameaçada por extremista português</h4>
<p>[&#8230;] “Não é a primeira vez que recebo ameaças de morte; já aconteceu várias vezes. Inclusive, já fui agredida na rua por um eleitor do Chega [partido político de direita radical], apenas por ser brasileira”, declarou a jornalista a <strong>Opera Mundi</strong>. [&#8230;]&nbsp;Stefani também explicou que o fato de ser jornalista e escrever sobre temas sensíveis e direitos humanos a torna alvo. “Em 2024, o líder do Chega, André Ventura, chegou a publicar um vídeo nas redes sociais segurando uma tesoura e uma reportagem que escrevi sobre ele, feita para uma revista”.</p>
<p>A correspondente em Portugal&nbsp;relembrou outro episódio de violência: “já fui intimidada dentro do Parlamento português por uma deputada do partido e por pessoas ligadas a movimentos neonazistas”. E acrescentou que “<a href="https://operamundi.uol.com.br/politica-e-economia/portugal-notifica-mais-de-5-mil-brasileiros-a-deixar-pais-voluntariamente-ou-a-forca/">essas atitudes acabam legitimando o comportamento violento</a> de alguns apoiadores da extrema direita”.</p>
<p><a href="https://operamundi.uol.com.br/sociedade/correspondente-de-opera-mundi-ameacada-de-morte-por-extremista-portugues/">https://operamundi.uol.com.br/sociedade/correspondente-de-opera-mundi-ameacada-de-morte-por-extremista-portugues/</a></p>
<h3>&nbsp;</h3>
<h3>&nbsp;</h3>
<p>A Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal (AIEP) divulgou uma nota de repúdio, condenando as ameaças direcionadas a Stefani Costa.</p>
<p><em>NOTA DE REPÚDIO</em></p>
<p><em>A Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal (AIEP) repudia, veementemente, as ameaças de morte feitas, por meio das redes sociais, à correspondente em Portugal do <strong>Opera Mundi</strong>, Stefani Costa, da plataforma UOL. Ela vem sendo reiteradamente atacada por extremistas de direita.</em></p>
<p><em>Em post nas redes sociais, o extremista que se intitula Bruno Silva, escreve: “estou a oferecer um dos meus apartamentos no centro de Lisboa, avaliado em média em 300 mil euros, a quem realizar um massacre e exterminar pelo menos 100 brasileiros em Portugal, e darei um bônus adicional de 100 mil euros a quem me trouxer a cabeça de Stefani Costa”.</em></p>
<p><em>Stefani já denunciou as ameaças ao Ministério Público há um ano. Um inquérito foi aberto, mas ainda está em fase de investigação, pois as plataformas se recusam a revelar a verdadeira identidade de Bruno Silva e de outros extremistas que disseminam o ódio em Portugal.</em></p>
<p><em>A AIEP cobrará das autoridades portuguesas que ajam com rigor no sentido de coibir esses ataques a jornalistas e a quaisquer cidadãos, independentemente de sua origem, raça ou credo. Em uma nação democrática, que preza pelos valores humanistas, não pode haver espaço para a intolerância.</em></p>
<p><em>A Associação dará todo suporte à jornalista Stefani Costa para que não se intimide diante dos intolerantes.</em></p>
<p><em>O jornalismo sério é ferramenta fundamental para enfrentar a onda de desinformação. Portugal, segundo estudo do Observatório Europeu dos Meios de Comunicação Digitais (EDMO), que faz o monitoramento mensal dos temas usados pelos disseminadores de conteúdos falsos, tornou-se o epicentro de fake news da Europa quando o tema é a imigração.</em></p>
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		<title>A paz, o pão, saúde, educação, habitação: Orgulho e Resistência em 2023</title>
		<link>https://indymedia.pt/32929/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Oct 2023 10:23:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Habitação]]></category>
		<category><![CDATA[Indymedia]]></category>
		<category><![CDATA[Poder e Autodeterminação]]></category>
		<category><![CDATA[Queer Feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Extrema-Direita]]></category>
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		<category><![CDATA[Lúcia Vicente]]></category>
		<category><![CDATA[Marchas LGBTQIA+]]></category>
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					<description><![CDATA[O título é de uma famosa música de intervenção de Sérgio Godinho. Editada em 1974, fruto da revolução democrática dos cravos, Liberdade, é não só o nome de uma longínqua cantiga, referência de uma luta antiga, mas, na ordem do dia, labuta do movimento LGBTQIA+ português.  Desde 2000 que o movimento ativista LGBTQIA+ em Portugal […]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O título é de uma famosa música de intervenção de Sérgio Godinho. Editada em 1974, fruto da revolução democrática dos cravos, Liberdade, é não só o nome de uma longínqua cantiga, referência de uma luta antiga, mas, na ordem do dia, labuta do movimento LGBTQIA+ português.&nbsp;</p>



<p>Desde 2000 que o movimento ativista LGBTQIA+ em Portugal tem mostrado um crescendo. Somando-lhe diferentes causas e reivindicações, alianças, geografias e conquistas e desafios chegamos a Outubro de 2023 com o número inédito e exemplar de 27 cidades portuguesas a saírem à rua e manifestarem o seu orgulho contra o conservadorismo, pelo direito a ter direitos, pela liberdade em se ser e amar quem quiser, por uma sociedade mais tolerante e menos desigual.</p>



<p>Em retrospetiva, começamos o ano de 2023 com a 1ª Marcha da Visibilidade Trans no Porto, uma marcha inaugural que contando com mais de 500 participantes contestou a visibilidade e direitos das comunidades Trans na cidade que fora paco de um dos assassinatos mais vis que a sociedade portuguesa assistiu este século. Prosseguiu-se, a 17 de Maio, &nbsp;Dia Internacional contra a Homofobia e Transfobia, a 14ª Marcha contra a Homofobia e Transfobia de Coimbra, seguindo-lhe Vila Real, Covilhã, Algarve, Braga, Peniche, Aveiro, Sintra, Lisboa, entre tantas outras, do norte ao sul do país, no continente e ilhas, que celebrando conquistas não se esqueceram do que falta cumprir.</p>



<p>Terminamos o calendário de marchas LGBTQIA+ na cidade de Viseu com a 6ª Marcha de Viseu pelos Direitos LGBTQIA+ sobe o mote “Pela justiça interseccional, contra a opressão estrutural<strong>”. </strong>Uma marcha no interior do país, outrora capital nacional da Homofobia, que relembra como o caminho da igualdade mostra tardar em cumprir-se. Como apesar de nas últimas duas décadas se ter assistido ao desenrolar de leis em prol da igualdade e não discriminação com base na orientação sexual, identidade e ou expressão de género, as práticas sociais continuam a mostrar o símbolo da diferença entre as leis e as práticas.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/10/rni-films-img-38d0e898-1a4a-4d48-9c68-9a4bc351a18c.jpg" alt="" class="wp-image-1883"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>6.ª Marcha de Viseu Pelos Direitos LGBTQIA+</strong></figcaption></figure>



<p>Num momento de polarizações e de fundamentalismos, do uso dos <em>social media</em> e plataformas digitais para propagar conteúdos de desinformação e diabolização LGBTQIA+, da proliferação do medo e normalização das formas de violência no espaço público, não foram esquecidos pelo movimento ativista episódios como os protestos “transfake” de Keyla Brasil e Dusty Whistles no Teatro São Luiz em Lisboa; os ataques da “ideologia de género” nas escolas por Rita Matias, deputada da extrema-direita no Parlamento; e por último, a manifestação&nbsp;«Não há orgulho no apartheid!» contra o&nbsp;<em>pinkwashing&nbsp;</em>colonial israelita que continua a explorar, matar e oprimir as pessoas LGBTQIA+ palestinianas.</p>



<p>Certamente que também não foram esquecidas as formas de intolerância e violência homofóbica e transfóbica assistidas no 1ª Pride de Évora, nas marchas de Leiria e Bragança, ou mais recentemente, do boicote à apresentação do livro “No Meu Bairro”, o livro&nbsp;infanto-juvenil de Lúcia Vicente, episódios que mostram como a liberdade de expressão de grupos minoritários continuam a ser alvo de tentativas de inviabilização e censura.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/10/230929_20230929190619__mb_8280-01.jpg" alt="" class="wp-image-1886"/><figcaption class="wp-element-caption">Manifestações contra a apresentação do livro “No Meu Bairro” de Lúcia Vicente</figcaption></figure>



<p>Acontecimentos tais que mostram o retrocesso democrático assistido nos últimos anos&nbsp; e a evolução de dialéticas morais que colocam nas identidades e corpos LGBTQIA+ a ameaça ao futuro da sociedade/humanidade. Portugal, mostra cada vez mais não o distanciamento desejável mas a proximidade com&nbsp; o retrocesso legal assistido em países como Itália, Polónia e Hungria. A deputada do Chega, Rita Matias, declarara publicamente que se o seu partido formasse governo em Portugal, todas as leis produzidas em torno da igualdade e não discriminação da identidade e/ou expressão de género, orientação sexual e características sexuais seriam revertidas.</p>



<p>Sem querer criar alarmismos, talvez fosse melhor refletirmos sobre a importância de continuar a marchar. A necessidade de construção de alianças entre diferentes movimentos sociais, numa luta interseccional contra a opressão estrutural. Num país periférico, pobre, de democracia frágil como Portugal, o movimento ativista LGBTQIA+ mostra enfrentar-se com novos desafios políticos e sociais em torno de velhas causas como o direito à paz, ao pão, à&nbsp; saúde, educação e habitação. Bem sabemos sobre quem recaem as consequências de uma crise social, política e económica, alimentada por um contexto de guerra. Também sabemos que, se o calendário de marchas LGBTQIA+ mostrara chegar ao fim deste ano, as nossas lutas mostram estar longe do seu fim.</p>
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