<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><?xml-stylesheet href="https://indymedia.pt/wp-content/plugins/pretty-rss-feeds/xslt/pretty-feed.xsl" type="text/xsl" media="screen" ?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>género &#8211; indymedia.pt</title>
	<atom:link href="https://indymedia.pt/tag/genero/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://indymedia.pt</link>
	<description>Centro de Média Independente - Portugal</description>
	<lastBuildDate>Tue, 28 Nov 2023 20:22:47 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	
<image>
	<url>https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2025/11/7BAA20C4-76F1-4BDB-B457-1302DEA0F323-150x150.png</url>
	<title>género &#8211; indymedia.pt</title>
	<link>https://indymedia.pt</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Uma Visão Interdisciplinar sobre Transexualidade no séc. XXI</title>
		<link>https://indymedia.pt/32325/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Oct 2023 17:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Indymedia]]></category>
		<category><![CDATA[Queer Feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Sociais e Humanas]]></category>
		<category><![CDATA[género]]></category>
		<category><![CDATA[Joana Brinca]]></category>
		<category><![CDATA[Joana Vale Guerra]]></category>
		<category><![CDATA[Leituras Interseccionais]]></category>
		<category><![CDATA[LGBTQIA+]]></category>
		<category><![CDATA[Nélson Alves Ramalho]]></category>
		<category><![CDATA[Queer]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Trans]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://leiturasqueer.wordpress.com/?p=1777</guid>

					<description><![CDATA[coord. Joana Brinca “O reconhecimento da identidade de género integra em si uma importante conquista no campo dos direitos humanos, mas ao mesmo tempo coloca novos desafios que necessitam ser conhecidos e ultrapassados para que as pessoas e as sociedades colham os benefícios práticos da apologia da justiça social e especialmente da dignidade humana.” Joana […]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>coord. Joana Brinca</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“O reconhecimento da identidade de género integra em si uma importante conquista no campo dos direitos humanos, mas ao mesmo tempo coloca novos desafios que necessitam ser conhecidos e ultrapassados para que as pessoas e as sociedades colham os benefícios práticos da apologia da justiça social e especialmente da dignidade humana.”</p>



<p><cite>Joana Vale Guerra, <strong>Uma Visão Interdisciplinar sobre Transexualidade no séc. XXI </strong>(ed. Húmus, 2022)</cite></p>
</blockquote>



<p>Existe um corpo crescente de literatura que documenta as formas de estigmatização, marginalização e exclusão de pessoas trans, de género diverso e não binárias devido à sua expressão e/ou identidade de género. A academia possui um papel importante nesse processo que é o da construção de conhecimento e desconstrução de normas e padrões impostos socialmente, numa relação de criação de pensamento crítico sobre todas as formas de preconceito e discriminação para a vivência em sociedades abertas a todas as vivências ou identidades. Este livro é um claro exemplo desse trabalho em torno de identidades trans e género diverso.</p>



<p>Dividido em seis ensaios principais, com contributos de autores de áreas disciplinares diferenciadas, desde a psicologia, antropologia, direito ao serviço social, este livro traz-nos temas como vários como corpo, género e sexualidade, preconceito e saúde mental, serviço social, numa ótica, claro está, direcionada às experiências de pessoas trans, não binárias e de género diverso em Portugal.</p>



<p>Com enfoque na realidade portuguesa, país que começara a debruçar-se sobre as reivindicações e direitos de pessoas trans apenas recentemente, mostrando desenvolver um conjunto de leis sobre identidade de género e autodeterminação na última década, esta obra coordenada por Joana Brinca, professora auxiliar da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, mostra como as expressões mais tradicionais de preconceito evoluíram de expressões mais flagrantes para expressões mais subtis e como o preconceito resulta do desconforto da crescente visibilidade LGBTIQ, percepcionada como ameaça aos valores e instituições tradicionalmente associados à heterossexualidade.</p>



<p>Quando olhamos para as identidades trans e para as formas de preconceito que estas pessoas são sujeitas, somos irremediavelmente remetidos para discursos patologizantes sobre a identidade e expressão de género destas pessoas. Em Portugal, até 2016 com a promulgação da lei de autodeterminação da identidade de género, a transexualidade estava fortemente remetida aos discursos médicos veiculando a ideia de doença e da impossibilidade de as pessoas trans desenvolverem as suas identidades de forma protegida e em segurança.</p>



<p>Porém, ainda que sem necessidade de um relatório médico para afirmar a sua identidade de género socialmente, o modelo médico continuando a focar-se na biologia e no binarismo de género, na hegemonia da relação entre sexo biológico e identidade de género, continua a mostrar criar formas de discriminação e desinformação quanto às identidades e experiências trans. Realidade que traz consigo repercussões múltiplas, desde aquelas relacionadas com a saúde mental e física de pessoas trans, como as dificuldades ao nível social e económico como é o acesso ao mercado de trabalho regulado, habitação, educação e cuidados de saúde especializados.</p>



<p>Percebemos que os discursos sobre género, sexo e sexualidade ainda são alvo de forte controvérsia, especialmente aquando legam narrativas de poder patriarcal em que transformam o corpo em objeto de conhecimento e vigilância, de fiscalização e disciplina como são aqueles que pretendem moldar os comportamentos de pessoas LGBTQIA+ através das forças legais e institucionais.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“De acordo com o LGBTQI Inclusive Education Índex (2017) Portugal dispõe de boas políticas e princípios de base neste âmbito, mas carece de implementação de medidas concretas de combate à discriminação em função da orientação sexual, identidade ou expressão de género e características sexuais. (…) A necessidade de assegurar a viabilidade de respostas possíveis para cada forma de viver a transexualidade.”</p>



<p><cite>Joana Vale Guerra, <strong>Uma Visão Interdisciplinar sobre a Transexualidade no séc. XXI </strong>(ed. Húmus, 2022)</cite></p>
</blockquote>



<p>O livro mostra-nos que apesar de hoje a lei portuguesa reconhecer o direito à identidade às pessoas transexuais, a sua cidadania plena exige um trabalho continuado contra a discriminação de que são alvo e a garantia do acesso a cuidados de saúde. As pessoas trans continuam sujeitas a significativas formas de discriminação e violência em Portugal, em certa parte devido à inação e invisibilização que Estado português teve durante anos, sendo agora, mais do que nunca, adaptar as leis para que todas as pessoas sejam reconhecidas e incluídas no espetro das políticas públicas que acautela o exercício dos seus direitos e liberdades.</p>



<p>Este é um livro que embora com um pendor cientifico mostra ser de leitura acessível e clara, permitindo abrir o debate público para a transexualidade e para uma visão mais afirmativa e inclusiva das pessoas transexuais na sociedade portuguesa.</p>



<p><strong><em>ISBN:&nbsp;</em></strong>9789897558184 <strong><em>Editor:&nbsp;</em></strong>Húmus <strong><em>Páginas:&nbsp;</em></strong>138</p>



<p></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Cadela</title>
		<link>https://indymedia.pt/32314/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Oct 2023 10:33:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Indymedia]]></category>
		<category><![CDATA[Dom Quixote]]></category>
		<category><![CDATA[Feminismos]]></category>
		<category><![CDATA[género]]></category>
		<category><![CDATA[Interseccionalidade]]></category>
		<category><![CDATA[La Perra]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Latino-Americana]]></category>
		<category><![CDATA[maternidade]]></category>
		<category><![CDATA[Pilar Quintana]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://leiturasqueer.wordpress.com/?p=1766</guid>

					<description><![CDATA[Pilar Quintana “Durante o dia, Damaris andava com a cadela metida no sutiã, entre os seus seios macios e generosos, para a manter quente. A noite, deixava-a na caixa de cartão que o senhor Jaime lhe tinha oferecido, com uma botija de água quente e a camisa que tinha usado durante o dia, para que […]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Pilar Quintana</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Durante o dia, Damaris andava com a cadela metida no sutiã, entre os seus seios macios e generosos, para a manter quente. A noite, deixava-a na caixa de cartão que o senhor Jaime lhe tinha oferecido, com uma botija de água quente e a camisa que tinha usado durante o dia, para que não sentisse a falta do seu cheiro.”</p>



<p><cite>Pilar Quintana, A Cadela (ed. Dom Quixote, 2021)</cite></p>
</blockquote>



<p>Pilar Quintana é uma das mais aplaudidas e lidas escritoras de toda a América Latina. Escritora, guionista, redatora de publicidade entre outras atividades ligadas às letras, Quintana conta com uma série de títulos que honram o seu mérito literário, entre os quais o Prémio Biblioteca de Narrativa Colombiana e o&nbsp;<em>National Book Award</em>&nbsp;nos EUA em 2020 pela sua obra “La Perra”, publicada em 2017, e que rapidamente se tornará o romance literário mais vendido na Colômbia nos últimos anos. Um livro que, segundo a autora, fora escrito de fio a pavio no telemóvel, enquanto amamentava o filho bebé.</p>



<p>Traduzida para inglês, dinamarquês, holandês, italiano, alemão, grego, hebraico, francês, islandês e, recentemente para português, pela edições Dom Quixote em 2021, vemos agora a oportunidade de desfrutar deste intrigante e intenso livro que nos traz uma perspetiva diferente sobre a maternidade e o amor incondicional de mãe, sobre apego e perda, a solidão e remorsos de uma mulher atravessada pela violência, abandono, pobreza e invisibilidade social.</p>



<p>Quintana escreve “La perra”, depois de ter vivido nove anos no Pacífico colombiano, de se ter divorciado, de ter sofrido um ataque cardíaco e de se ter sentido toda a vida como uma ovelha desgarrada, ao qual rapidamente percebemos a influência desse período da sua vida nesta história.</p>



<p>A história é a de Damaris, uma mulher negra nos seus quarenta anos, natural da costa do Pacífico da Colômbia, numa das zonas mais isoladas e mais pobres do país, a viver com Rogélio, o seu companheiro de uma relação há muito desgastada pela miséria e violência doméstica. O sonho de Damaris era o de ser mãe, aspiração que nunca vê ser realizada e que lhe consumiria todas as sombras da sua alma. É fruto dessa aspiração, em ser mãe, que Damaris adota Chirli, uma cadela recém-nascida que ficaria orfã logo após nascer e que, Damaris, não só colocaria o nome da filha tão desejada como projeta no animal o afeto, carinho, mimos e atenção de uma gravidez nunca realizada.</p>



<p>Porém, aquando um dia a pequena Chirli foge de casa regressando semanas depois, prenha, a relação de Damaris com o animal mostra sofrer uma profunda alteração. Desvelando as profundezas da mente humana, da monstruosidade que reside em nós e que é despertada em momentos de maior agonia, Pilar Quintana traz-nos neste livro um retrato cruel e autofágico do amor incondicional de mãe, do desgaste psicológico de uma mulher que encontrara no seu profundo arrependimento e vazio emocional o despreendimento do mundo.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Num primeiro momento, equacionou a ideia de ficar ali até que Ximena chegasse, deixá-la ver-lhe as mãos e o olhar de assassina, até se dar conta do cheiro a urina, aceitar assim a sua falta e o castigo que The correspondia; mas então disse para si que nem Ximena nem toda a gente da aldeia podia castigá-la como merecia. Pensou por isso em ir para o monte, descalça, vestindo apenas os calções de licra e a blusa às riscas desbotada, e caminhar para além de La Des-pensa, da estação de aquacultura, dos terrenos da Marinha, dos sítios que percorrera com Rogelio e dos que não tinham chegado a conhecer, para se perder como a cadela e aquele menino das cortinas de Nicolasito, ali onde a selva era mais terrível.”</p>



<p><cite>A Cadela (ed. Dom Quixote, 2021)</cite></p>
</blockquote>



<p>Uma leitura fluida, rápida e contagiante que merece uma oportunidade de ser lida.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio">
<div class="wp-block-embed__wrapper"><span class="embed-privacy-url"><a href="https://www.youtube.com/embed/p8BeaCWAD34?version=3&#038;rel=1&#038;%23038;showsearch=0&#038;%23038;showinfo=1&#038;%23038;iv_load_policy=1&#038;%23038;fs=1&#038;%23038;hl=pt&#038;%23038;autohide=2&#038;%23038;start=3&#038;%23038;wmode=transparent">Open embedded content from YouTube</a></span></div>
<figcaption class="wp-element-caption">BookTrailer | A Cadela, Pilar Quintana (2021)</figcaption>
</figure>



<p><strong><em>ISBN: </em></strong>9789722071314 <strong><em>Editor: </em></strong>DOM QUIXOTE <strong><em>Páginas: </em></strong>128</p>


]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
