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	<title>LGBTQIA+ &#8211; indymedia.pt</title>
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	<title>LGBTQIA+ &#8211; indymedia.pt</title>
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		<title>Dia Internacional pela Despatologização das Identidades Trans</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Oct 2023 14:44:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Discriminação]]></category>
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					<description><![CDATA[A 22 de Outubro, assinala-se o Dia Internacional pela Despatologização das Identidades Trans. Este dia, convocado pela STP – Stop Trans Pathologization e resulta de uma iniciativa de ativistas na primeira década do século XXI. Desde 2007 que são realizadas mobilizações pela despatologização das identidades trans. Historicamente, esta campanha visa a retirada da classificação dos […]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A 22 de Outubro, assinala-se o Dia Internacional pela Despatologização das Identidades Trans. Este dia, convocado pela STP – Stop Trans Pathologization e resulta de uma iniciativa de ativistas na primeira década do século XXI. Desde 2007 que são realizadas mobilizações pela despatologização das identidades trans. Historicamente, esta campanha visa a retirada da classificação dos processos de reafirmação de género como trastorno mental no catálogo de diagnósticos (DSM da Associação de Psiquiatria Americana e CID da Organização Mundial de Saúde).</p>
<p>Também se procura promover um acesso aos cuidados de saúde trans específicos e trans não específicos digno, sustentável, público e gratuito. Promover um acesso aos tratamentos trans específicos com base no consentimento informado. Promover o acesso à autodeterminação de género sem qualquer requisito médico, algo que a lei portuguesa nº 38/2018 veio concretizar, em todos os lugares. Promovemos a despatologização das diversidade de género na infância e a abolição de tratamentos de normalização a pessoas intersexo.</p>
<p>Este dia também nos relembra que o questionamento do binarismo das normas sociais, da cis-norma é importante para visibilizar e despatologizar outras vivências e realidades. O questionamento deste modelo visa também entender como funcionam os mecanismos de género e como a transfobia opera contra pessoas de identidades dissidentes. É importante relembrar que não é o facto de alguém ser trans que fere ou mata, mas sim a transfobia que a sociedade transporta consigo.</p>
<p>Com o crescimento e ascensão de forças políticas e ideológicas que perpetuam o discurso de ódio e que procuram ver os nossos direitos questionados e negados, é necessário continuar a lutar para existir. Neste momento histórico, mais do que nunca, devemos procurar a união e lutar pela nossa visibilidade e pelo nosso posicionamento na sociedade.</p>
<p>Por tudo isto e muito mais, assinalamos este dia.</p>
<p>Porque ser trans é existir e resistir.</p>
<p>Créditos:<a href="https://ilga-portugal.pt/dia-internacional-da-despatologizacao-trans/"> ILGA-PORTUGAL.PT</a></p>
<figure data-carousel-extra='{"blog_id":221159767,"permalink":"https:\/\/leiturasqueer.wordpress.com\/2023\/10\/22\/dia-internacional-pela-despatologizacao-das-identidades-trans\/"}'  class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-attachment-id="2074" data-permalink="https://leiturasqueer.wordpress.com/2023/10/22/dia-internacional-pela-despatologizacao-das-identidades-trans/img/" data-orig-file="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/10/4_img.jpg" data-orig-size="1245,701" data-comments-opened="0" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="img" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/10/2_img.jpg" data-large-file="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/10/img.jpg" data-id="2074" src="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/10/img.jpg" alt="" class="wp-image-2074" srcset="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/10/img.jpg 1024w, https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/10/1_img.jpg 150w, https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/10/2_img.jpg 300w, https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/10/3_img.jpg 768w, https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/10/4_img.jpg 1245w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Sylvia Rivera na Marcha ACT-UP,  1994</figcaption></figure>
</figure>
<blockquote class="wp-block-quote">
<p>&#8220;<strong>Não podemos continuar a ser invisíveis. Temos de ser visíveis. Não devemos ter vergonha de quem somos. Temos de mostrar ao mundo que somos numerosas. Há muitas de nós por aí.</strong>&#8220;</p>
<p><cite>Silvya Rivera</cite></p></blockquote>
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		<item>
		<title>A paz, o pão, saúde, educação, habitação: Orgulho e Resistência em 2023</title>
		<link>https://indymedia.pt/32929/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Oct 2023 10:23:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Habitação]]></category>
		<category><![CDATA[Indymedia]]></category>
		<category><![CDATA[Poder e Autodeterminação]]></category>
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					<description><![CDATA[O título é de uma famosa música de intervenção de Sérgio Godinho. Editada em 1974, fruto da revolução democrática dos cravos, Liberdade, é não só o nome de uma longínqua cantiga, referência de uma luta antiga, mas, na ordem do dia, labuta do movimento LGBTQIA+ português.  Desde 2000 que o movimento ativista LGBTQIA+ em Portugal […]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O título é de uma famosa música de intervenção de Sérgio Godinho. Editada em 1974, fruto da revolução democrática dos cravos, Liberdade, é não só o nome de uma longínqua cantiga, referência de uma luta antiga, mas, na ordem do dia, labuta do movimento LGBTQIA+ português.&nbsp;</p>



<p>Desde 2000 que o movimento ativista LGBTQIA+ em Portugal tem mostrado um crescendo. Somando-lhe diferentes causas e reivindicações, alianças, geografias e conquistas e desafios chegamos a Outubro de 2023 com o número inédito e exemplar de 27 cidades portuguesas a saírem à rua e manifestarem o seu orgulho contra o conservadorismo, pelo direito a ter direitos, pela liberdade em se ser e amar quem quiser, por uma sociedade mais tolerante e menos desigual.</p>



<p>Em retrospetiva, começamos o ano de 2023 com a 1ª Marcha da Visibilidade Trans no Porto, uma marcha inaugural que contando com mais de 500 participantes contestou a visibilidade e direitos das comunidades Trans na cidade que fora paco de um dos assassinatos mais vis que a sociedade portuguesa assistiu este século. Prosseguiu-se, a 17 de Maio, &nbsp;Dia Internacional contra a Homofobia e Transfobia, a 14ª Marcha contra a Homofobia e Transfobia de Coimbra, seguindo-lhe Vila Real, Covilhã, Algarve, Braga, Peniche, Aveiro, Sintra, Lisboa, entre tantas outras, do norte ao sul do país, no continente e ilhas, que celebrando conquistas não se esqueceram do que falta cumprir.</p>



<p>Terminamos o calendário de marchas LGBTQIA+ na cidade de Viseu com a 6ª Marcha de Viseu pelos Direitos LGBTQIA+ sobe o mote “Pela justiça interseccional, contra a opressão estrutural<strong>”. </strong>Uma marcha no interior do país, outrora capital nacional da Homofobia, que relembra como o caminho da igualdade mostra tardar em cumprir-se. Como apesar de nas últimas duas décadas se ter assistido ao desenrolar de leis em prol da igualdade e não discriminação com base na orientação sexual, identidade e ou expressão de género, as práticas sociais continuam a mostrar o símbolo da diferença entre as leis e as práticas.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/10/rni-films-img-38d0e898-1a4a-4d48-9c68-9a4bc351a18c.jpg" alt="" class="wp-image-1883"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>6.ª Marcha de Viseu Pelos Direitos LGBTQIA+</strong></figcaption></figure>



<p>Num momento de polarizações e de fundamentalismos, do uso dos <em>social media</em> e plataformas digitais para propagar conteúdos de desinformação e diabolização LGBTQIA+, da proliferação do medo e normalização das formas de violência no espaço público, não foram esquecidos pelo movimento ativista episódios como os protestos “transfake” de Keyla Brasil e Dusty Whistles no Teatro São Luiz em Lisboa; os ataques da “ideologia de género” nas escolas por Rita Matias, deputada da extrema-direita no Parlamento; e por último, a manifestação&nbsp;«Não há orgulho no apartheid!» contra o&nbsp;<em>pinkwashing&nbsp;</em>colonial israelita que continua a explorar, matar e oprimir as pessoas LGBTQIA+ palestinianas.</p>



<p>Certamente que também não foram esquecidas as formas de intolerância e violência homofóbica e transfóbica assistidas no 1ª Pride de Évora, nas marchas de Leiria e Bragança, ou mais recentemente, do boicote à apresentação do livro “No Meu Bairro”, o livro&nbsp;infanto-juvenil de Lúcia Vicente, episódios que mostram como a liberdade de expressão de grupos minoritários continuam a ser alvo de tentativas de inviabilização e censura.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/10/230929_20230929190619__mb_8280-01.jpg" alt="" class="wp-image-1886"/><figcaption class="wp-element-caption">Manifestações contra a apresentação do livro “No Meu Bairro” de Lúcia Vicente</figcaption></figure>



<p>Acontecimentos tais que mostram o retrocesso democrático assistido nos últimos anos&nbsp; e a evolução de dialéticas morais que colocam nas identidades e corpos LGBTQIA+ a ameaça ao futuro da sociedade/humanidade. Portugal, mostra cada vez mais não o distanciamento desejável mas a proximidade com&nbsp; o retrocesso legal assistido em países como Itália, Polónia e Hungria. A deputada do Chega, Rita Matias, declarara publicamente que se o seu partido formasse governo em Portugal, todas as leis produzidas em torno da igualdade e não discriminação da identidade e/ou expressão de género, orientação sexual e características sexuais seriam revertidas.</p>



<p>Sem querer criar alarmismos, talvez fosse melhor refletirmos sobre a importância de continuar a marchar. A necessidade de construção de alianças entre diferentes movimentos sociais, numa luta interseccional contra a opressão estrutural. Num país periférico, pobre, de democracia frágil como Portugal, o movimento ativista LGBTQIA+ mostra enfrentar-se com novos desafios políticos e sociais em torno de velhas causas como o direito à paz, ao pão, à&nbsp; saúde, educação e habitação. Bem sabemos sobre quem recaem as consequências de uma crise social, política e económica, alimentada por um contexto de guerra. Também sabemos que, se o calendário de marchas LGBTQIA+ mostrara chegar ao fim deste ano, as nossas lutas mostram estar longe do seu fim.</p>
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			</item>
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		<title>Uma Visão Interdisciplinar sobre Transexualidade no séc. XXI</title>
		<link>https://indymedia.pt/32325/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Oct 2023 17:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Indymedia]]></category>
		<category><![CDATA[Queer Feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Sociais e Humanas]]></category>
		<category><![CDATA[género]]></category>
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					<description><![CDATA[coord. Joana Brinca “O reconhecimento da identidade de género integra em si uma importante conquista no campo dos direitos humanos, mas ao mesmo tempo coloca novos desafios que necessitam ser conhecidos e ultrapassados para que as pessoas e as sociedades colham os benefícios práticos da apologia da justiça social e especialmente da dignidade humana.” Joana […]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>coord. Joana Brinca</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“O reconhecimento da identidade de género integra em si uma importante conquista no campo dos direitos humanos, mas ao mesmo tempo coloca novos desafios que necessitam ser conhecidos e ultrapassados para que as pessoas e as sociedades colham os benefícios práticos da apologia da justiça social e especialmente da dignidade humana.”</p>



<p><cite>Joana Vale Guerra, <strong>Uma Visão Interdisciplinar sobre Transexualidade no séc. XXI </strong>(ed. Húmus, 2022)</cite></p>
</blockquote>



<p>Existe um corpo crescente de literatura que documenta as formas de estigmatização, marginalização e exclusão de pessoas trans, de género diverso e não binárias devido à sua expressão e/ou identidade de género. A academia possui um papel importante nesse processo que é o da construção de conhecimento e desconstrução de normas e padrões impostos socialmente, numa relação de criação de pensamento crítico sobre todas as formas de preconceito e discriminação para a vivência em sociedades abertas a todas as vivências ou identidades. Este livro é um claro exemplo desse trabalho em torno de identidades trans e género diverso.</p>



<p>Dividido em seis ensaios principais, com contributos de autores de áreas disciplinares diferenciadas, desde a psicologia, antropologia, direito ao serviço social, este livro traz-nos temas como vários como corpo, género e sexualidade, preconceito e saúde mental, serviço social, numa ótica, claro está, direcionada às experiências de pessoas trans, não binárias e de género diverso em Portugal.</p>



<p>Com enfoque na realidade portuguesa, país que começara a debruçar-se sobre as reivindicações e direitos de pessoas trans apenas recentemente, mostrando desenvolver um conjunto de leis sobre identidade de género e autodeterminação na última década, esta obra coordenada por Joana Brinca, professora auxiliar da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, mostra como as expressões mais tradicionais de preconceito evoluíram de expressões mais flagrantes para expressões mais subtis e como o preconceito resulta do desconforto da crescente visibilidade LGBTIQ, percepcionada como ameaça aos valores e instituições tradicionalmente associados à heterossexualidade.</p>



<p>Quando olhamos para as identidades trans e para as formas de preconceito que estas pessoas são sujeitas, somos irremediavelmente remetidos para discursos patologizantes sobre a identidade e expressão de género destas pessoas. Em Portugal, até 2016 com a promulgação da lei de autodeterminação da identidade de género, a transexualidade estava fortemente remetida aos discursos médicos veiculando a ideia de doença e da impossibilidade de as pessoas trans desenvolverem as suas identidades de forma protegida e em segurança.</p>



<p>Porém, ainda que sem necessidade de um relatório médico para afirmar a sua identidade de género socialmente, o modelo médico continuando a focar-se na biologia e no binarismo de género, na hegemonia da relação entre sexo biológico e identidade de género, continua a mostrar criar formas de discriminação e desinformação quanto às identidades e experiências trans. Realidade que traz consigo repercussões múltiplas, desde aquelas relacionadas com a saúde mental e física de pessoas trans, como as dificuldades ao nível social e económico como é o acesso ao mercado de trabalho regulado, habitação, educação e cuidados de saúde especializados.</p>



<p>Percebemos que os discursos sobre género, sexo e sexualidade ainda são alvo de forte controvérsia, especialmente aquando legam narrativas de poder patriarcal em que transformam o corpo em objeto de conhecimento e vigilância, de fiscalização e disciplina como são aqueles que pretendem moldar os comportamentos de pessoas LGBTQIA+ através das forças legais e institucionais.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“De acordo com o LGBTQI Inclusive Education Índex (2017) Portugal dispõe de boas políticas e princípios de base neste âmbito, mas carece de implementação de medidas concretas de combate à discriminação em função da orientação sexual, identidade ou expressão de género e características sexuais. (…) A necessidade de assegurar a viabilidade de respostas possíveis para cada forma de viver a transexualidade.”</p>



<p><cite>Joana Vale Guerra, <strong>Uma Visão Interdisciplinar sobre a Transexualidade no séc. XXI </strong>(ed. Húmus, 2022)</cite></p>
</blockquote>



<p>O livro mostra-nos que apesar de hoje a lei portuguesa reconhecer o direito à identidade às pessoas transexuais, a sua cidadania plena exige um trabalho continuado contra a discriminação de que são alvo e a garantia do acesso a cuidados de saúde. As pessoas trans continuam sujeitas a significativas formas de discriminação e violência em Portugal, em certa parte devido à inação e invisibilização que Estado português teve durante anos, sendo agora, mais do que nunca, adaptar as leis para que todas as pessoas sejam reconhecidas e incluídas no espetro das políticas públicas que acautela o exercício dos seus direitos e liberdades.</p>



<p>Este é um livro que embora com um pendor cientifico mostra ser de leitura acessível e clara, permitindo abrir o debate público para a transexualidade e para uma visão mais afirmativa e inclusiva das pessoas transexuais na sociedade portuguesa.</p>



<p><strong><em>ISBN:&nbsp;</em></strong>9789897558184 <strong><em>Editor:&nbsp;</em></strong>Húmus <strong><em>Páginas:&nbsp;</em></strong>138</p>



<p></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>[Lisboa] Nota de Repúdio contra a presença de Jaime Nogueira Pinto na FLIFA</title>
		<link>https://indymedia.pt/26564/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 30 Sep 2023 03:18:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura e Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Indymedia]]></category>
		<category><![CDATA[Poder e Autodeterminação]]></category>
		<category><![CDATA[Queer Feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[LGBTQIA+]]></category>
		<category><![CDATA[Protesto]]></category>
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					<description><![CDATA[Livraria das Insurgentes cancelam participação com a banca e apresentação das fanzines das MANAS na feira do livro independente de Arroios, que estava agendada para domingo as 15h, em resposta à presença de um dos principais teóricos da extrema-direita, e lançam nota de repúdio: Não estaremos presentes onde discursos que se querem de diversidade são [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong><a href="https://www.instagram.com/p/CxyeiWMs7ZZ/" data-type="link" data-id="https://www.instagram.com/p/CxyeiWMs7ZZ/">Livraria das Insurgentes</a> cancelam participação com a banca e apresentação das fanzines das MANAS <strong>na feira do livro independente de Arroios, que estava agendada para domingo as 15h</strong>, em resposta à presença de um dos principais teóricos da extrema-direita</strong>, <strong>e lançam nota de repúdio:</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Não estaremos presentes onde discursos que se querem de diversidade são ocupados por discursos de ódio.</p>



<p>A livraria das Insurgentes é um projecto que pretende colocar no centro do debate público as pessoas que historicamente não tem voz e por isso trabalhamos para trazer diversidade de ideias e pontos de vista, daquelas corpas que normalmente não são ouvidas.<br>Fomos convidadas para participar da Festa do Livro Independente da Freguesia de Arroios.</p>



<p>Soubemos contudo que nesta programação estará presente Jaime Nogueira Pinto. Um nome conhecido em Portugal por ser actualmente um dos principais pensadores da Extrema Direita.<br>Somos parte das corpas normalmente postas à margem e violentadas por tais discursos -trans, não -binárias, femininas, migrantes, negras, ciganas.</p>



<p>Tais discursos propagam ideias abertamente violentas que têm um impacto real na vida de muitas pessoas, principalmente nas pessoas que se encontram fora dos padrões e normas vigentes.<br>Ideias que pactuam contra a nossa existência não podem ser vistas como algo possível, pois mesmo que supostamente num campo teórico, a legitimização destas ideias apresentam-se como um perigo real contra nossa existência. </p>



<p>E enquanto para algumas corpas privilegiadas o debate teórico não as toca diretamente, nós já vivemos diariamente a violência e hostilidade vinda de tais discursos de ódio e sabemos que espaços que se abrem a existência de tais discursos não são em nada espaços seguros para nós. Desta forma não estaremos presentes com a nossa banca de livros e com a apresentação das fanzines das MANAS.<br><br>Não passarão.</p>
<cite><a href="https://www.instagram.com/p/CxyeiWMs7ZZ/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Livraria das Insurgentes</a></cite></blockquote>
]]></content:encoded>
					
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			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>[Lisboa] Apresentação do livro &#8220;No meu bairro&#8221; na Fundação José Saramago face à ameaça fascista</title>
		<link>https://indymedia.pt/26283/</link>
					<comments>https://indymedia.pt/26283/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 Sep 2023 22:22:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura e Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Discriminação]]></category>
		<category><![CDATA[Indymedia]]></category>
		<category><![CDATA[Movimentos Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Queer Feminismo]]></category>
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					<description><![CDATA[Hoje, decorreu a apresentação do livro &#8220;No Meu Bairro,&#8221; de Lúcia Vicente e com ilustrações de Tiago M, na Fundação José Saramago. O evento atraiu grande atenção, tanto que muitas pessaos ficaram do lado de fora, uma vez que as portas foram fechadas devido à lotação da sala. O livro, que se propõe a promover [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Hoje, decorreu a apresentação do livro &#8220;No Meu Bairro,&#8221; de Lúcia Vicente e com ilustrações de Tiago M, na Fundação José Saramago. O evento atraiu grande atenção, tanto que muitas pessaos ficaram do lado de fora, uma vez que as portas foram fechadas devido à lotação da sala.</p>



<p>O livro, que se propõe a promover a inclusão e a diversidade, foi alvo de medidas de segurança rigorosas. Os participantes precisaram de registar os seus nomes e documentos de identidade na porta para entrar, e a PSP estava presente no interior da Fundação. </p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="720" height="651" src="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-29_23-12-48.jpg" alt="" class="wp-image-26368" srcset="https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-29_23-12-48.jpg 720w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-29_23-12-48-300x271.jpg 300w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-29_23-12-48-150x136.jpg 150w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></figure>



<p>As medidas foram <a href="https://cmi.indymedia.pt/2023/09/24/apresentacao-do-livro-no-meu-bairro-com-linguagem-inclusiva-atacada-por-fascistas/">motivadas pelo ataque recente à apresentação do livro na livraria Almedina</a>, quando um grupo de 10 fascistas interromperam a apresentação gritando com megafones, numa violenta demonstração da sua cultura do ódio e tentativa de censura do evento e provávelmente, para criar um caso mediático à sua volta, na busca de atenção e polarização crescente da sociedade.</p>



<p>Do lado de fora, um grupo de pessoas apoiantes que não conseguiu entrar ficou do lado de fora do &#8216;recinto de segurança&#8217;, com a polícia a estabelecer uma barricada em torno do local do evento.</p>



<p>Enquanto dentro da Fundação Saramago o clima era de expectativa e tensão, mas também de luta e resistência, pois estavam a combater uma tentativa de censura fascista, que lá fora, com megafones tentava fazer barulho e expressar opiniões transfóbicas, homofóbicas e machistas.</p>



<p>Estes fascistas alegaram que o livro promove o que eles chamam de &#8220;ideologia de género&#8221;, vestiam coletes amarelos e seguravam bandeiras de Portugal cantando o hino da &#8220;portuguesa&#8221;. Convocados pelo partido ADN e por um grupo de Telegram, gritavam palavras de ordem como &#8220;vergonha&#8221; e &#8220;nojento,&#8221; além de entoar o hino nacional. Seguravam também cartazes contra o aborto.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="768" src="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-29_22-59-09-1-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-26369" srcset="https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-29_22-59-09-1-1024x768.jpg 1024w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-29_22-59-09-1-300x225.jpg 300w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-29_22-59-09-1-150x113.jpg 150w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-29_22-59-09-1-768x576.jpg 768w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-29_22-59-09-1.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>No entanto, muitos dos&#8221;manifestantes&#8221; fascistas, pareciam estar ali sem compreender completamente o que estavam a fazer ou qual era o contexto ou conteúdo do livro. </p>



<p>Alguns expressaram preocupações de forma confusa, como quando um deles afirmou: &#8220;Que os adultos e os jovens sejam homossexuais, não quero saber, mas as crianças não, não passarão.&#8221;.</p>



<p>Um dos presentes observou que muitos manifestantes pareciam desorientados e mal informados sobre o conteúdo do livro. </p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><strong>&#8220;Via-se mesmo que metade nem sabia direito o que estava a dizer. Alguém lhes imbuiu que o livro queria tornar as crianças gays, e eles compraram essa ideia, tanto que um deles disse &#8216;que os adultos e os jovens sejam homossexuais, não quero saber, mas as crianças não, não passarão&#8217;. Muita desta malta é gente ignorante a ser manipulada por uma rede maior.&#8221;</strong></p>
<cite>Apoiante da apresentação</cite></blockquote>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="768" src="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-29_22-59-11-1024x768.jpg" alt="" class="wp-image-26370" srcset="https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-29_22-59-11-1024x768.jpg 1024w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-29_22-59-11-300x225.jpg 300w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-29_22-59-11-150x113.jpg 150w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-29_22-59-11-768x576.jpg 768w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-29_22-59-11.jpg 1280w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Enquanto isso, do lado de fora, um grupo de pessoas Queer e apoiantes, que não conseguiu entrar na Fundação Saramago foi recebido com hostilidade pela polícia, que não mostrou a mesma repressão aos manifestantes fascistas. </p>



<p>Um policia empurrou violentamente um dos presentes do lado Queer. Assim, não foi possível à comunidade Queer defender a apresentação, já que a polícia estava também a afastar os apoiantes do local e a reprimir as suas ações.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>&#8220;<strong>O mínimo de ação nossa era interrompida pela polícia, isto é, tentaram parar uma pessoa que estava a tocar música do nosso lado, empurraram e afastaram-nos.</strong>&#8220;</p>



<p></p>
<cite>Apoiante da apresentação</cite></blockquote>



<p>A comunidade Queer demonstrou solidariedade dentro e fora da Fundação José Saramago e celebrou a diversidade, enquanto enfrenta uma situação de pressão crescente por parte de grupos fascistas. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/Screenshot-from-2023-09-29-23-20-39-1024x576.png" alt="" class="wp-image-26374" srcset="https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/Screenshot-from-2023-09-29-23-20-39-1024x576.png 1024w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/Screenshot-from-2023-09-29-23-20-39-300x169.png 300w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/Screenshot-from-2023-09-29-23-20-39-150x84.png 150w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/Screenshot-from-2023-09-29-23-20-39-768x432.png 768w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/Screenshot-from-2023-09-29-23-20-39-1536x864.png 1536w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/Screenshot-from-2023-09-29-23-20-39.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">O grupo Queer começou uma festa no exterior.</figcaption></figure>



<p>&#8220;A saída terá que ser feita pelas traseiras da Fundação Saramago porque os manifestantes prometem bolas de fogo a cair dos céus.&#8221; <a href="https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/no-meu-bairro-uma-tomada-de-posicao-pela-liberdade-porque-as-criancas-nao-sao-patetas">diz a reportagem da SAPO 24</a>, acrescentando que no interior houve apenas &#8220;abraços e livros a serem assinados&#8221;.  </p>



<p>Sérgio Machado Letria, o diretor da Fundação disse:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Cá estamos em paz e liberdade para apresentar este livro.” </p>



<p>&#8220;Tivemos que tomar uma posição”</p>



<p> “Gostar ou não do livro é da competência dos leitores. A análise técnica será da competência dos peritos em literatura”. Termina resumindo, “queremos que todos os bairros sejam plurais livres e democráticos”.</p>
<cite><a href="https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/no-meu-bairro-uma-tomada-de-posicao-pela-liberdade-porque-as-criancas-nao-sao-patetas">https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/no-meu-bairro-uma-tomada-de-posicao-pela-liberdade-porque-as-criancas-nao-sao-patetas</a></cite></blockquote>



<p>Esta polémica gerou uma grande onda de solidariedade em torno do Livro, que praticamente esgotou. No entanto, no interior, a autora teve de falar ao som do hino nacional e de cânticos como &#8220;portugal&#8221; que ecoavam vindos do exterior. A autora diz que &#8220;as crianças não são patetas&#8221; , que sabem pensar por elas mesmas, e que em vez de nos focarmos nos protestos, é importante ver a grande onda de solidariedade que se gerou esta semana.</p>



<p>A repórter da SAPO falou também com Pilar del Rio, perguntando-lhe se sentia ansiedade, ao que ela respondeu:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Ansiedade não, respeito. Nós nascemos para a liberdade e para que as pessoas se possam expressar livremente. Nesta ocasião em especial, se haviam sido impedidos de manifestar-se e expressar-se que o possam fazer nesta sala com uma firme convicção.” E acrescenta que a Fundação servirá sempre “para defender a liberdade de expressão e os valores que nos fazem humanos. Os valores que estão consagrados na Constituição e na Declaração Universal de Direitos Humanos”. O que este livro conta são também expressões humanas e formas de desenvolvimento a que os seres humanos têm direito”.</p>
<cite><a href="https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/no-meu-bairro-uma-tomada-de-posicao-pela-liberdade-porque-as-criancas-nao-sao-patetas">https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/no-meu-bairro-uma-tomada-de-posicao-pela-liberdade-porque-as-criancas-nao-sao-patetas</a></cite></blockquote>



<p>A polarização na sociedade e os questionamentos sobre liberdade de expressão continuam a ser temas centrais na face destes eventos.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="678" height="381" src="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-29_22-58-59-edited-1.jpg" alt="" class="wp-image-26388" srcset="https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-29_22-58-59-edited-1.jpg 678w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-29_22-58-59-edited-1-300x169.jpg 300w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-29_22-58-59-edited-1-150x84.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 678px) 100vw, 678px" /></figure>



<p>A psicóloga <a href="https://www.instagram.com/p/CxxP7iis_sU/?img_index=6">Joana Rodrigues</a> diz que o livro promove a compaixão e inclusão, e está de acordo com a maioria das perspetivas científicas. Além disso ela refere que:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p> &#8220;aprender a conviver com a diversidade que habita no nosso mundo e entender que essas experiências não são sinónimos de erro ou desvio é fundamental para a saúde mental&#8221; e que &#8220;o mal estar e problemas emocionais vem da não aceitação por parte dos outros, da comunidade, não da condição em que a criança está!&#8221;.</p>



<p>&#8220;É nessa aceitação ou exclusão e humilhação que residem as fontes do dano psicológico&#8221;.</p>



<p>&#8220;Então, ensinar inclusividade, aceitação e promover a representatividade não só é bastante importante como é realmente imprescindível.&#8221;</p>
</blockquote>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="1024" src="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-29_22-59-07-1024x1024.jpg" alt="" class="wp-image-26389" srcset="https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-29_22-59-07-1024x1024.jpg 1024w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-29_22-59-07-300x300.jpg 300w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-29_22-59-07-150x150.jpg 150w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-29_22-59-07-768x768.jpg 768w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-29_22-59-07.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>



<p>Levantam questões importantes para a comunidade Queer e a autodefesa das comunidades contra a ameaça fascista, já que a Polícia é apenas capaz de manter a segurança dos atores instituicionais, não oferecendo qualquer proteção à comunidade Queer nas ruas.</p>



<p>Bem pelo contrário, a comunidade Queer é atacada e violentada sistemáticamente, tanto pela Polícia como pelos fascistas, que hoje, (apenas temporáriamente) a polícia não deixou passar. No mesmo dia em que foram chamados a defender a apresentação de um livro com temática Queer na Fundação José Saramago, não se inibiram de ser violentos contra a mesma comunidade Queer no exterior.</p>



<p>É nas ruas que se luta pela democracia, contra o fascismo, e pelos direitos de todes à igualdade e dignidade. E é nas ruas que teremos de cada dia mais, defender as nossas comunidades contra a ameaça fascista crescente.</p>



<p>Três marchas <a href="https://cmi.indymedia.pt/?s=marcha+LGBT+alvo">LGBT+ foram atacadas este mês</a>, além<a href="https://cmi.indymedia.pt/2023/09/24/apresentacao-do-livro-no-meu-bairro-com-linguagem-inclusiva-atacada-por-fascistas/"> da barulhenta e agressiva interrupção da apresentação anterior deste mesmo livro.</a></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" src="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-29_22-59-13-1024x576.jpg" alt="" class="wp-image-26366" srcset="https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-29_22-59-13-1024x576.jpg 1024w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-29_22-59-13-300x169.jpg 300w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-29_22-59-13-150x84.jpg 150w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-29_22-59-13-768x432.jpg 768w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-29_22-59-13.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></figure>
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		<title>[Leiria] Marcha LGBTQIA+ alvo de agressões</title>
		<link>https://indymedia.pt/1840/</link>
					<comments>https://indymedia.pt/1840/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Sep 2023 19:43:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Discriminação]]></category>
		<category><![CDATA[Indymedia]]></category>
		<category><![CDATA[Queer Feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[LGBTQIA+]]></category>
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					<description><![CDATA[Esta é a terceira marcha LGBTQIA+ este mês (depois de S. João da Madeira e Bragança) que relata arremesso de objectos e ovos vindos de janelas de edifícios. Segue o comunicado da Leiria, Marcha! Quando foi anunciada a 3ª Marcha pelos Direitos LGBTQIA+ de Leiria nas redes sociais da Câmara Municipal de Leiria, assim como [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Esta é a terceira marcha LGBTQIA+ este mês (depois de S. João da Madeira e Bragança) que relata arremesso de objectos e ovos vindos de janelas de edifícios. Segue o comunicado da <a href="https://www.instagram.com/p/CxqHWY3NvRe/?img_index=4">Leiria, Marcha!</a></strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Quando foi anunciada a 3ª Marcha pelos Direitos LGBTQIA+ de Leiria nas redes sociais da Câmara Municipal de Leiria, assim como nas páginas de alguns jornais regionais, foram vários os comentários LGBTI fóbicos que acompanharam estas publicações. Como se os comentários de ódio online não fossem suficientes, a violência estendeu-se à Marcha no dia 24 de setembro, tendo sido um grupo de marchantes alvo de arremesso com ovos, aparentemente de alguma janela no Largo 5 de Outubro, no centro da cidade de Leiria. As pessoas agressoras, ao atirarem ovos e ao esconderem-se só demonstram a sua cobardia e impunidade que parece existir neste tipo de ataques.<br><br>A organização da Leiria, Marcha! compreende que qualquer forma de neutralidade, seja de coletivos ou representantes públicos, demonstra conivência para com este tipo de ataques e desrespeito para com a comunidade LGBTQIAP+. Não se pode deixar que a neutralidade propague a intolerância e a violência.<br><br>No dia 16 de setembro do presente ano, durante a realização da 3ª Marcha do Orgulho LGBTQIA+ de S. João da Madeira, algumas das pessoas presentes foram atacadas com ovos. Desde este episódio até ao dia de hoje, a comunidade LGBTQIAP+ em Portugal tem sido alvo de outros ataques.<br>O seguinte, ocorreu no dia 22 de setembro, no lançamento do livro “No meu bairro”, de Lúcia Vicente, em Lisboa, situação que tem sido reportada por alguns meios de comunicação social.<br>No dia 23 de setembro, na IV Marcha LGBTQIAP+ de Bragança, novamente algumas das pessoas que dela participavam, foram igualmente atacadas com ovos.<br><br>Infelizmente, em Leiria não foi diferente.<br>É também por estes motivos que ainda é necessário marchar, pois não podemos dar como adquiridos os direitos que estão conquistados e que a todo momento estão sob ameaça de serem retirados! É também necessário relembrar do tanto que ainda precisa ser feito.<br><br>E por isso, agradecemos a resistência de Leiria e das pessoas que marcharam juntas em prol dos nossos direitos.<br>A MARCHA É LINDA! A MARCHA É VIVA! E A MARCHA CONTINUARÁ A PASSAR!<br><br>Assinamos pelas AEESECS, AEESTG e AEESSLEI; o Movimento LGBTI Leiria; o grupo de Leiria da Amnistia Internacional; e a Collippo.<br><br>LEIRIA,<br>MARCHA!</p>
</blockquote>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/leiria_marcha/"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-26_20-41-10-5876667-819x1024.jpg" alt="photo_2023-09-26_20-41-10-5876667" class="wp-image-1842" srcset="https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-26_20-41-10-5876667-819x1024.jpg 819w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-26_20-41-10-5876667-240x300.jpg 240w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-26_20-41-10-5876667-120x150.jpg 120w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-26_20-41-10-5876667-768x960.jpg 768w, https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-26_20-41-10-5876667.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 819px) 100vw, 819px" /></a></figure>
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		<title>Apresentação do livro &#8220;No meu Bairro&#8221;, com linguagem inclusiva,  atacada por fascistas</title>
		<link>https://indymedia.pt/1683/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Sep 2023 13:35:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cultura e Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Discriminação]]></category>
		<category><![CDATA[Habitação]]></category>
		<category><![CDATA[Indymedia]]></category>
		<category><![CDATA[Queer Feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[Elu]]></category>
		<category><![CDATA[Homofobia]]></category>
		<category><![CDATA[LGBTQIA+]]></category>
		<category><![CDATA[Linguagem neutra]]></category>
		<category><![CDATA[Machismo]]></category>
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					<description><![CDATA[A apresentação do livro &#8220;No Meu Bairro&#8221;, de Lúcia Vicente e com ilustração de Tiago M, que é o primeiro livro infanto-juvenil a ser editado com o sistema de lingugem neutra ELU em Portugal foi ontem, dia 23, atacada por um grupo de 10 homens machistas e queerfobicos. O grupo tinha estado durante a sessão, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group has-global-padding is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<p><strong>A apresentação do livro &#8220;No Meu Bairro&#8221;, de Lúcia Vicente e com ilustração de Tiago M, que é <a href="https://www.timeout.pt/lisboa/pt/noticias/no-meu-bairro-um-livro-infanto-juvenil-para-todes-082323" data-type="link" data-id="https://www.timeout.pt/lisboa/pt/noticias/no-meu-bairro-um-livro-infanto-juvenil-para-todes-082323">o primeiro livro infanto-juvenil a ser editado com o sistema de lingugem neutra ELU</a> em Portugal foi ontem, dia 23, atacada por um grupo de 10 homens machistas e queerfobicos. O grupo tinha estado durante a sessão, mas a certo ponto, mais três entraram com um megafone e iniciaram um ato de censura e ataque à apresentação, tentando que esta terminasse e mandando calar as pessoas presentes com insultos machistas e homofóbicos.</strong></p>



<p></p>
</div>



<div class="wp-block-group has-global-padding is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="1694" src="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-24_14-25-10-2512778-1024x1024.jpg" alt="photo_2023-09-24_14-25-10-2512778" class="wp-image-1694"/></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="1695" src="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-24_14-25-12-9160401-1024x1024.jpg" alt="photo_2023-09-24_14-25-12-9160401" class="wp-image-1695"/></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-id="1693" src="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/photo_2023-09-24_14-25-13-1893261-1024x1024.jpg" alt="photo_2023-09-24_14-25-13-1893261" class="wp-image-1693"/></figure>
</figure>



<div class="wp-block-media-text is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:43% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><video controls src="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/video_2023-09-24_13-33-18-3673184.mp4"></video></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p>Os fascistas levavam t-shirts com imagens de mulheres nuas. O que foi denunciado pelas pessoas presentes.</p>



<p>Lúcia Vicente, autora do livro, diz que esta foi uma tentativa de censura de uma parte da sociedade que <a href="https://www.publico.pt/2023/09/23/culturaipsilon/noticia/livro-infantil-linguagem-inclusiva-alvo-protesto-autora-censura-2064389">&#8220;se recusa a aceitar que outros são livres&#8221;.</a> </p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/image-2259992-776x1024.jpg" alt="image-2259992" class="wp-image-1696"/></figure>



<div class="wp-block-media-text is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:36% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><video controls src="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/video_2023-09-24_14-05-10-2714840.mp4"></video></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p>A Polícia foi chamada ao local, mas aparentemente pouco fez para impedir a continuação do ataque, pelo menos, não atuou contra o grupo de fascistas. Foram identificados mas não foram travados. Podemos ver nos videos um dos polícias a observar passivamente a discussão. Os presentes começaram a ler em voz alta enquanto um dos atacantes continuava a gritar ao megafone protegido por aquilo que parecem ser um grupo de seguranças pessoais.</p>
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<p>A autora Lúcia Vicente pondera a possibilidade de<a href="https://www.dn.pt/cultura/protesto-interrompe-lancamento-de-livro-infantil-sobre-inclusao-e-diversidade-17071311.html" data-type="link" data-id="https://www.dn.pt/cultura/protesto-interrompe-lancamento-de-livro-infantil-sobre-inclusao-e-diversidade-17071311.html"> apresentar uma queixa junto do Ministério Público</a>, após o incidente que classificou como uma ação de censura pura. Esta decisão está a ser discutida em conjunto com o ilustrador Tiago M e a editora. O evento ocorreu na sexta-feira à tarde, e a Penguin Random House, grupo editorial responsável pelo lançamento do livro, denunciou-o como uma séria ameaça à liberdade de expressão. Em <a href="https://www.instagram.com/p/Cxh_Gz6s9Hx/" data-type="link" data-id="https://www.instagram.com/p/Cxh_Gz6s9Hx/">comunicado</a>, a editora descreveu um protesto intimidatório, onde manifestantes, munidos de megafones, tentaram silenciar as vozes da autora e das apresentadoras, confrontando diretamente o público presente.</p>



<p>Entretanto nas redes sociais centenas de pessoas começaram a partilhar imagens do livro e iniciaram uma campanha para tentar esgotar rapidamente o livro, lançado a 11 de setembro, para demonstrar o seu apoio.</p>
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<div class="wp-block-group has-global-padding is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<figure class="wp-block-gallery aligncenter has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" data-id="1697" src="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/Screenshot-2023-09-24-at-14-21-05-Adicionar-novo-artigo-‹-Indymedia.pt-—-WordPress-3123085-edited-2670164.png" alt="screenshot-2023-09-24-at-14-21-05-adicionar-novo-artigo-indymedia-pt-wordpress-3123085" class="wp-image-1697"/></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img decoding="async" data-id="1692" src="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/Screenshot-2023-09-24-at-14-21-46-Adicionar-novo-artigo-‹-Indymedia.pt-—-WordPress-9865734.png" alt="screenshot-2023-09-24-at-14-21-46-adicionar-novo-artigo-indymedia-pt-wordpress-9865734" class="wp-image-1692"/></figure>
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<p>Lúcia Vicente revelou que estava relativamente preparada para a situação, uma vez que desde o anúncio do lançamento do livro, houve reações adversas. Oseu livro, intitulado &#8220;No Meu Bairro,&#8221; junta 12 pequenas histórias de ficção em verso, protagonizadas por crianças que abordam questões como racismo, identidade de gênero, religião, bullying e ativismo. Entre as histórias, destacam-se personagens como &#8220;Beatriz, a cigana feliz,&#8221; &#8220;Magalhães, o menino que tinha duas mães,&#8221; e Rodrigo, que &#8220;quer ir comprar um vestido.&#8221; Nas redes sociais, a autora foi alvo de mensagens de ódio e insultos, mas mesmo diante da adversidade, Lúcia Vicente está determinada em continuar a usar a linguagem inclusiva e a enfrentar as críticas, considerando importante dar o primeiro passo na promoção de discussões necessárias sobre diversidade e igualdade.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><strong>“Estou, mais uma vez, a usar o privilégio que tenho para poder contribuir para alguma mudança positiva na nossa sociedade. Para algumas pessoas. Com certeza que há quem ache que este livro é um disparate, mas paciência. Se mudar a vida de um casal lésbico ou de uma criança, o meu trabalho já está feito.”</strong></p>
<cite>Lúcia Vicente</cite></blockquote>



<p>A autora Lúcia Vicente, conhecida por abordar questões sociais nos seus livros, lançou &#8220;No Meu Bairro,&#8221; um livro infanto-juvenil que utiliza uma linguagem neutra. Este é o primeiro livro desse estilo em Portugal e representa um esforço para incluir um elemento gramatical neutro no português. Com ilustrações de Tiago M., o livro explora as vidas e questionamentos de 12 crianças, abordando temas de diversidade, inclusão e igualdade. Desde a história de Maria Miguel, uma criança não-binária, até Amir, um rapaz com vitiligo, o livro apresenta diversas vozes através da poesia.</p>



<p>Lúcia Vicente, defensora da &#8220;educação para os feminismos,&#8221; acredita firmemente na importância da linguagem inclusiva para refletir a diversidade de todas as pessoas. Ela argumenta que a introdução de mudanças linguísticas que reconheçam a pluralidade de géneros é fundamental para garantir a igualdade e representatividade. Lúcia Vicente também enfatiza que, embora a linguagem neutra possa parecer estranha para alguns, a sua normalização é crucial para as gerações futuras. O seu livro desafia noções binárias de gênero e promove a aceitação da diversidade desde cedo, na esperança de inspirar crianças e adultos a compreenderem que &#8220;está tudo ok&#8221; em ser quem são.</p>



<p>Este livro não é apenas uma obra de ficção, mas um veículo para debates sobre questões sensíveis, desde identidade de género até diálogo intercultural. Lúcia Vicente acredita que a sua obra é um ponto de partida para discussões que exigem maior sensibilidade e compreensão, e sua contribuição para uma mudança positiva na sociedade. Ela destaca a importância de acolher a diversidade que nos cerca e encoraja a todos a &#8220;ter mundo,&#8221; ou seja, a abraçar a pluralidade que enriquece a nossa sociedade. &#8220;No Meu Bairro&#8221; está disponível nas livrarias, contribuindo para uma narrativa mais inclusiva e igualitária em Portugal.</p>
</div>



<div class="wp-block-group has-global-padding is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained">
<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>𝗖𝗼𝗺𝘂𝗻𝗶𝗰𝗮𝗱𝗼 𝗣𝗲𝗻𝗴𝘂𝗶𝗻 𝗥𝗮𝗻𝗱𝗼𝗺 𝗛𝗼𝘂𝘀𝗲 𝗚𝗿𝘂𝗽𝗼 𝗘𝗱𝗶𝘁𝗼𝗿𝗶𝗮𝗹</p>



<p>Na tarde de ontem, um livro que publicámos, dois autores e uma livraria da cidade de Lisboa foram alvos de uma ameaça à liberdade de expressão. Na apresentação pública do livro “No meu bairro”, escrito por Lúcia Vicente e ilustrado por Tiago M., irrompeu na livraria um protesto intimidatório, de megafone na mão, tentando silenciar as vozes da autora e das apresentadoras, e confrontando diretamente o público que assistia.<br>Manifestamos a nossa total solidariedade para com a autora e o ilustrador, as apresentadoras do livro, as nossas colegas da editora que estavam presentes, a livraria que nos acolheu e todas as pessoas que foram pacificamente assistir à apresentação do livro e ao importante debate em torno da diferença, da diversidade e da equidade que este pretende promover.</p>



<p>No Penguin Random House Grupo Editorial move-nos a missão de despertar a paixão pela leitura através da publicação de livros que reflitam a diversidade da sociedade plural em que vivemos. Em tempos de crescente polarização política, em que as questões relacionadas com a equidade estão no centro do debate público, o nosso propósito de difundir uma gama alargada de vozes e pontos de vista é absolutamente necessário.<br>Defendemos o direito dos nossos autores de expressarem as suas ideias e criarem as suas obras sem qualquer tipo de coerção, e de contribuírem para o debate cultural e social. Assumimos a nossa responsabilidade de apoiar sem reservas os grupos de autores e leitores menos representados na comunidade, assumindo as controvérsias que daqui possam decorrer. Repudiamos quaisquer movimentos que atentem contra a liberdade de expressão e de edição.<br>Acreditamos que os livros têm o poder de suscitar o debate, de fortalecer o diálogo e a coesão social, de mudar e enriquecer os leitores, e de contribuir de forma decisiva para criar um futuro melhor para as novas gerações. E mantemo-nos sempre firmes nesse propósito.</p>
</blockquote>
</div>



<figure class="wp-block-video" style="margin-top:0;margin-right:var(--wp--preset--spacing--80);margin-bottom:0;margin-left:var(--wp--preset--spacing--80);padding-right:var(--wp--preset--spacing--80);padding-left:var(--wp--preset--spacing--80)"><video controls src="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/09/video_2023-09-24_13-33-12-8305042.mp4"></video></figure>
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		<title>Marcha do Orgulho LGBTQIA+ de S. João da Madeira alvo de agressões</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 18 Sep 2023 14:48:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Discriminação]]></category>
		<category><![CDATA[Indymedia]]></category>
		<category><![CDATA[Queer Feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[LGBTQIA+]]></category>
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<p>Ontem, 16 de setembro de 2023, a 3 Marcha do Orgulho LGBTQIA + de S. João da Madeira, foi alvo de uma agressão dirigida a quem desfilava. Em pleno centro da cidade, diversas pessoas foram atingidas por fruta e ovos vindos de um prédio. Após a indignação e a revolta inicial e a impotência dos agentes da polícia que permaneceram solidários, o saldo foi uma pessoa ferida, a sangrar e em lágrimas.</p>



<p>O balanço não se fica por aqui: a homofobia, que não saiu à rua porque se escondeu covardemente atrás da janela de um prédio, mostrou a necessidade e justeza das marchas do orgulho LGBTQIA+. Esta agressão a todas as pessoas que se manifestavam de forma pacífica e em festa demonstra que a homo e a transfobia são uma cruel realidade que se abate todos os dias sobre as pessoas LGBTQIA+, em S. João da Madeira, como em outras partes do mundo.</p>



<p>Contra a intolerância, a agressão e o ódio continuaremos a lutar. A nossa luta tem que ser todos os dias e para o ano voltaremos a marchar.</p>



<p>A organização da Marcha,<br><a href="https://www.instagram.com/p/CxT3rphN-1O/?igshid=NTc4MTIwNjQ2YQ==">Ecos Ação</a></p>



<p><a href="https://www.instagram.com/p/CxT3rphN-1O/?img_index=1">Comunicado Original</a></p>
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