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	<title>Queer &#8211; indymedia.pt</title>
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	<description>Centro de Média Independente - Portugal</description>
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	<title>Queer &#8211; indymedia.pt</title>
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		<title>O evento Leiria Drag Festival foi alvo de tentativas de perseguição fascistas</title>
		<link>https://indymedia.pt/220589/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 05 Mar 2024 16:40:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Discriminação]]></category>
		<category><![CDATA[Queer Feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[Drag]]></category>
		<category><![CDATA[LGBTI]]></category>
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					<description><![CDATA[COMUNICADO &#124; Movimento LGBTI Leiria &#124; Leiria Drag Festival É público que existe uma onda de discurso de ódio exponenciado pela política de extrema-direita emergente em Portugal. Em 2023, um grupo organizado invadiu espaços e eventos LGBTQIAP+, utilizando como argumento a erradicação da ideologia de género. Seguindo os movimentos destas organizações, o evento ocorrido no [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><a href="https://ig.opnxng.com/p/C36hTC7okqW#3313106920237320854-1">COMUNICADO | Movimento LGBTI Leiria</a> | <a href="https://proxigram.lunar.icu/leiriadragfestival">Leiria Drag Festival</a></p>



<p>É público que existe uma onda de discurso de ódio exponenciado pela política de extrema-direita emergente em Portugal.</p>



<p>Em 2023, um grupo organizado invadiu espaços e eventos LGBTQIAP+, utilizando como argumento a erradicação da ideologia de género.</p>



<p>Seguindo os movimentos destas organizações, o evento ocorrido no passado dia 24 de fevereiro em Leiria foi alvo de perseguições semelhantes.</p>



<p>Na quinta edição do Leiria Drag Festival, sendo a segunda no Teatro José Lúcio da Silva, a Câmara Municipal de Leiria recebeu em Assembleia Municipal uma moção por deputados do Chega solicitando o fim do apoio ao evento. Esta moção anti-democrática e opressora da liberdade artística utilizou como pretexto a possível acessibilidade do espetáculo a crianças, sendo que esse argumento fere o direito de liberdade de escolha individual de qualquer pessoa de estar no evento.</p>



<p>O Leiria Drag Festival apresenta diversas formas de arte como drag/transformismo, música e dança, numa celebração Queer para todas as pessoas.</p>



<p>Após ser negada a reivindicação desta moção, um indivíduo iniciou ameaças nas redes sociais contra o Leiria Drag Festival, além de ter realizado a compra de bilhetes para estar no evento.</p>



<p>Perante isto, foi necessário reunir esforços para aumentar a segurança do estabelecimento e permitir que este se realizasse sem intercorrências.</p>



<p>Na LGBT Leiria, foi pensada uma ação organizada de uma contra-manifestação composta por palavras de ordem em caso de agressões verbais e a entrega de cravos às artistas que se apresentaram e a plateia, acompanhados com um cartão que continha a mensagem:</p>



<p>50 anos | 25 Abril A revolução fez-se para todes! Dia 10 Pela Liberdade; Pela Democracia; Votem em consciência!</p>



<p>Em resumo, o líder da ação de ódio foi proibido de entrar no teatro, neste seguimento cerca de 25 pessoas do mesmo grupo optaram por não entrar.</p>



<p>Após tal acontecimento, o coletivo LGBTI Leiria decide tornar público o que ocorreu, evidenciando que esses grupos continuam organizados e a agir em vários locais do país, para que seja de conhecimento de todos, todas e todes.</p>



<p>Em Leiria o amor, a arte, as cores e o orgulho venceram!<br>Que continuemos a vencer todes juntes!</p>



<p>Dia 10 de março, vota em consciência e pela liberdade de todes!</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img alt='proxy-6686627-3052545-9736635-8419818-1967493' alt='proxy-6686627-3052545-9736635-8419818' src='https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2024/03/proxy-6686627-3052545-9736635-8419818-1967493.jpeg' class="wp-image-220591" /></figure>



<p>imagem de capa: <a href="https://proxigram.lunar.icu/p/C33NtpjtDxm#3312176362557815910-4">5° EDIÇÃO DO LEIRIA DRAG FESTIVAL</a></p>



<p><a href="https://www.jornaldeleiria.pt/noticia/movimento-lgbti-denuncia-accao-de-odio-as-portas-do-leiria-drag-festival">https://www.jornaldeleiria.pt/noticia/movimento-lgbti-denuncia-accao-de-odio-as-portas-do-leiria-drag-festival</a></p>



<p><a href="https://www.regiaodeleiria.pt/2024/02/cerca-de-duas-dezenas-de-pessoas-ficam-a-entrada-do-leiria-drag-festival">https://www.regiaodeleiria.pt/2024/02/cerca-de-duas-dezenas-de-pessoas-ficam-a-entrada-do-leiria-drag-festival</a></p>



<p><a href="https://dezanove.pt/a-liberdade-venceu-a-5a-edicao-do-2095579">https://dezanove.pt/a-liberdade-venceu-a-5a-edicao-do-2095579</a></p>



<p><a href="https://www.diarioleiria.pt/noticia/124679">https://www.diarioleiria.pt/noticia/124679</a></p>
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		<title>Dia Internacional pela Despatologização das Identidades Trans</title>
		<link>https://indymedia.pt/45138/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Oct 2023 14:44:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Discriminação]]></category>
		<category><![CDATA[Indymedia]]></category>
		<category><![CDATA[Queer Feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[despatologização]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Trans são Direitos Humanos]]></category>
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		<category><![CDATA[Queer]]></category>
		<category><![CDATA[Silvya Rivera]]></category>
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					<description><![CDATA[A 22 de Outubro, assinala-se o Dia Internacional pela Despatologização das Identidades Trans. Este dia, convocado pela STP – Stop Trans Pathologization e resulta de uma iniciativa de ativistas na primeira década do século XXI. Desde 2007 que são realizadas mobilizações pela despatologização das identidades trans. Historicamente, esta campanha visa a retirada da classificação dos […]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A 22 de Outubro, assinala-se o Dia Internacional pela Despatologização das Identidades Trans. Este dia, convocado pela STP – Stop Trans Pathologization e resulta de uma iniciativa de ativistas na primeira década do século XXI. Desde 2007 que são realizadas mobilizações pela despatologização das identidades trans. Historicamente, esta campanha visa a retirada da classificação dos processos de reafirmação de género como trastorno mental no catálogo de diagnósticos (DSM da Associação de Psiquiatria Americana e CID da Organização Mundial de Saúde).</p>
<p>Também se procura promover um acesso aos cuidados de saúde trans específicos e trans não específicos digno, sustentável, público e gratuito. Promover um acesso aos tratamentos trans específicos com base no consentimento informado. Promover o acesso à autodeterminação de género sem qualquer requisito médico, algo que a lei portuguesa nº 38/2018 veio concretizar, em todos os lugares. Promovemos a despatologização das diversidade de género na infância e a abolição de tratamentos de normalização a pessoas intersexo.</p>
<p>Este dia também nos relembra que o questionamento do binarismo das normas sociais, da cis-norma é importante para visibilizar e despatologizar outras vivências e realidades. O questionamento deste modelo visa também entender como funcionam os mecanismos de género e como a transfobia opera contra pessoas de identidades dissidentes. É importante relembrar que não é o facto de alguém ser trans que fere ou mata, mas sim a transfobia que a sociedade transporta consigo.</p>
<p>Com o crescimento e ascensão de forças políticas e ideológicas que perpetuam o discurso de ódio e que procuram ver os nossos direitos questionados e negados, é necessário continuar a lutar para existir. Neste momento histórico, mais do que nunca, devemos procurar a união e lutar pela nossa visibilidade e pelo nosso posicionamento na sociedade.</p>
<p>Por tudo isto e muito mais, assinalamos este dia.</p>
<p>Porque ser trans é existir e resistir.</p>
<p>Créditos:<a href="https://ilga-portugal.pt/dia-internacional-da-despatologizacao-trans/"> ILGA-PORTUGAL.PT</a></p>
<figure data-carousel-extra='{"blog_id":221159767,"permalink":"https:\/\/leiturasqueer.wordpress.com\/2023\/10\/22\/dia-internacional-pela-despatologizacao-das-identidades-trans\/"}'  class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" data-attachment-id="2074" data-permalink="https://leiturasqueer.wordpress.com/2023/10/22/dia-internacional-pela-despatologizacao-das-identidades-trans/img/" data-orig-file="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/10/4_img.jpg" data-orig-size="1245,701" data-comments-opened="0" data-image-meta="{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}" data-image-title="img" data-image-description="" data-image-caption="" data-medium-file="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/10/2_img.jpg" data-large-file="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/10/img.jpg" data-id="2074" src="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/10/img.jpg" alt="" class="wp-image-2074" srcset="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/10/img.jpg 1024w, https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/10/1_img.jpg 150w, https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/10/2_img.jpg 300w, https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/10/3_img.jpg 768w, https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/10/4_img.jpg 1245w" sizes="(max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /><figcaption class="wp-element-caption">Sylvia Rivera na Marcha ACT-UP,  1994</figcaption></figure>
</figure>
<blockquote class="wp-block-quote">
<p>&#8220;<strong>Não podemos continuar a ser invisíveis. Temos de ser visíveis. Não devemos ter vergonha de quem somos. Temos de mostrar ao mundo que somos numerosas. Há muitas de nós por aí.</strong>&#8220;</p>
<p><cite>Silvya Rivera</cite></p></blockquote>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A paz, o pão, saúde, educação, habitação: Orgulho e Resistência em 2023</title>
		<link>https://indymedia.pt/32929/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Oct 2023 10:23:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Habitação]]></category>
		<category><![CDATA[Indymedia]]></category>
		<category><![CDATA[Poder e Autodeterminação]]></category>
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					<description><![CDATA[O título é de uma famosa música de intervenção de Sérgio Godinho. Editada em 1974, fruto da revolução democrática dos cravos, Liberdade, é não só o nome de uma longínqua cantiga, referência de uma luta antiga, mas, na ordem do dia, labuta do movimento LGBTQIA+ português.  Desde 2000 que o movimento ativista LGBTQIA+ em Portugal […]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O título é de uma famosa música de intervenção de Sérgio Godinho. Editada em 1974, fruto da revolução democrática dos cravos, Liberdade, é não só o nome de uma longínqua cantiga, referência de uma luta antiga, mas, na ordem do dia, labuta do movimento LGBTQIA+ português.&nbsp;</p>



<p>Desde 2000 que o movimento ativista LGBTQIA+ em Portugal tem mostrado um crescendo. Somando-lhe diferentes causas e reivindicações, alianças, geografias e conquistas e desafios chegamos a Outubro de 2023 com o número inédito e exemplar de 27 cidades portuguesas a saírem à rua e manifestarem o seu orgulho contra o conservadorismo, pelo direito a ter direitos, pela liberdade em se ser e amar quem quiser, por uma sociedade mais tolerante e menos desigual.</p>



<p>Em retrospetiva, começamos o ano de 2023 com a 1ª Marcha da Visibilidade Trans no Porto, uma marcha inaugural que contando com mais de 500 participantes contestou a visibilidade e direitos das comunidades Trans na cidade que fora paco de um dos assassinatos mais vis que a sociedade portuguesa assistiu este século. Prosseguiu-se, a 17 de Maio, &nbsp;Dia Internacional contra a Homofobia e Transfobia, a 14ª Marcha contra a Homofobia e Transfobia de Coimbra, seguindo-lhe Vila Real, Covilhã, Algarve, Braga, Peniche, Aveiro, Sintra, Lisboa, entre tantas outras, do norte ao sul do país, no continente e ilhas, que celebrando conquistas não se esqueceram do que falta cumprir.</p>



<p>Terminamos o calendário de marchas LGBTQIA+ na cidade de Viseu com a 6ª Marcha de Viseu pelos Direitos LGBTQIA+ sobe o mote “Pela justiça interseccional, contra a opressão estrutural<strong>”. </strong>Uma marcha no interior do país, outrora capital nacional da Homofobia, que relembra como o caminho da igualdade mostra tardar em cumprir-se. Como apesar de nas últimas duas décadas se ter assistido ao desenrolar de leis em prol da igualdade e não discriminação com base na orientação sexual, identidade e ou expressão de género, as práticas sociais continuam a mostrar o símbolo da diferença entre as leis e as práticas.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/10/rni-films-img-38d0e898-1a4a-4d48-9c68-9a4bc351a18c.jpg" alt="" class="wp-image-1883"/><figcaption class="wp-element-caption"><strong>6.ª Marcha de Viseu Pelos Direitos LGBTQIA+</strong></figcaption></figure>



<p>Num momento de polarizações e de fundamentalismos, do uso dos <em>social media</em> e plataformas digitais para propagar conteúdos de desinformação e diabolização LGBTQIA+, da proliferação do medo e normalização das formas de violência no espaço público, não foram esquecidos pelo movimento ativista episódios como os protestos “transfake” de Keyla Brasil e Dusty Whistles no Teatro São Luiz em Lisboa; os ataques da “ideologia de género” nas escolas por Rita Matias, deputada da extrema-direita no Parlamento; e por último, a manifestação&nbsp;«Não há orgulho no apartheid!» contra o&nbsp;<em>pinkwashing&nbsp;</em>colonial israelita que continua a explorar, matar e oprimir as pessoas LGBTQIA+ palestinianas.</p>



<p>Certamente que também não foram esquecidas as formas de intolerância e violência homofóbica e transfóbica assistidas no 1ª Pride de Évora, nas marchas de Leiria e Bragança, ou mais recentemente, do boicote à apresentação do livro “No Meu Bairro”, o livro&nbsp;infanto-juvenil de Lúcia Vicente, episódios que mostram como a liberdade de expressão de grupos minoritários continuam a ser alvo de tentativas de inviabilização e censura.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://cmi.indymedia.pt/wp-content/uploads/2023/10/230929_20230929190619__mb_8280-01.jpg" alt="" class="wp-image-1886"/><figcaption class="wp-element-caption">Manifestações contra a apresentação do livro “No Meu Bairro” de Lúcia Vicente</figcaption></figure>



<p>Acontecimentos tais que mostram o retrocesso democrático assistido nos últimos anos&nbsp; e a evolução de dialéticas morais que colocam nas identidades e corpos LGBTQIA+ a ameaça ao futuro da sociedade/humanidade. Portugal, mostra cada vez mais não o distanciamento desejável mas a proximidade com&nbsp; o retrocesso legal assistido em países como Itália, Polónia e Hungria. A deputada do Chega, Rita Matias, declarara publicamente que se o seu partido formasse governo em Portugal, todas as leis produzidas em torno da igualdade e não discriminação da identidade e/ou expressão de género, orientação sexual e características sexuais seriam revertidas.</p>



<p>Sem querer criar alarmismos, talvez fosse melhor refletirmos sobre a importância de continuar a marchar. A necessidade de construção de alianças entre diferentes movimentos sociais, numa luta interseccional contra a opressão estrutural. Num país periférico, pobre, de democracia frágil como Portugal, o movimento ativista LGBTQIA+ mostra enfrentar-se com novos desafios políticos e sociais em torno de velhas causas como o direito à paz, ao pão, à&nbsp; saúde, educação e habitação. Bem sabemos sobre quem recaem as consequências de uma crise social, política e económica, alimentada por um contexto de guerra. Também sabemos que, se o calendário de marchas LGBTQIA+ mostrara chegar ao fim deste ano, as nossas lutas mostram estar longe do seu fim.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Uma Visão Interdisciplinar sobre Transexualidade no séc. XXI</title>
		<link>https://indymedia.pt/32325/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Oct 2023 17:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Indymedia]]></category>
		<category><![CDATA[Queer Feminismo]]></category>
		<category><![CDATA[Ciências Sociais e Humanas]]></category>
		<category><![CDATA[género]]></category>
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					<description><![CDATA[coord. Joana Brinca “O reconhecimento da identidade de género integra em si uma importante conquista no campo dos direitos humanos, mas ao mesmo tempo coloca novos desafios que necessitam ser conhecidos e ultrapassados para que as pessoas e as sociedades colham os benefícios práticos da apologia da justiça social e especialmente da dignidade humana.” Joana […]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>coord. Joana Brinca</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“O reconhecimento da identidade de género integra em si uma importante conquista no campo dos direitos humanos, mas ao mesmo tempo coloca novos desafios que necessitam ser conhecidos e ultrapassados para que as pessoas e as sociedades colham os benefícios práticos da apologia da justiça social e especialmente da dignidade humana.”</p>



<p><cite>Joana Vale Guerra, <strong>Uma Visão Interdisciplinar sobre Transexualidade no séc. XXI </strong>(ed. Húmus, 2022)</cite></p>
</blockquote>



<p>Existe um corpo crescente de literatura que documenta as formas de estigmatização, marginalização e exclusão de pessoas trans, de género diverso e não binárias devido à sua expressão e/ou identidade de género. A academia possui um papel importante nesse processo que é o da construção de conhecimento e desconstrução de normas e padrões impostos socialmente, numa relação de criação de pensamento crítico sobre todas as formas de preconceito e discriminação para a vivência em sociedades abertas a todas as vivências ou identidades. Este livro é um claro exemplo desse trabalho em torno de identidades trans e género diverso.</p>



<p>Dividido em seis ensaios principais, com contributos de autores de áreas disciplinares diferenciadas, desde a psicologia, antropologia, direito ao serviço social, este livro traz-nos temas como vários como corpo, género e sexualidade, preconceito e saúde mental, serviço social, numa ótica, claro está, direcionada às experiências de pessoas trans, não binárias e de género diverso em Portugal.</p>



<p>Com enfoque na realidade portuguesa, país que começara a debruçar-se sobre as reivindicações e direitos de pessoas trans apenas recentemente, mostrando desenvolver um conjunto de leis sobre identidade de género e autodeterminação na última década, esta obra coordenada por Joana Brinca, professora auxiliar da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, mostra como as expressões mais tradicionais de preconceito evoluíram de expressões mais flagrantes para expressões mais subtis e como o preconceito resulta do desconforto da crescente visibilidade LGBTIQ, percepcionada como ameaça aos valores e instituições tradicionalmente associados à heterossexualidade.</p>



<p>Quando olhamos para as identidades trans e para as formas de preconceito que estas pessoas são sujeitas, somos irremediavelmente remetidos para discursos patologizantes sobre a identidade e expressão de género destas pessoas. Em Portugal, até 2016 com a promulgação da lei de autodeterminação da identidade de género, a transexualidade estava fortemente remetida aos discursos médicos veiculando a ideia de doença e da impossibilidade de as pessoas trans desenvolverem as suas identidades de forma protegida e em segurança.</p>



<p>Porém, ainda que sem necessidade de um relatório médico para afirmar a sua identidade de género socialmente, o modelo médico continuando a focar-se na biologia e no binarismo de género, na hegemonia da relação entre sexo biológico e identidade de género, continua a mostrar criar formas de discriminação e desinformação quanto às identidades e experiências trans. Realidade que traz consigo repercussões múltiplas, desde aquelas relacionadas com a saúde mental e física de pessoas trans, como as dificuldades ao nível social e económico como é o acesso ao mercado de trabalho regulado, habitação, educação e cuidados de saúde especializados.</p>



<p>Percebemos que os discursos sobre género, sexo e sexualidade ainda são alvo de forte controvérsia, especialmente aquando legam narrativas de poder patriarcal em que transformam o corpo em objeto de conhecimento e vigilância, de fiscalização e disciplina como são aqueles que pretendem moldar os comportamentos de pessoas LGBTQIA+ através das forças legais e institucionais.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“De acordo com o LGBTQI Inclusive Education Índex (2017) Portugal dispõe de boas políticas e princípios de base neste âmbito, mas carece de implementação de medidas concretas de combate à discriminação em função da orientação sexual, identidade ou expressão de género e características sexuais. (…) A necessidade de assegurar a viabilidade de respostas possíveis para cada forma de viver a transexualidade.”</p>



<p><cite>Joana Vale Guerra, <strong>Uma Visão Interdisciplinar sobre a Transexualidade no séc. XXI </strong>(ed. Húmus, 2022)</cite></p>
</blockquote>



<p>O livro mostra-nos que apesar de hoje a lei portuguesa reconhecer o direito à identidade às pessoas transexuais, a sua cidadania plena exige um trabalho continuado contra a discriminação de que são alvo e a garantia do acesso a cuidados de saúde. As pessoas trans continuam sujeitas a significativas formas de discriminação e violência em Portugal, em certa parte devido à inação e invisibilização que Estado português teve durante anos, sendo agora, mais do que nunca, adaptar as leis para que todas as pessoas sejam reconhecidas e incluídas no espetro das políticas públicas que acautela o exercício dos seus direitos e liberdades.</p>



<p>Este é um livro que embora com um pendor cientifico mostra ser de leitura acessível e clara, permitindo abrir o debate público para a transexualidade e para uma visão mais afirmativa e inclusiva das pessoas transexuais na sociedade portuguesa.</p>



<p><strong><em>ISBN:&nbsp;</em></strong>9789897558184 <strong><em>Editor:&nbsp;</em></strong>Húmus <strong><em>Páginas:&nbsp;</em></strong>138</p>



<p></p>
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