<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><?xml-stylesheet href="https://indymedia.pt/wp-content/plugins/pretty-rss-feeds/xslt/pretty-feed.xsl" type="text/xsl" media="screen" ?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Romance &#8211; indymedia.pt</title>
	<atom:link href="https://indymedia.pt/tag/romance/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://indymedia.pt</link>
	<description>Centro de Média Independente - Portugal</description>
	<lastBuildDate>Tue, 28 Nov 2023 20:22:47 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	
<image>
	<url>https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2025/11/7BAA20C4-76F1-4BDB-B457-1302DEA0F323-150x150.png</url>
	<title>Romance &#8211; indymedia.pt</title>
	<link>https://indymedia.pt</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>A Cadela</title>
		<link>https://indymedia.pt/32314/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Oct 2023 10:33:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Indymedia]]></category>
		<category><![CDATA[Dom Quixote]]></category>
		<category><![CDATA[Feminismos]]></category>
		<category><![CDATA[género]]></category>
		<category><![CDATA[Interseccionalidade]]></category>
		<category><![CDATA[La Perra]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura Latino-Americana]]></category>
		<category><![CDATA[maternidade]]></category>
		<category><![CDATA[Pilar Quintana]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://leiturasqueer.wordpress.com/?p=1766</guid>

					<description><![CDATA[Pilar Quintana “Durante o dia, Damaris andava com a cadela metida no sutiã, entre os seus seios macios e generosos, para a manter quente. A noite, deixava-a na caixa de cartão que o senhor Jaime lhe tinha oferecido, com uma botija de água quente e a camisa que tinha usado durante o dia, para que […]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Pilar Quintana</strong></p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Durante o dia, Damaris andava com a cadela metida no sutiã, entre os seus seios macios e generosos, para a manter quente. A noite, deixava-a na caixa de cartão que o senhor Jaime lhe tinha oferecido, com uma botija de água quente e a camisa que tinha usado durante o dia, para que não sentisse a falta do seu cheiro.”</p>



<p><cite>Pilar Quintana, A Cadela (ed. Dom Quixote, 2021)</cite></p>
</blockquote>



<p>Pilar Quintana é uma das mais aplaudidas e lidas escritoras de toda a América Latina. Escritora, guionista, redatora de publicidade entre outras atividades ligadas às letras, Quintana conta com uma série de títulos que honram o seu mérito literário, entre os quais o Prémio Biblioteca de Narrativa Colombiana e o&nbsp;<em>National Book Award</em>&nbsp;nos EUA em 2020 pela sua obra “La Perra”, publicada em 2017, e que rapidamente se tornará o romance literário mais vendido na Colômbia nos últimos anos. Um livro que, segundo a autora, fora escrito de fio a pavio no telemóvel, enquanto amamentava o filho bebé.</p>



<p>Traduzida para inglês, dinamarquês, holandês, italiano, alemão, grego, hebraico, francês, islandês e, recentemente para português, pela edições Dom Quixote em 2021, vemos agora a oportunidade de desfrutar deste intrigante e intenso livro que nos traz uma perspetiva diferente sobre a maternidade e o amor incondicional de mãe, sobre apego e perda, a solidão e remorsos de uma mulher atravessada pela violência, abandono, pobreza e invisibilidade social.</p>



<p>Quintana escreve “La perra”, depois de ter vivido nove anos no Pacífico colombiano, de se ter divorciado, de ter sofrido um ataque cardíaco e de se ter sentido toda a vida como uma ovelha desgarrada, ao qual rapidamente percebemos a influência desse período da sua vida nesta história.</p>



<p>A história é a de Damaris, uma mulher negra nos seus quarenta anos, natural da costa do Pacífico da Colômbia, numa das zonas mais isoladas e mais pobres do país, a viver com Rogélio, o seu companheiro de uma relação há muito desgastada pela miséria e violência doméstica. O sonho de Damaris era o de ser mãe, aspiração que nunca vê ser realizada e que lhe consumiria todas as sombras da sua alma. É fruto dessa aspiração, em ser mãe, que Damaris adota Chirli, uma cadela recém-nascida que ficaria orfã logo após nascer e que, Damaris, não só colocaria o nome da filha tão desejada como projeta no animal o afeto, carinho, mimos e atenção de uma gravidez nunca realizada.</p>



<p>Porém, aquando um dia a pequena Chirli foge de casa regressando semanas depois, prenha, a relação de Damaris com o animal mostra sofrer uma profunda alteração. Desvelando as profundezas da mente humana, da monstruosidade que reside em nós e que é despertada em momentos de maior agonia, Pilar Quintana traz-nos neste livro um retrato cruel e autofágico do amor incondicional de mãe, do desgaste psicológico de uma mulher que encontrara no seu profundo arrependimento e vazio emocional o despreendimento do mundo.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Num primeiro momento, equacionou a ideia de ficar ali até que Ximena chegasse, deixá-la ver-lhe as mãos e o olhar de assassina, até se dar conta do cheiro a urina, aceitar assim a sua falta e o castigo que The correspondia; mas então disse para si que nem Ximena nem toda a gente da aldeia podia castigá-la como merecia. Pensou por isso em ir para o monte, descalça, vestindo apenas os calções de licra e a blusa às riscas desbotada, e caminhar para além de La Des-pensa, da estação de aquacultura, dos terrenos da Marinha, dos sítios que percorrera com Rogelio e dos que não tinham chegado a conhecer, para se perder como a cadela e aquele menino das cortinas de Nicolasito, ali onde a selva era mais terrível.”</p>



<p><cite>A Cadela (ed. Dom Quixote, 2021)</cite></p>
</blockquote>



<p>Uma leitura fluida, rápida e contagiante que merece uma oportunidade de ser lida.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio">
<div class="wp-block-embed__wrapper"><span class="embed-privacy-url"><a href="https://www.youtube.com/embed/p8BeaCWAD34?version=3&#038;rel=1&#038;%23038;showsearch=0&#038;%23038;showinfo=1&#038;%23038;iv_load_policy=1&#038;%23038;fs=1&#038;%23038;hl=pt&#038;%23038;autohide=2&#038;%23038;start=3&#038;%23038;wmode=transparent">Open embedded content from YouTube</a></span></div>
<figcaption class="wp-element-caption">BookTrailer | A Cadela, Pilar Quintana (2021)</figcaption>
</figure>



<p><strong><em>ISBN: </em></strong>9789722071314 <strong><em>Editor: </em></strong>DOM QUIXOTE <strong><em>Páginas: </em></strong>128</p>


]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
