<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><?xml-stylesheet href="https://indymedia.pt/wp-content/plugins/pretty-rss-feeds/xslt/pretty-feed.xsl" type="text/xsl" media="screen" ?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Violência Policial &#8211; indymedia.pt</title>
	<atom:link href="https://indymedia.pt/tag/violencia-policial/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://indymedia.pt</link>
	<description>Centro de Média Independente - Portugal</description>
	<lastBuildDate>Tue, 21 Oct 2025 12:12:41 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	
<image>
	<url>https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2025/11/7BAA20C4-76F1-4BDB-B457-1302DEA0F323-150x150.png</url>
	<title>Violência Policial &#8211; indymedia.pt</title>
	<link>https://indymedia.pt</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>[Amadora] Dezenas de ferimentos: PSP diparou balas de borracha contra  um grupo de 200 pessoas na Reboleira</title>
		<link>https://indymedia.pt/228628/</link>
					<comments>https://indymedia.pt/228628/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Oct 2025 11:56:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Repressão]]></category>
		<category><![CDATA[Violência Policial]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://indymedia.pt/228628/</guid>

					<description><![CDATA[Na passada segunda-feira (dia 13), durante os festejos pela inédita qualificação de Cabo Verde para o Mundial de Futebol, na Reboleira, a PSP realizou uma operação de dispersão junto ao restaurante Liga dos Sabores, por volta das 22h. Mais tarde, quando os jovens se retiravam (perto do Bingo da Reboleira), a PSP voltou a intervir, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Na passada segunda-feira (dia 13), durante os festejos pela inédita qualificação de Cabo Verde para o Mundial de Futebol, na Reboleira, a PSP realizou uma operação de dispersão junto ao restaurante Liga dos Sabores, por volta das 22h.</p>
<p>Mais tarde, quando os jovens se retiravam (perto do Bingo da Reboleira), a PSP voltou a intervir, disparando balas de borracha sobre jovens, mulheres e crianças.</p>
<p>No dia seguinte, foi noticiado que os agentes haviam disparado 17 tiros para o ar.</p>
<p>No entanto, as imagens e as dezenas de ferimentos por balas de borracha comprovam que a PSP disparou indiscriminadamente contra os corpos dos jovens.</p>
<p><a href="https://vidajusta.org/">Vida Justa: </a>https://instagram.com/p/DQBdfgGCPSZ/</p>
<span class="embed-privacy-url"><a href="https://archive.org/download/violencia-policial-amadora-out-2025/AQM5YbaMpel1coXiMhW89czr-nud_aTtmLOHsyW4b1qJXzBWtfS3Y3r1zhKameBwhQfsD2LPNEEikY1PYSBaEBCyoA0L3eJvE6Zhnic.mp4">Open embedded content from archive.org</a></span>
<p>&#8220;Ao que a CNN Portugal apurou, os incidentes começaram quando os agentes tentaram encerrar o estabelecimento, que já devia ter fechado. No momento em que os agentes chegaram ao local, cerca de 200 pessoas estavam na via pública a festejar o apuramento de Cabo Verde para o Mundial e impediam a normal circulação de pessoas e veículos. Os clientes recusaram cumprir as ordens da PSP e reagiram com violência, arremessando pedras e garrafas contra a polícia. Face à ameaça, os polícias efetuaram disparos de shotgun para o ar, de forma a dispersar o grupo.&#8221;</p>
<div style="width: 250px;" class="wp-video"><video class="wp-video-shortcode" id="video-228628-2" width="250" height="500" preload="metadata" controls="controls"><source type="video/mp4" src="https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2025/10/videoNjEFrCa.mp4?_=2" /><a href="https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2025/10/videoNjEFrCa.mp4">https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2025/10/videoNjEFrCa.mp4</a></video></div>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://indymedia.pt/228628/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		<enclosure url="https://archive.org/download/violencia-policial-amadora-out-2025/AQM5YbaMpel1coXiMhW89czr-nud_aTtmLOHsyW4b1qJXzBWtfS3Y3r1zhKameBwhQfsD2LPNEEikY1PYSBaEBCyoA0L3eJvE6Zhnic.mp4" length="0" type="video/mp4" />
<enclosure url="https://indymedia.pt/wp-content/uploads/2025/10/videoNjEFrCa.mp4" length="2450668" type="video/mp4" />

			</item>
		<item>
		<title>Justiça para Cláudia Simões! Reportagem da primeira sessão em tribunal</title>
		<link>https://indymedia.pt/207352/</link>
					<comments>https://indymedia.pt/207352/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Nov 2023 15:24:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Discriminação]]></category>
		<category><![CDATA[Indymedia]]></category>
		<category><![CDATA[Movimentos Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Repressão]]></category>
		<category><![CDATA[Cláudia Simões]]></category>
		<category><![CDATA[Justiça]]></category>
		<category><![CDATA[racismo]]></category>
		<category><![CDATA[Violência Policial]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cmi.indymedia.pt/?p=207352</guid>

					<description><![CDATA[Justiça para Cláudia Simões! Solidariedade com todas as vítimas da violência policial racista! 19/01/2020 Ocorrência da agressão e posterior apresentação de queixa contra o agente da psp carlos canha. 20/01/2020 Post de facebook do sindicato unificado da policia de segurança pública, então liderado por peixoto rodrigues. Fevereiro, 2022 O Juíz Carlos Alexandre defende que o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Justiça para </strong><strong>C</strong><strong>láudia </strong><strong>S</strong><strong>imões</strong><strong>!</strong></p>



<p><strong>S</strong><strong>olidariedade com todas as vítimas da violência policial racista!</strong></p>



<p><span style="text-decoration: underline">19/01/2020</span></p>



<p><strong>Ocorrência da agressão e posterior apresentação de queixa contra o agente da psp carlos canha.</strong></p>



<p><span style="text-decoration: underline">20/01/2020</span></p>



<p><strong>Post de facebook do sindicato unificado da policia de segurança pública, então liderado por peixoto rodrigues.</strong></p>



<p><span style="text-decoration: underline">Fevereiro, 2022</span></p>



<p><strong>O</strong> <strong>Juíz Carlos Alexandre defende que o polícia seja julgado por sequestro e agressões: o ministério público acusa Canha de três crimes de ofensa à integridade física qualificada, três de sequestro agravado, um de abuso de poder e outro de injúria agravada contra Cláudia Simões.</strong></p>



<p><span style="text-decoration: underline">Junho, 2022</span></p>



<p><strong>Os três agentes da </strong><strong>PSP</strong><strong>, João Carlos Cardoso Neto Gouveia e Luís Pereira Rodrigues vêem a juíza de instrução criminal a confirmar a acusação do </strong><strong>MP</strong><strong>.</strong></p>



<p><span style="text-decoration: underline">Janeiro, 2023</span></p>



<p><strong>O polícia Carlos Canha, através de um recurso para o tribunal da relação de Lisboa, acabou por pronunciar, também, Claudia Simões para julgamento por um crime de ofensa à integridade física qualificada. Durante o processo de detenção, Cláudia teria «empurrado» o agente e resistido à detenção e, tentado morder o polícia.</strong></p>



<p><span style="text-decoration: underline">Novembro, 2023</span></p>



<p><strong>No dia 8 de novembro de 2023, Carlos Canha e Cláudia Simões chegam ao tribunal de Sintra tanto como arguidos, como ofendidos.</strong></p>



<p>&#8211;</p>



<p>O despacho confirma que o agente Carlos Canha, juntamente com João Carlos Cardoso Neto Gouveia e Fernando Luís Pereira Rodrigues, &#8220;<em>atuaram com violação dos seus deveres funcionais</em>”, que Cláudia Simões foi &#8220;<em>ilegalmente detida, algemada, agredida, insultada e conduzida num veículo da PSP para a esquadra</em>&#8220;, que &#8220;<em>durante o percurso para a esquadra o agente canha deu vários socos na cabeça e corpo da assistente</em>&#8220;, e que &#8220;<em>nenhum dos arguidos que seguiam nos dois bancos da frente do veículo fizeram algo para o parar</em>”.</p>



<p><strong>Apesar do reconhecimento de que Cláudia Simões foi ilegalmente detida e violentamente agredida, o Ministério Público leva-a a julgamento na dupla qualidade de vítima (assistente) e arguida.</strong></p>



<p>Isto significa que, no momento presente, Cláudia Simões é acusada de ofensas à integridade física qualificada. </p>



<p>Isto porque o tribunal da Relação de Lisboa, em 2022, considerou o recurso de Carlos Canha válido, que insiste na reação de “empurrar e morder&#8221; quando deteve Cláudia ilegalmente.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em><strong>&#8220;Se não lhe mordesse o braço, morria&#8221;, diz Cláudia Simões sobre polícia em tribunal</strong></em></p>



<p><em>Julgamento arrancou em sintra com claúdia simões e agente da psp carlos canha como arguidos e vítimas em simultâneo, quase quatro anos depois. Mais dois polícias acusados.</em></p>
<cite><em>(recorte de imprensa)</em></cite></blockquote>



<p>A Relação de Lisboa achou que existia “prova indiciária suficiente de que Cláudia Simões&#8221; empurrou Carlos Canha “quando este a queria impedir de se ausentar da paragem de autocarro, tendo sido esse o seu comportamento inicial que levou ao escalar&#8221;.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em><strong>Sindicato unificado da polícia de segurança pública</strong></em></p>



<p><em>20 de janeiro às 22:49</em></p>



<p><em>«Foi neste estado em que ficou hoje o colega, ao intervir numa ocorrência na Amadora.</em> <br><em>As melhoras ao colega e espero que as análises sejam todas negativas a doenças graves. Contudo a defesa da cidadã está a começar a ser orquestada pelo ódiomor de brancos.<br>Está tudo bem, não se passa nada.»</em></p>
<cite><em>(post de Facebook do Sindicado da Polícia)</em></cite></blockquote>



<p>O Ministério Público investigou o Sindicato Unificado da Polícia de Segurança Pública por causa do post que a organização publicou no Facebook em defesa do agente acusado de agredir Cláudia Simões, Carlos Canha, em 2020, na Amadora, onde insinuava que ela poderia ter doenças.</p>



<p><span style="text-decoration: underline">Novembro 2023: Ponto de Situação Atual</span></p>



<p>“<strong>Comecou a apertar o meu pescoco para tentar fazer sentar, com muita força mesmo. Foi aí que lhe mordi a mão. Se não lhe mordesse o braço, morria”</strong></p>



<p>A primeira parte da sessão foi marcada pela prestação de declarações de abertura, tanto de Cláudia Simões, como de Carlos Canha; e por interrupções sucessivas da Juíza Catarina Pires. Cláudia inicia por prestar o seu depoimento, relatando a agressão e respetivas etapas.</p>



<p><strong>Uma intervencão desproporcionalmente violenta com fundamento na ausência do <u>passe gratuito de uma crianca.</u></strong></p>



<p>A agressão começou com o agente a forçá-la a sentar-se na paragem de autocarro e a bater-lhe sucessivamente na mão com que agarrava o telemóvel da filha, dispositivo que utilizou para dialogar com a tia durante a viagem.</p>



<p>O clima de hostilidade no autocarro 163, vindo da Vimeca, ter-se-á iniciado com uma discussão vívida entre o motorista e uma passageira Brasileira, acompanhada pela sua neta, de idade inferior a 12 anos (como recorda o sobrinho de Cláudia, Gerson Calveto) – já aqui, o motorista terá proferido comentários de natureza fortemente xenófoba (&#8220;<em>isso é na tua terra, vocês estão aqui a dar cabo do nosso país”, “seus pretos, andam a estragar o nosso país, pensam que isso é só chegar e andar sem passe</em>&#8220;).</p>



<p>No meio do ambiente, já totalmente caótico, Cláudia Simões refere desconhecer a razão pelo qual o agente policial se envolveu e se dirigiu especificamente a si, tendo-lhe agarrado no casaco, na zona do pescoço e puxado o casaco, com níveis de força extrema. Este corresponde ao primeiro momento das agressões, pouco depois das 20:30h, já na rua, junto da paragem de autocarro.</p>



<p>Recorde-se que, a justificação utilizada para a intervenção das forças policiais, residia no facto da filha de 7 anos se ter esquecido do seu passe (de relembrar, também, que as crianças nesta faixa etária têm direito a passe gratuito);</p>



<p>Cláudia disse ao motorista que o seu outro filho estaria na paragem de saída com o documento. Devido à discussão anterior do motorista com a outra utente, o condutor chamou um polícia que no momento nem estava ao serviço, Carlos Canha.</p>



<p>Num ápice, Canha posiciona-se em cima de Cláudia, sentando-se nas suas costas; a filha, assustada, gritava de medo. Entretanto, algemaram Cláudia, começando a empurrá-la em direção à carrinha da polícia.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><strong>&#8220;Quando a carrinha arrancou, começou a bater-me muito&#8221;</strong></p>



<p><strong>&#8220;Fecharam o vidro e meteram música. Chamaram-me nomes: puta, vaca, macaca, preta do c*ralho.&#8221;</strong></p>



<p><strong>&#8220;Tentou tirar-me as calças, só me dava socos na cara. Começou a arrancar-me o cabelo com muita, muita força&#8221;</strong></p>
<cite>Testemunho de Cláudia Simões</cite></blockquote>



<p><span style="text-decoration: underline">19/01/2020, entre as 21h e 22h</span></p>



<p>Quando a carrinha arrancou, a violência extrema exercida sobre o corpo de Cláudia Simões intensifica- se. As perguntas da juíza foram tão incrivelmente incisivas, de forma insistente e ininterrupta, que, enquanto integrante do público &#8211; e pessoa preta &#8211; não me é possível deixar de relevar um esforço bastante proativo em demonizar o testemunho de Cláudia.</p>



<p>Como o julgamento o evidenciou, a menção de enormes níveis discriminação racial é totalmente ignorada pela juíza. Em tribunal, Cláudia repete os insultos que lhe foram proferidos no dia 19 de Janeiro, ao mesmo tempo incluíndo detalhes profundamente descritivos acerca da agressão da qual acabara de ser vítima. De acordo com o artigo 240°-discriminação e incitamento ao ódio e à violência do código penal, este acontecimento é punível, por lei. No entanto, os atos de Carlos Canha &#8220;<em>não configuram um crime racista</em>&#8220;, apenas uma conduta derivada de &#8220;<em>técnicas de imobilização</em>”.</p>



<p><strong><em>&#8220;</em><em>G</em><em>rita, sua filha da p*ta, preta, macacos, vocês são lixo, uma merda.&#8221;</em>, ouvia-se no vídeo que, em 2020, circulava pelas redes sociais, no momento em que Canha algemou Cláudia.</strong></p>



<p>Apesar de todas as provas materiais, testemunhas e enumeração de várias evidências a nível dos impactos que a agressão teve tanto a nível físico, como a nível psicossocial, tanto para Cláudia, como para os seus familiares (principalmente, a filha e o marido), verificaram-se, novamente, esforços flagrantes por desvalorizar o testemunho de Cláudia.</p>



<p>Estes foram transversais a todo o julgamento; mas, quando menciona que teve o cabelo arrancado à volta da cabeça e, para o esconder, usa peruca, a Juíza Catarina Pires &#8211; assim como a advogada de defesa do agente da psp &#8211; pediu-lhe para remover a peruca, visando uma observação das lesões que Cláudia &#8220;alegava&#8221; ter. A advogada de Canha, depois do 2º pedido, insinuou, inclusivamente que Cláudia “aparentava rapar o cabelo&#8221;. Tudo isto provocou uma onda de profunda indignação no tribunal. Cláudia age conforme o que lhe é pedido, apesar da condescendência palpável da juíza.</p>



<p><strong>Uma rétorica de criminalização e desvalorização das vidas e experiência Negras para absolver as instituições judiciais e o sistema.</strong></p>



<p>A postura da Juíza face a ambos os depoimentos divergiu significativamente.</p>



<p>Canha, pôde falar, pôde justificar-se “Era um agente branco a algemar uma cidadã negra e a maioria das pessoas que ali estavam eram negras”. Alegou, ainda, que Cláudia “esperneava”e que as técnicas de imobilização aplicadas foram “simples”. Negou ter-lhe puxado o cabelo, reiterando a acusação de que Cláudia lhe chamou vários nomes e que se terá atirado para o chão.</p>



<p>Por várias vezes, durante a sessão, a Juíza dirigiu-se a Cláudia: “<em>S</em><em>ente-se direita</em>”, “<em>n</em><em>ã</em><em>o interrompa</em><em>&#8220;</em>, repreendia, inúmeras vezes, não lhe dando qualquer margem de expressão, em comparação com o que se verificou com o depoimento do agente.</p>



<p>&#8212;&#8212;</p>



<p><em>Infelizmente, penso que todes nos recordamos dos inúmeros vídeos e imagens que circularam no início de 2020, relativos a um caso de agressão ocorrido na Amadora, junto da paragem de um autocarro.<br><br>Não incluí imagens das marcas deixadas pelas lesões, pois não quero apelar à solidariedade de ninguém partindo da normalização da partilha excessiva de imagens remetentes a uma brutalização profundamente violenta perante corpos negros.<br><br>O caso de Cláudia Simões revela-nos, novamente, e de forma bastante flagrante, a enorme des-sensibilização perante uma desumanização tão reveladora das faces mais brutais do racismo institucional em Portugal.<br><br>Não podemos virar a cara: é impensável que se sente no banco dos réus, a uma distância de 1-2 cadeiras do seu agressor, por se tentar defender, por implorar pelo seu direito à vida. É impensável que não se reflita acerca das pautas raciais que pontuam este caso, mesmo depois da investigação de tantas provas, vídeos, posts (inclusivamente do próprio sindicato da PSP) que manifestamente se posicionam contra a vivência (e mera existência) de comunidades negras. É impensável que dificultem a prestação do seu depoimento, no próprio julgamento, onde é vítima. É impensável; e não tenho palavras.<br><br>Tentei sintetizar ao máximo o que presenciei na semana passada, no Tribunal de Sintra, assim como o caso em termos gerais e jurídicos &#8211; o que se sabe até agora, o que se tem passado desde 2020. Mas sei que se encontra tudo muito incompleto &#8211; naturalmente, não cabe tudo no mesmo post.<br><br>Por favor partilhem, tentem comparecer, tentem divulgar a situação, tentem manifestar o vosso apoio através de todos os meios que vos forem possíveis.</em></p>



<p>&#8212;</p>



<p>Lê mais:</p>



<p><a href="https://afrolink.pt/julgamento-das-agressoes-a-claudia-simoes-continua-hoje-vamos/">https://afrolink.pt/julgamento-das-agressoes-a-claudia-simoes-continua-hoje-vamos/</a></p>



<p><a href="https://setentaequatro.pt/cronica/tribunal-dos-horrores-violencia-contra-claudia-simoes-continua">https://setentaequatro.pt/cronica/tribunal-dos-horrores-violencia-contra-claudia-simoes-continua</a></p>



<p><a href="https://afrolink.pt/criminalizar-vidas-negras-para-absolver-o-sistema-carta-aberta/">https://afrolink.pt/criminalizar-vidas-negras-para-absolver-o-sistema-carta-aberta/</a></p>



<p><em><br><br></em><br></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://indymedia.pt/207352/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>[Grécia] Despejo da okupação Evangelismos (Creta). Policiais jogam uma pessoa do telhado.</title>
		<link>https://indymedia.pt/32587/</link>
					<comments>https://indymedia.pt/32587/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Publicação Comunitária]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Oct 2023 13:32:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Indymedia]]></category>
		<category><![CDATA[Movimentos Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Poder e Autodeterminação]]></category>
		<category><![CDATA[Repressão]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Violência Policial]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://cmi.indymedia.pt/?p=32587</guid>

					<description><![CDATA[A.N.A.A ocupação Evangelismos em Heraklion (Creta) era uma clínica abandonada desde 1985, quando foi ocupada em 2002. Vinte e um anos de ocupação fizeram de Evangelismos um local emblemático do movimento anarquista na Grécia. Até a noite de 30 de setembro para 1º de outubro de 2023, quando foi despejada em meio à campanha eleitoral [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><a href="https://noticiasanarquistas.noblogs.org/" data-type="link" data-id="https://noticiasanarquistas.noblogs.org/">A.N.A.</a><br><em>A ocupação Evangelismos em Heraklion (Creta) era uma clínica abandonada desde 1985, quando foi ocupada em 2002. Vinte e um anos de ocupação fizeram de Evangelismos um local emblemático do movimento anarquista na Grécia. Até a noite de 30 de setembro para 1º de outubro de 2023, quando foi despejada em meio à campanha eleitoral municipal e às negociações interacadêmicas. Portanto, foi por razões estratégicas que o companheiro anarquista Y.S. optou por fazer sua declaração na qualidade de estudante de doutorado.</em></p>



<p><strong>Declaração de Y.S., que testemunhou a queda de um companheiro do telhado e também foi preso durante o despejo da okupação Evangelismos em Heraklion</strong></p>



<p>“Sou uma das onze pessoas presas durante a operação policial na okupação Evangelismos na madrugada de sábado, 30/09. A queda de A., um jovem estudante de pós-graduação, aconteceu diante de meus olhos. Naquele momento, um policial armado da EKAM (unidade especial da polícia) estava pressionando minhas costas com o joelho, impedindo-me de respirar, embora eu já estivesse algemado. Os policiais das forças especiais já haviam espancado o jovem e o arrastado pelos cabelos antes de algemá-lo. As pessoas nas varandas vizinhas começaram a protestar e, naquele momento, A. se viu na beira do telhado plano do prédio e, em questão de segundos, no ar.</p>



<p>Ao mesmo tempo, embora eu estivesse algemado e de bruços no chão, um policial me deu um chute na cabeça e gritou no meu ouvido: “Cale a boca, porque você também vai acabar no necrotério”. Esse evento aterrorizante, a queda de um homem de uma altura de doze metros enquanto ele estava algemado, não causou sua morte por mero acaso.</p>



<p>A. está atualmente no hospital PAGNI com as pernas quebradas e a coluna vertebral fraturada e rachada. Por pura sorte, ele está vivo e não está paralisado. No entanto, seu calvário continuou, pois ele teve a infelicidade de cair nas mãos de um médico do hospital que tentou abafar o caso e o mandou de volta para a delegacia de polícia. Lá, por cerca de dez horas, ele permaneceu imobilizado em uma cadeira de rodas, e a vice-diretora do departamento alegou que estava coberta pelo relatório de alta hospitalar e que sua única obrigação era dar a ele paracetamol.</p>



<p>Somente após fortes protestos, treze horas depois, os motoristas da ambulância o levaram para o hospital PAGNI, onde ele foi internado. Após outros exames, a extensão total de seus ferimentos ficou conhecida.</p>



<p>Eu também gostaria de destacar algo assustador. O presidente da Universidade de Creta, Sr. Kontakis (que iniciou a evacuação da okupação), visitou ontem A., que tem vários ferimentos, para informá-lo de que ele será seu próprio médico responsável e que ele não faz discriminação entre seus pacientes.</p>



<p>Dizem que o Dr. Mengele tem um belo sorriso. Não é possível que a pessoa responsável pela experiência de quase morte do paciente seja ao mesmo tempo seu médico, contra a vontade do paciente, em uma posição de poder, especialmente porque o caso provavelmente será levado ao tribunal. É imperativo que a associação médica, as associações de estudantes e outros órgãos universitários se manifestem.</p>



<p>No interesse da divulgação completa, houve também uma postagem no site cretalive sobre o evento, que foi rapidamente excluída quando eles perceberam a estupidez do que haviam feito. Devo acrescentar que, no primeiro incidente no hospital relacionado à alta precipitada, houve uma intervenção inicial da Federação dos Sindicatos dos Médicos dos Hospitais Gregos, que estava tentando descobrir o que havia acontecido. Talvez essas organizações também devessem investigar o comportamento do Sr. Kontakis.</p>



<p>Gostaria de informá-lo que eu e as outras dez pessoas presas fomos libertados por ordem verbal do promotor público. Outro estudante de doutorado foi preso comigo, mas ele não pode se ocupar do caso por enquanto. Acredito que haja um motivo para isso. As acusações completas serão anunciadas no final desta semana, após nossos interrogatórios.</p>



<p>Para concluir este texto, gostaria de acrescentar que ontem, durante a operação policial contra as instalações do clube esportivo autogerido Tiganiti, fui parado enquanto caminhava pela rua pela polícia de Heraklion, que me disse: “Eles sabem quem eu sou”. Para minha grande surpresa, na delegacia de polícia encontrei dois outros estudantes de doutorado que também haviam sido presos. Há muitas perguntas a serem feitas.</p>



<p>Nós somos a universidade, não a UPIU (Unidade de Proteção às Instituições Universitárias) [a polícia universitária], não os protegidos do governo que ocupam cargos na universidade. A responsabilidade pelo que aconteceu e pelo que acontecerá é inteiramente do Presidente Kontakis e do Conselho Universitário, que aprovaram por unanimidade a operação policial contra a okupação em 20/07/23.</p>



<p>A Associação de Pesquisadores e Funcionários de Pesquisa de Heraklion (ACCERH), em coordenação com outras associações e organizações estudantis, deve tomar uma posição clara sobre esses eventos, porque o fascismo vem primeiro para os outros e depois para nós.”</p>



<p><strong><em>Y. S.</em></strong></p>



<p><em>Membro da ACCERH. Estudante de doutorado no Departamento de Engenharia Elétrica e Ciência da Computação da Universidade Grega do Mediterrâneo. Membro do Laboratório de Informática Biomédica do Instituto de Tecnologia e Pesquisa.</em></p>



<p>Fonte:&nbsp;<a href="https://rebellyon.info/Evacuation-du-squat-Evangelismos-Crete-25243" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://rebellyon.info/Evacuation-du-squat-Evangelismos-Crete-25243</a></p>



<p><strong><a href="https://noticiasanarquistas.noblogs.org/" data-type="link" data-id="https://noticiasanarquistas.noblogs.org/">agência de notícias anarquistas-ana</a></strong></p>



<p>Ao perder as flores<br>Com o templo se confunde<br>A cerejeira.</p>



<p>Buson</p>



<p><a href="https://noticiasanarquistas.noblogs.org/">https://noticiasanarquistas.noblogs.org/</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://indymedia.pt/32587/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
