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  • Pseudo SIMPLEX Ambiental: desresponsabilizar sem desburocratizar

    Trinta e Três Associações e Movimentos de Cidadãos emitiram uma Declaração Conjunta sobre o Simplex Ambiental

    MANIFESTO

    A crise ecológica ameaça a civilização como a conhecemos, conforme indicado pelos relatórios do IPCC e do IPBES, destacando a urgência global de preservar os valores ambientais. Em Portugal, contrastando com essa necessidade, o governo aprovou o Decreto-Lei 11/2023, conhecido como Simplex Ambiental, visando simplificar os procedimentos administrativos para autorizações e licenças ambientais. Contudo, as entidades signatárias deste manifesto contestam vigorosamente este decreto, argumentando que, apesar de alguns aspectos positivos, ele compromete a qualidade e proteção ambiental, violando leis nacionais, europeias e acordos internacionais.

    As organizações destacam que o Simplex Ambiental, ao reduzir prazos e excluir avaliações e verificações necessárias, promove a desresponsabilização em detrimento do interesse coletivo, natureza, biodiversidade e desenvolvimento sustentável. Enumeram várias preocupações, desde a diminuição da obrigatoriedade de Avaliações de Impacte Ambiental até à automatização da revalidação de licenças, alertando para os riscos associados.

    Além disso, o manifesto aponta a falta de mecanismos de monitorização e transparência, enfatizando que a tentativa de agilizar processos não incentiva a criação de projetos ambientalmente conscientes. Salienta-se a importância da Avaliação de Impacte Ambiental (AIA) como ferramenta essencial para a melhoria da conceção de projetos e a participação pública na tomada de decisões.

    O Simplex Ambiental, ao comprometer o princípio da precaução e da participação, coloca em risco o interesse comum e a integridade ecológica para as gerações futuras. As associações e movimentos signatários apelam à revogação imediata deste Decreto-Lei em vigor desde março de 2023.

    Associações e Movimentos Signatários:

    Arméria – Movimento Ambientalista de Peniche

    AAMDA – Associação dos Amigos do Mindelo pela Defesa do Ambiente

    AP – Associação dos Proprietários da Urbanização Vila D Este IPSS

    ASE – Associação Cultural Amigos da Serra da Estrela

    Associação Famalicão em Transição

    Associação Natureza Portugal, em associação com a WWF

    BioPorto – Grupo de Ação Ambiental

    Campo Aberto Associação de Defesa do Ambiente

    Climáximo

    FAPAS – Associação Portuguesa para a Conservação da Biodiversidade

    GEOTA – Grupo de Estudos do Ordenamento do Território e Ambiente

    OnGaia – Associação de Defesa do Ambiente

    Palombar – Conservação da Natureza e do Património Rural

    PAS – Plataforma Água Sustentável, constituída por:

    A Rocha Portugal

    Água é Vida

    Al-Bio – Associação Agroecológica do Algarve

    Almargem – Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental do Algarve

    CIVIS – Associação para o Aprofundamento da Cidadania

    Dunas Livres

    Ecotopia Ativa – Associação Ambiental e de Desenvolvimento Sustentável

    FALA – Fórum do Ambiente do Litoral Alentejano

    Faro 1540 – Associação de Defesa e Promoção do Património Ambiental e Cultural de Faro

    Glocal Faro

    LPN – Liga para a Protecção da Natureza

    Probaal – Associação para o Barrocal Algarvio

    Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

    Regenerarte – Associação de Proteção e Regeneração dos Ecossistemas.

    Regar

    proTEJO – Movimento Pelo Tejo

    Sciaena

    SPEA – Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves

    SPECO – Sociedade Portuguesa de Ecologia

    ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável

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