Comunicado: Movimento pela Justiça Climática apoia a luta pela independência do povo venezuelano contra a invasão do império fóssil estado-unidense

Climáximo e Greve Climática Estudantil, movimentos pela Justiça Climática, declaram a sua solidariedade para com o povo venezuelano atacado pelo império fóssil estado-unidense de Donald Trump. O Sul Global é novamente o alvo das armas do lucro da indústria fóssil, que já deixou cair qualquer pretensão de legitimidade raptando, roubando e matando impunemente enquanto as lideranças da União Europeia se eclipsam da História.

As declarações de Donald Trump após o ataque e rapto do presidente da Venezuela abrem um novo capítulo na História. O presidente dos EUA anunciou que tornará o país da América Latina numa colónia americana para acesso às suas reservas petrolíferas, que “vão dirigir o país” e entregar o seu petróleo às grandes empresas americanas, ExxonMobil, Chevron, Marathon, Valero, Phillips 66, entre outras. A ligação umbilical da extrema-direita à indústria fóssil é hoje uma realidade inultrapassável em todas as latitudes. Os EUA são pouco mais do que uma extensão armada da indústria fóssil. Se esta aliança for bem sucedida levará ao colapso das condições que permitem a existência de civilizações humanas neste planeta. O final da indústria fóssil com o fim da utilização de petróleo, gás e carvão até 2030 no Hemisfério Norte é essencial para garantir paz e justiça social.

Expressamos apoio incondicional à luta que se desenrolará daqui para a frente, quer por parte do povo venezuelano, quer por toda América Latina, sob a qual pende a voracidade violenta dos EUA. Ainda ontem o porta-voz do imperialismo fóssil norte-americano ameaçou abertamente os povos colombiano, cubano e mexicano. A luta pela independência da Venezuela e da América Latina, que coincide neste momento com a luta pela revolução bolivariana, é uma nova linha da frente da guerra pela vida.

A conivência, por apoio ou omissão, dos governos europeus perante a pilhagem, rapto, pirataria e violência do império estado-unidense revela que a União Europeia há muito deixou de existir enquanto entidade independente, com as suas lideranças atuais e a extrema-direita que já a governa a revelarem subserviência total.

O movimento pela justiça climática reconhece que, após o início do genocídio em Gaza, inaugurou-se um novo tipo de intervenção nos países do Sul do planeta, um regresso ao passado protagonizado pela política da extrema-direita que desumaniza tudo, ao serviço do lucro destrutivo. A luta pela dignidade, independência e a construção de poder popular são as armas do futuro e estaremos ao lados dos povos que as constroem. Hoje à tarde e amanhã estaremos presentes e apelamos à participação nas concentrações em Lisboa e no Porto, e manter-nos-emos conectados com os movimentos em resistência na América Latina.”


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