2024-2026 e algumas notas avulsas: Vi a Sandra da Gralha em Évora, na SHE, numa feira da honesta, “Olá Bruno”, diz ela em passo apressado, como não querendo que mais ninguém notasse do seu stalking – que faz ela aqui tão longe, aqui tão perto? Pensei que me houvesse livrado já de toda esta gente, como eles se quiseram livrar de mim. Não sei, julgo que é assim, que se aproveitam da solidão de minha vida para jogar todo o tipo de jogos com impunidade, pois que a mais ninguém poderia eu recorrer. Como quando me rufiam numa feira anarquista de Lisboa, um capitalista e o Daniel dd Coimbra em tandem, gritando alegremente sobre o anarco-sexo, o que seja.
O controlo exacerbou-se, violam-me todos os dias, sussurram-me ao ouvido que me eliminarão, além de tudo o mais que é irreproduzível, de sórdido que é. Por vezes, para quebrar a monotonia, passo no CCL. Não me causa senão ressentimento. Afinal, ninguém parece interessado em qualquer contribuição minha, e quando propus evento anti-psiquiatria esse foi rejeitado pelo pretexto mais desonesto – em suma, um suposto companheiro, provavelmente inexistente, alega que a psiquiatria lhe salvou a vida e por isso veta a iniciativa. Sei que é mentira tudo isso. Que lhe tenha salvado a vida e que se deva a ele, que “não tem aparecido”, que o evento seja rejeitado. É decisão conjunta e consensual, porque tudo o que realmente desafia a ordem estabelecida se torna incómodo. “Às vezes há uns anti-psiquiatria, mas não duram muito”, diz o Raúl. Porque será? De qualquer modo, aqui estou ainda, enquanto sobrevivente, enquanto resistente solitário.
Em 2025, tive novo internamento em Évora, de novo me interrompeu os estudos, porque de novo me agitaram através da ferramenta de controlo. Acorreu todo um aparato policial ao meu modesto aposento em Évora, saio do quarto tenho armas apontadas à cabeça, com direcção laser, assim são as emergências de “saúde mental” que a reportagem do Fumaça menciona; de novo alguém não gostou de algo que fiz e se arroga o direito de me hipotecar a vida. Mais dois meses de confinamento, o médico Gonçalo quer que eu tome clozapina, inércia instantânea, e faça análises periódicas, algo que a minha médica de ambulatório reverte.
De qualquer modo, sou obrigado a rejeitar um trabalho porque no centro de psiquiatria se recusam a conciliar os meus horários com a toma da injecção, que se alterou de aripiprazol para zuclopentixol, mas não gosto muito de me deter nesta pseudociência e assim a legitimad. Tenho a minha vida hipotecada, todo o projecto, sonho, aspiração, devir, vontade de viver, foram jogados fora, algo que a repressão sole fazer, mas nunca tão eficientemente, nunca tão dissimuladamente, nunca com tanto sucesso em promover a ideia, inclusive nos meios supostamente dissidentes, de que a sua violência extrema é apenas “ajuda terapêutica”.
Para já, neste Setembro de 2026, esta cronologia, do I ao V, foi o que me ocorreu, vou acrescentando em comentários ou farei nova publicação se me ocorrer alguma nota que convenha divulgar.

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