LISBOA – MAIS VIOLÊNCIA POLICIAL CONTRA QUEM LUTA PELA HABITAÇÃO
Esta noite, a Acampada de Lisboa voltou a ser alvo de violência policial. Pelas 4h15 horas, a PSP carregou indiscriminadamente sobre manifestantes, provocando feridos e destruindo estruturas comunitárias da acampada. Esta é a terceira intervenção policial violenta contra a Acampada de Lisboa em menos de três semanas.
Até ao momento, temos conhecimento de mais de 30 pessoas feridas (10 das quais hospitalizadas) e 6 detidas, que estão a receber acompanhamento das equipas de primeiros cuidados e de apoio jurídico. Continuamos a reunir esforços para prestar assistência a todas as pessoas afetadas.
Reafirmamos que estamos no Rossio de forma pacífica, sem perturbar a ordem pública nem impedir a circulação. É nosso entendimento jurídico, partilhado, segundo a informação de que dispomos, pelo Ministério Público, que a colocação e manutenção de tendas neste contexto não e constitui crime. Até ao momento, não nos foi apresentada qualquer fundamentação legal que justifique a sua retirada.
Porque é que pessoas que exercem pacificamente o seu direito de manifestação são recebidas com violência? Porque é que uma estrutura comunitária, construída coletivamente e assente na solidariedade, é tratada como uma ameaça?
Responsabilizamos politicamente o Governo de Luís Montenegro pela repressão policial contra a Acampada de Lisboa. Não aceitaremos que a luta por um direito constitucional seja respondida com violência, detenções e destruição dos nossos espaços de organização coletiva. e Apelamos às organizações da sociedade civil, sindicatos, movimentos sociais, associações e a todas as pessoas comprometidas com os direitos fundamentais para que condenem publicamente estas intervenções e manifestem solidariedade com as pessoas feridas e detidas.
Exigimos o fim da violência policial, a identificação das responsabilidades pelas agressões e esclarecimentos sobre os fundamentos legais invocados para a retirada das tendas.
O Não nos vão calar. Continuaremos a e organizar-nos coletivamente pelo direito à habitação, à manifestação e a uma vida digna.
NÃO TEMOS CASA, AS TENDAS FICAM!
HOJE 1 DE NOVEMBRO ÀS 17H CONCENTRAÇÃO NO ROSSIO!
CONCENTRAÇÃO CONTRA VIOLÊNCIA POLICIAL E PELA HABITAÇÃO ESTE DOMINGO ÀS 17H
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PORTO – Mais uma vez, cidadãos preocupados se reúnem para lutar pelo direito à habitação e são assim recebidos pelas forças estatais.
Que crime estamos a cometer que justifica este nível de violência?
Que perigo somos para a sociedade que precisamos de ser apreendidos?
Porto, 01 de novembro de 2026.
Terceira carga policial violenta e ilegal no vigésimo primeiro dia de protestos pelo direito à habitação.
Enquanto acontecia a ocupação pacífica da praça D João I, a equipa de intervenção avançou contra os manifestantes pacíficos frente a quatro ‘mães da acampada’, que cantavam a Grândola sentadas em frente ao cordão humano e se reuniam para reivindicar pelo direito à habitação digna, acessível e universal.
Numa carga policial que quase triplicava a anterior, a PSP cargou com toda a força. Após quase três horas de terror psicológico a demostrar violência, impor pânico e medo, o ataque das forças de ‘segurança’ resultou em 35 feridos leves e 4 graves e na apreensão, novamente sem auto, do material das manifestantes. Além das pessoas feridas, 7 foram detidas, entre elas, 2 das 4 mães da acampada que se juntaram pacificamente em solidariedade com a manifestação.
Quando os manifestantes estavam reunidos nos Aliados, apareceram dois agitadores descaracterizados que tentaram provocar a escalada de violência e sequestrar mais manifestantes. Foi pedida ajuda aos polícias que se encontravam no lugar, mas os agentes recusaram o pedido. Os agitadores foram encurralados pelas manifestantes na porta do gabinete municipal, e um deles apontou e carregou uma arma de fogo. Nesse momento, os manifestantes evacuaram do perigo e ai reapareceram as forças policiais, para despejar os manifestantes e proteger esse polícia à paisana.
As brigadas de intervenção mobilizadas na Praça D. João I deslocaram-se à praça dos Aliados e voltaram a ameaçar e perseguir com o uso da força para despejar o local. Violando, pela segunda vez numa noite, o direito à reunião da cidadania portuense.
O Movimento pela Habitação – Acampada do Porto, condena firmemente a repetida violação dos direitos fundamentais para a democracia portuguesa e repudia o terrorismo policial e a repressão política e reitera que não parará de manifestar-se, até que os governantes sairem da sua bolha de especulação e privilégio e comecem a cumprir com a sua função: ouvir o povo e obedecê-lo.
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Na história portuguesa quanto maior a repressão estatal, mais forte voltou o Povo.
Nós não vamos ser diferentes.
Juntos.
Isto não ACABou



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